Veja como a China liderou a energia limpa, impulsionou a IA e dominou a lista dos 10 maiores feitos científicos de 2025.
Em dezembro de 2025, a revista Science divulgou sua tradicional lista com os 10 maiores feitos científicos do ano, reunindo descobertas que marcaram os últimos 12 meses em diferentes áreas do conhecimento.
O destaque absoluto ficou com a China, que assumiu a liderança global em energia limpa, enquanto avanços em IA, medicina, física e astronomia reforçaram o papel central dos cientistas na resposta a desafios climáticos, sanitários e tecnológicos.
Logo no início da lista, o esforço chinês para reduzir a dependência de combustíveis fósseis foi apontado como o principal feito científico de 2025.
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A escolha reflete não apenas investimentos recordes, mas também o impacto direto dessas ações no combate às mudanças climáticas.
A partir desse marco, a seleção revela como ciência aplicada, inovação tecnológica e pesquisa básica caminharam juntas ao longo do ano.
China lidera a revolução da energia limpa
O avanço da energia limpa foi considerado o maior feito científico de 2025. Liderada pela China, essa transformação envolveu investimentos sem precedentes em fontes renováveis, como solar e eólica, além do fortalecimento de cadeias industriais voltadas à descarbonização.
Segundo a Science, o esforço chinês representa um divisor de águas na busca pela independência de combustíveis fósseis, principal motor do aquecimento global.
Portanto, mais do que uma decisão econômica, trata-se de uma estratégia científica de longo prazo com impacto global.
Gene do arroz reforça segurança alimentar diante do calor extremo
Ainda na China, cientistas da Universidade Agrícola de Huazhong identificaram um gene capaz de aumentar a tolerância do arroz a altas temperaturas.
A descoberta foi publicada na revista Cell e responde a um problema crítico da agricultura moderna: a queda de produtividade causada pelo aquecimento global.
“Sob altas temperaturas, o gene, QT12, interage com o complexo proteico NF-Y para proteger os grãos como uma barreira interna, resistindo às altas temperaturas e, ao mesmo tempo, estabilizando a síntese de amido e proteínas”, explicou Li Yibo.
A inovação é estratégica porque a bacia do Rio Yangtzé responde por cerca de dois terços da produção de arroz do país, cada vez mais ameaçada por ondas de calor.
Terapia genética personalizada inaugura nova era da medicina
Nos Estados Unidos, um tratamento inédito baseado na técnica de edição genética CRISPR chamou a atenção da comunidade científica.
Apenas seis meses após nascer, o bebê Kj Muldoon recebeu uma terapia personalizada para corrigir mutações ultrarraras no gene CPS1.
“Esperamos que KJ seja o primeiro de muitos a se beneficiar de uma metodologia que pode ser adaptada para atender às necessidades individuais de cada paciente”, afirmou Rebecca Ahrens-Nickas.
A rapidez do processo, aprovado em semanas pela Food and Drug Administration, reforça como a ciência personalizada avança em ritmo acelerado.
Novos antibióticos reacendem esperança contra a gonorreia
Depois de décadas sem novidades, dois antibióticos inovadores foram desenvolvidos para tratar a gonorreia, infecção que afeta mais de 82 milhões de pessoas por ano.
Os resultados, publicados na The Lancet, mostram eficácia tanto da geoptidacina quanto da zoliflodacina.
“Pela primeira vez em décadas, tanto os pacientes quanto seus profissionais de saúde terão uma opção de tratamento oral em dose única”, comemorou David Altarac.
Câncer: cientistas revelam estratégia usada por tumores
Pesquisadores da Universidade do Sul do Alabama descobriram como células cancerígenas exploram neurônios próximos para crescer e se espalhar.
O estudo, publicado na Nature, pode redefinir abordagens terapêuticas no futuro.
“Nossos resultados sugerem que talvez precisemos mudar nossas estratégias terapêuticas para atingir as células cancerígenas”, afirmou Simon Grelet.
Observatório Rubin promete visão inédita do universo
No Chile, o Observatório Rubin iniciará operações com a maior câmera já construída, de 3.200 megapixels. O projeto deve registrar mudanças no céu a cada 40 segundos, criando um mapa detalhado do universo ao longo de uma década.
“Isso vai permitir muitos avanços científicos que antes eram muito difíceis de realizar”, destacou o astrônomo Adam Miller.
Denisovanos ganham rosto após 146 mil anos
Dois estudos publicados nas revistas Science e Cell identificaram o chamado “Homem-dragão” como um denisovano primitivo.
A descoberta oferece, pela primeira vez, um esboço morfológico dessa população humana antiga.
“Temos, agora, o primeiro esboço morfológico das populações denisovanas”, escreveram os autores.
IA acelera descobertas científicas
A IA teve papel central em 2025, impulsionada por investimentos milionários e pela evolução dos LLMs.
Sistemas avançados conseguiram identificar medicamentos promissores e reproduzir descobertas científicas em dias, algo que antes levava anos.
A revista destacou o uso da inteligência artificial na ciência como uma verdadeira “corrida do ouro”, envolvendo empresas como OpenAI.
Física atinge precisão histórica com o Muon g-2
No Laboratório Fermi, cientistas alcançaram a medição mais precisa já registrada da anomalia magnética do múon, com 127 partes por bilhão.
“É empolgante adicionar uma medição precisa que acredito que permanecerá válida por muito tempo”, comentou Peter Winter.
Xenotransplante avança rumo ao futuro
Fechando a lista dos 10 maiores feitos científicos, um rim de porco geneticamente modificado funcionou por 271 dias em um paciente humano. O procedimento marca um passo decisivo rumo à redução da escassez de órgãos.
“O xenotransplante representa um ponto de virada, eliminando a escassez de órgãos como uma barreira ao transplante”, afirmou Leonardo Riella.

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