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500 tartarugas gigantes foram soltas no deserto do Saara e, cinco anos depois, surgiram túneis de 10 metros, florestas espontâneas e uma transformação ecológica visível até por satélite surpreendeu os cientistas

Escrito por Alisson Ficher
Publicado el 12/01/2026 a las 14:22
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Experimento ambiental no Saara revela efeitos inesperados da reintrodução de fauna nativa, com surgimento de túneis profundos, retorno gradual da vegetação e sinais de regeneração do solo detectados por satélite em regiões antes dominadas pela areia.

A liberação de cerca de 500 tartarugas-sulcata africanas em áreas áridas associadas ao deserto do Saara passou a ser observada como uma experiência incomum de restauração ambiental.

De acordo com o relato apresentado pelo canal Simple Discovery, em aproximadamente cinco anos surgiram túneis subterrâneos de até 10 metros de comprimento, manchas de vegetação onde antes havia apenas areia e sinais de transformação ecológica detectáveis por imagens de satélite, resultado que surpreendeu cientistas envolvidos no monitoramento.

Essas iniciativas se inserem em um cenário global de alerta.

Segundo dados reunidos pelo Simple Discovery, mais de um hectare de solo fértil desaparece a cada segundo no planeta.

Hoje, mais de 40% das terras do mundo já estão degradadas, enquanto cerca de 33% da superfície terrestre é formada por áreas desérticas ou semiáridas.

O avanço da desertificação deixou de ser um problema localizado e passou a mobilizar governos, pesquisadores e organizações internacionais.

Combate global à desertificação e perda de solos férteis

Video de YouTube

A resposta à perda acelerada de solos produtivos tem assumido formas variadas.

O texto apresentado pelo Simple Discovery cita a China, onde foi implantado o projeto conhecido como “grande muralha verde”, uma extensa faixa de florestas planejada para conter o avanço do deserto de Gob ao longo de milhares de quilômetros.

Em Israel, ainda segundo o canal, a irrigação por gotejamento permitiu transformar o deserto de Negev em áreas agrícolas produtivas.

O exemplo é citado como demonstração de como tecnologia e manejo eficiente da água podem alterar paisagens áridas.

Já na América do Norte, a estratégia descrita segue outro caminho.

O Simple Discovery relata a reintrodução de bisões e castores, animais que, por meio de seus comportamentos naturais, contribuem para a regeneração do solo e da vegetação.

Na África, porém, a proposta relatada ganhou um elemento inesperado.

Em vez de depender apenas de máquinas, irrigação ou reflorestamento, pesquisadores passaram a observar o potencial de um animal terrestre como agente de restauração ambiental: a tartaruga-sulcata africana.

Condições extremas no deserto do Saara e no Sahel

O Simple Discovery descreve o deserto do Saara como o maior e mais quente do mundo, com uma área quase equivalente à dos Estados Unidos.

Durante o dia, as temperaturas podem ultrapassar 50 graus, enquanto à noite caem para cerca de 10 graus.

A precipitação anual varia entre 5 e 10 centímetros, volume considerado extremamente baixo.

Na borda sul do Saara está o Sahel, uma faixa de aproximadamente 5.400 quilômetros tratada como uma linha de transição entre áreas habitáveis e o avanço do deserto.

Conforme apresentado pelo canal, nos últimos 50 anos a região perdeu cerca de 650 mil km² para a desertificação.

A área é comparada à extensão territorial da Polônia.

Hoje, cerca de 80% das terras do Sahel estariam degradadas, colocando em risco direto a subsistência de mais de 100 milhões de pessoas.

Técnicas tradicionais e limites dos megaprojetos ambientais

Diante desse cenário, diferentes estratégias foram testadas.

No Sahel, onde muitos agricultores não têm acesso a máquinas modernas, o Simple Discovery destaca a técnica tradicional do Zaí.

O método consiste em cavar pequenos buracos no solo, preenchê-los com matéria orgânica para reter a água da chuva e nutrir as sementes.

Experimento no Saara mostra como tartarugas-sulcata ajudaram a regenerar o solo, criar túneis profundos e estimular o retorno da vegetação em áreas áridas.
Experimento no Saara mostra como tartarugas-sulcata ajudaram a regenerar o solo, criar túneis profundos e estimular o retorno da vegetação em áreas áridas.

O agricultor de Burkina Faso Yacouba Sawadogo é citado como responsável por aperfeiçoar essa técnica.

Segundo o texto, os resultados incluem aumentos de produtividade de até 500% e a recuperação de milhões de hectares de terras degradadas.

Apesar disso, o esforço exigido limita a escala da prática. Cada buraco precisa ser aberto manualmente.

Em nível continental, a África lançou em 2007 o projeto da Grande Muralha Verde.

A iniciativa previa uma faixa de 7.700 quilômetros de extensão e 15 quilômetros de largura, com a meta de restaurar 100 milhões de hectares.

De acordo com o Simple Discovery, até 2023 apenas 18% da meta havia sido alcançada.

As maiores execuções ocorreram em países como Etiópia e Nigéria.

Secas prolongadas, tempestades de areia e a falta de recursos financeiros teriam levado à morte de milhões de mudas.

Mesmo com a adoção de estratégias como regeneração natural e agrossilvicultura, o projeto teria recuperado cerca de 30 milhões de hectares.

Tartaruga-sulcata africana como engenheira ecológica

Nesse contexto, surgiu a proposta de recorrer a soluções baseadas na própria natureza.

O Simple Discovery aponta a tartaruga-sulcata africana como elemento central dessa abordagem.

A espécie é totalmente terrestre e considerada a terceira maior tartaruga do mundo, atrás apenas das de Galápagos e Aldabra.

Um adulto pode pesar entre 80 e 90 quilos, chegando a 120 quilos em alguns casos.

Adaptada a ambientes extremos, suporta temperaturas acima de 50 graus durante o dia e frio seco à noite.

Apesar dessa adaptação, a espécie enfrenta risco de extinção.

O texto atribui a redução populacional à competição com gado, ovelhas e cabras, além da caça e do comércio ilegal como animal de estimação.

Como resultado, a sulcata sobreviveria hoje em apenas 17% de sua área original, que se estende do Senegal até a Etiópia.

Projeto de reintrodução e monitoramento com GPS

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Segundo o Simple Discovery, o projeto piloto teve início em 2006, na reserva da biosfera de Ferlo, no Senegal.

Centenas de tartarugas foram soltas para avaliar não apenas a sobrevivência, mas o impacto ecológico.

Os primeiros dados indicaram que 80% dos animais sobreviveram.

Pouco tempo depois, nasceram os primeiros filhotes.

A iniciativa se expandiu para Mali, Níger, Chade e Burkina Faso.

O projeto contou com apoio de organizações internacionais e comunidades locais.

Cada tartaruga recebeu um chip de GPS, permitindo acompanhar deslocamentos, túneis escavados e áreas em regeneração.

Túneis subterrâneos, água no solo e dispersão de sementes

As transformações iniciais estão ligadas às características físicas da espécie.

As patas dianteiras da sulcata são descritas como grandes, fortes e cobertas por escamas duras.

Com elas, os animais cavam túneis de até 3 ou 4 metros de profundidade e cerca de 10 metros de comprimento.

Quando chove, a água se infiltra nesses túneis.

O Simple Discovery relata que isso leva umidade e oxigênio às camadas profundas do solo.

Esses microambientes favorecem o retorno de insetos, aves e pequenos mamíferos.

Além disso, as sulcatas atuam como dispersoras naturais de sementes.

Elas se alimentam de capins, arbustos, cactos e flores do deserto.

A digestão lenta permite que sementes passem intactas pelo organismo.

As fezes, ricas em nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio e magnésio, aumentam as chances de germinação.

Resultados observados por satélite e ameaças persistentes

Relatórios citados pelo Simple Discovery, atribuídos à União Internacional para a Conservação da Natureza e a um órgão identificado como CN, indicam aumento de 30% a 40% da cobertura vegetal em áreas com tartarugas em cinco anos.

Imagens de satélite na região de Ferlo mostram manchas verdes ao redor dos pontos de reintrodução.

O fenômeno é descrito como “assinatura ecológica”.

Um estudo mencionado de 2018, realizado no Níger, aponta que o número de insetos dobrou nessas áreas.

Com os insetos, aves passaram a aparecer.

Posteriormente, rebanhos de cabras e bois se aproximaram das novas pastagens.

Apesar disso, o texto ressalta que o tráfico de tartarugas continua.

A degradação causada por pastoreio excessivo e agricultura insustentável também permanece.

Somadas às mudanças climáticas e a crises recentes de insegurança alimentar, essas pressões levantam uma questão central: como ampliar iniciativas baseadas na natureza sem que elas fiquem restritas a áreas isoladas?

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Carlos Anchietta
Carlos Anchietta
15/01/2026 17:45

Eso demuestra completamente que programas como este de salvación a la naturaleza funcionan, por lo que no se debe esperar mucho más tiempo para que puedan ser implementados muchos otros más.

Regina Z
Regina Z
14/01/2026 06:05

Não lhes envergonha divulgar tal matéria? Tartarugas gigantes colocadas num deserto. Inverossímil e facilmente comprovável. Super fake E para comentar ainda necessita colocar meu e-mail. Quantos equívocos

Leticia
Leticia
Em resposta a  Regina Z
14/01/2026 10:57

Sí hay tortugas gigantes en el desierto y están en peligro de extinción.

Roberto Gomes De Freitas
Roberto Gomes De Freitas
13/01/2026 23:05

Estranho que falam em uma grande **** **** que está separando região da África formando um abismo que se forma um grande rio subterrâneo nestas regiões.

Última edição em 2 meses atrás por Roberto Gomes De Freitas
Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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