Trata-se do melhor resultado para meses de fevereiro desde 2014, quando foram criados 260.823 vagas de emprego formais. É o melhor saldo para esse mês em cinco anos. Resultado que sinaliza uma retomada consistente para 2019, avalia o secretário especial da Previdência e Trabalho, Rogério Marinho.
As 260.823 vagas de empregos, segundo números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta segunda-feira, 25, pelo Ministério da Economia é resultado de 1.453.284 contratações no período contra 1.280.145 demissões. O salário médio de admissão no mês passado foi de R$ 1.559, alta real (já descontada a inflação) de 0,06% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O salário de desligamento foi de R$ 1.718, redução real de 0,36% nessa base de comparação. “Esse número é uma demonstração de que as mudanças propostas para economia no governo Bolsonaro, que tratam de flexibilização, desburocratização e retirada de entraves, passam segurança para a economia real”, disse Rogério Marinho. O governo, contudo, tem enfrentado turbulências na articulação com o Congresso para a aprovação da reforma da Previdência, principal projeto na área econômica.
Atividades analisadas
Em fevereiro, 7 das 8 atividades analisadas pelo Caged registraram saldo positivo para criação de vagas de emprego. Os destaques são serviços, indústria de transformação e administração pública. A atividade de agropecuária, extração vegetal, caça e pesca, por outro lado, registrou fechamento líquido de 3.077 vagas.
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Saldo por setor
- Serviços: 112.412
- Indústria de transformação: 33.472
- Administração pública: 11.395
- Construção civil: 11.097
- Comércio: 5.990
- Extrativa mineral: 985
- Serviços industriais de utilidade pública: 865
- Agropecuária, extração vegetal, caça e pesca: -3.077.
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Saldo por Região
- Sudeste: 101.649
- Sul: 66.021
- Centro-Oeste: 14.316
- Norte: 3.594
- Nordeste: -12.441.
No recorte geográfico, 4 regiões apresentaram saldo de emprego positivo em fevereiro. Apenas o Nordeste foi na direção contrária.
Do total de vagas de emprego criadas, 7.750 (4,5%) foram por meio das modalidade de trabalho intermitente ou parcial. Em janeiro, foram registradas 8.299 admissões e 3.953 desligamentos no chamado trabalho intermitente. O saldo ficou em 4.346. No mesmo período do ano passado, o resultado havia sido de 2,1 mil empregos. Criada por meio da reforma trabalhista, a modalidade permite jornada em dias alternados ou por horas determinadas.
No primeiro bimestre do ano, houve criação liquida de 207,4 mil vagas de emprego, 68,4 mil a mais ante o mesmo período do ano passado, quando o resultado era positivo em 139 mil, de acordo com o ministério. Por outro lado, o Brasil iniciou o ano com alta na taxa de desemprego para o nível mais alto em cinco meses, de acordo com os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Para o secretário de Trabalho, Bruno Dalcolmo, é normal, estatísticamente, em momentos de retomada, o desemprego mostrado pela Pnad aumentar, uma vez que, segundo ele, um contingente antes classificado como inativo ou desalentado volta a ser contabilizados como «desempregado», o que acaba elevando a taxa de desocupação. No dado mais recente da Pnad, referente ao trimestre até janeiro de 2019, o número de desalentados, ou a quantidade de trabalhadores que desistiram de procurar uma vaga, foi a 4,716 milhões, aumento em relação aos 4,706 milhões no trimestre até dezembro.
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