A Marinha do Brasil tem uma missão desafiadora: proteger uma costa que se estende por mais de 7.000 quilômetros. Mas quantos submarinos são realmente necessários para cumprir essa tarefa? Vamos explorar as necessidades e os planos da marinha para defender nossas águas.
A frota submarina da Marinha do Brasil já teve seus altos e baixos. Nos anos 70 e 80, a marinha atingiu seu auge com 10 submarinos, incluindo três avançados da classe Oberon. Atualmente, a marinha opera quatro submarinos: S30 Tupi, S34 Tikuna, S40 Riachuelo e S41 Humaitá. Nos próximos anos, espera-se a adição de mais três: S42 Tonelero (que já está pronto), S43 Angostura e o SN10 Álvaro Alberto, o primeiro submarino nuclear da América Latina.
Mesmo com essas adições, alguns submarinos mais antigos, como o S30 Tupi, podem ser descomissionados, deixando a frota com quatro submarinos convencionais e um nuclear. Mas será que isso é suficiente?
Para defender efetivamente a costa brasileira, a Marinha do Brasil idealmente precisaria de duas flotilhas de submarinos
Cada uma com dois submarinos convencionais e um nuclear. Isso totalizaria seis submarinos operacionais: quatro convencionais e dois nucleares. Além disso, é importante ter uma reserva de submarinos para manutenção e modernização, equivalente a cerca de 50% da frota operacional. Isso significa mais três submarinos na reserva, resultando em um total de nove submarinos: seis convencionais e três nucleares.
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Manter uma frota de nove submarinos em operação é um desafio logístico e financeiro. Submarinos necessitam de manutenção regular, e essa reserva é essencial para garantir que sempre haja submarinos prontos para defender a costa. A longo prazo, seria benéfico que a frota da Marinha do Brasil evoluísse para incluir mais submarinos nucleares, que têm maior autonomia e capacidade de operação em mar aberto.
No entanto, a transição para uma frota composta inteiramente por submarinos nucleares é extremamente cara e complexa, algo que não é viável no momento
Mas com investimento contínuo e desenvolvimento tecnológico, a Marinha do Brasil pode continuar se modernizando e talvez um dia alcançar essa meta. Para cumprir suas funções de defesa da costa brasileira, a Marinha do Brasil precisa de pelo menos nove submarinos: seis convencionais e três nucleares. Essa estrutura permitiria uma defesa robusta e flexível, capaz de responder a diversas ameaças. Com o tempo e os investimentos certos, a Marinha do Brasil pode continuar a fortalecer sua frota e garantir a segurança das águas brasileiras.
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