Agenda econômica da semana traz inflação, política monetária, indicadores macroeconômicos e resultados corporativos que movem o mercado.
A agenda econômica da segunda semana completa de 2026 será decisiva para o investidor que acompanha o desempenho dos mercados no Brasil e no exterior.
Entre os dias 13 e 16 de janeiro, dados de indicadores macroeconômicos, inflação, política monetária e resultados corporativos devem orientar decisões de curto prazo.
Os números serão divulgados por órgãos como IBGE e Banco Central, além de dados relevantes dos Estados Unidos, em um momento em que o mercado busca sinais mais claros sobre atividade econômica e trajetória da inflação.
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O acompanhamento atento desses indicadores é fundamental para entender o ritmo da economia e possíveis impactos sobre juros e ativos financeiros.
Indicadores macroeconômicos do Brasil concentram atenções
No cenário doméstico, os indicadores macroeconômicos ganham protagonismo ao longo da semana. Na terça-feira (13), o IBGE divulga a Pesquisa Mensal de Serviços, referente a novembro.
A expectativa é de crescimento de 0,1% na comparação mensal.
Eventos ocorridos ao longo do mês, como a realização da COP30, podem ter introduzido maior volatilidade nos dados, especialmente em segmentos ligados a turismo, transporte e serviços empresariais.
Ainda assim, o resultado servirá como termômetro importante da atividade econômica no fim de 2025.
Vendas no varejo ajudam a medir o consumo
Na quinta-feira (15), o IBGE publica os dados de vendas no varejo.
A expectativa é de uma leve alta em relação a outubro, sinalizando alguma resiliência do consumo das famílias.
Esse dado é relevante porque ajuda a compor a leitura do nível de atividade e influencia diretamente as projeções para crescimento econômico.
Portanto, o resultado será acompanhado de perto por analistas e investidores atentos à evolução do consumo interno.
Inflação e IBC-Br fecham a agenda econômica da semana
A sexta-feira (16) concentra dois dos principais destaques da agenda econômica.
O Banco Central divulga o IBC-Br, indicador que funciona como uma proxy mensal do PIB, oferecendo uma leitura antecipada da atividade econômica.
No mesmo dia, será divulgado o IGP-10 de janeiro, indicador relevante de inflação.
Segundo o Itaú, “esperamos um aumento mensal de 0,20% (contra 0,04% em dezembro), elevando a taxa anual para -1,1%, ante -0,7% em dezembro”.
A instituição acrescenta que o resultado anterior refletiu “alta de 0,21% no IPA industrial e queda de 0,70% no IPA agrícola – impulsionada principalmente pelos preços do leite, café, tomate e laranja”.
Cenário político influencia expectativas econômicas
No campo político, o recesso parlamentar segue em Brasília, reduzindo o ritmo das votações no Congresso.
Por outro lado, o retorno do Ministro da Fazenda ao trabalho deve reacender debates econômicos no Executivo.
Além disso, há expectativa pela nomeação de um novo Ministro da Justiça e Segurança Pública, após a saída do titular da pasta.
Embora não seja um tema diretamente econômico, mudanças ministeriais costumam gerar ruído nos mercados e podem afetar a percepção de risco no curto prazo.
Inflação e política monetária dominam a agenda internacional
Nos Estados Unidos, o foco da semana recai sobre a inflação e seus impactos na política monetária.
Na quarta-feira, saem as vendas no varejo e o índice de preços ao produtor (PPI), ambos referentes a novembro.
O PPI é especialmente relevante por compor parte do cálculo do PCE, métrica preferida do Federal Reserve para monitorar a inflação.
Esses dados ajudarão a calibrar expectativas para a próxima reunião de política monetária, marcada para o fim de janeiro.
Segundo o Bradesco, “paralelamente, o mercado seguirá acompanhando os desdobramentos geopolíticos das recentes ações americanas e possíveis indicações para a futura presidência do Federal Reserve”.
Resultados corporativos: Camil entra no radar
No noticiário de resultados corporativos, a Camil (CAML3) divulga seus números do terceiro trimestre de 2025 no dia 14 de janeiro.
A expectativa é de melhora em relação ao mesmo período do ano anterior, que teve base comparativa pressionada.
O BTG Pactual destaca que o principal desafio continua sendo a queda expressiva dos preços do arroz, com recuo de 49% na comparação anual e de 13% no trimestre.
Ainda assim, os volumes de alto giro devem alcançar 328 mil toneladas.
Assim, a receita no Brasil é estimada em R$ 1,95 bilhão, com Ebitda de R$ 165 milhões e margem de 8,4%.
No consolidado, a projeção é de receita de R$ 2,7 bilhões e Ebitda de R$ 226 milhões, com margem de 8,3%.
Para o BTG, “os preços do arroz estão em níveis considerados economicamente insustentáveis para os produtores”, o que pode levar à redução de área plantada e reequilíbrio da oferta no futuro.
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