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Agenda econômica: inflação, política monetária e resultados corporativos no radar

Escrito por Sara Aquino
Publicado el 11/01/2026 a las 20:02
Actualizado el 11/01/2026 a las 20:03
Agenda econômica da semana traz inflação, política monetária, indicadores macroeconômicos e resultados corporativos que movem o mercado.
Foto: IA
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Agenda econômica da semana traz inflação, política monetária, indicadores macroeconômicos e resultados corporativos que movem o mercado.

agenda econômica da segunda semana completa de 2026 será decisiva para o investidor que acompanha o desempenho dos mercados no Brasil e no exterior.

Entre os dias 13 e 16 de janeiro, dados de indicadores macroeconômicos, inflação, política monetária e resultados corporativos devem orientar decisões de curto prazo. 

Os números serão divulgados por órgãos como IBGE e Banco Central, além de dados relevantes dos Estados Unidos, em um momento em que o mercado busca sinais mais claros sobre atividade econômica e trajetória da inflação.

O acompanhamento atento desses indicadores é fundamental para entender o ritmo da economia e possíveis impactos sobre juros e ativos financeiros. 

Indicadores macroeconômicos do Brasil concentram atenções 

No cenário doméstico, os indicadores macroeconômicos ganham protagonismo ao longo da semana. Na terça-feira (13), o IBGE divulga a Pesquisa Mensal de Serviços, referente a novembro.

A expectativa é de crescimento de 0,1% na comparação mensal. 

Eventos ocorridos ao longo do mês, como a realização da COP30, podem ter introduzido maior volatilidade nos dados, especialmente em segmentos ligados a turismo, transporte e serviços empresariais.

Ainda assim, o resultado servirá como termômetro importante da atividade econômica no fim de 2025. 

Vendas no varejo ajudam a medir o consumo 

Na quinta-feira (15), o IBGE publica os dados de vendas no varejo.

A expectativa é de uma leve alta em relação a outubro, sinalizando alguma resiliência do consumo das famílias. 

Esse dado é relevante porque ajuda a compor a leitura do nível de atividade e influencia diretamente as projeções para crescimento econômico.

Portanto, o resultado será acompanhado de perto por analistas e investidores atentos à evolução do consumo interno. 

Inflação e IBC-Br fecham a agenda econômica da semana 

A sexta-feira (16) concentra dois dos principais destaques da agenda econômica.

O Banco Central divulga o IBC-Br, indicador que funciona como uma proxy mensal do PIB, oferecendo uma leitura antecipada da atividade econômica. 

No mesmo dia, será divulgado o IGP-10 de janeiro, indicador relevante de inflação.

Segundo o Itaú, “esperamos um aumento mensal de 0,20% (contra 0,04% em dezembro), elevando a taxa anual para -1,1%, ante -0,7% em dezembro”.

A instituição acrescenta que o resultado anterior refletiu “alta de 0,21% no IPA industrial e queda de 0,70% no IPA agrícola – impulsionada principalmente pelos preços do leite, café, tomate e laranja”. 

Cenário político influencia expectativas econômicas 

No campo político, o recesso parlamentar segue em Brasília, reduzindo o ritmo das votações no Congresso.

Por outro lado, o retorno do Ministro da Fazenda ao trabalho deve reacender debates econômicos no Executivo. 

Além disso, há expectativa pela nomeação de um novo Ministro da Justiça e Segurança Pública, após a saída do titular da pasta.

Embora não seja um tema diretamente econômico, mudanças ministeriais costumam gerar ruído nos mercados e podem afetar a percepção de risco no curto prazo. 

Inflação e política monetária dominam a agenda internacional 

Nos Estados Unidos, o foco da semana recai sobre a inflação e seus impactos na política monetária.

Na quarta-feira, saem as vendas no varejo e o índice de preços ao produtor (PPI), ambos referentes a novembro.

O PPI é especialmente relevante por compor parte do cálculo do PCE, métrica preferida do Federal Reserve para monitorar a inflação.

Esses dados ajudarão a calibrar expectativas para a próxima reunião de política monetária, marcada para o fim de janeiro. 

Segundo o Bradesco, “paralelamente, o mercado seguirá acompanhando os desdobramentos geopolíticos das recentes ações americanas e possíveis indicações para a futura presidência do Federal Reserve”. 

Resultados corporativos: Camil entra no radar 

No noticiário de resultados corporativos, a Camil (CAML3) divulga seus números do terceiro trimestre de 2025 no dia 14 de janeiro.

A expectativa é de melhora em relação ao mesmo período do ano anterior, que teve base comparativa pressionada. 

O BTG Pactual destaca que o principal desafio continua sendo a queda expressiva dos preços do arroz, com recuo de 49% na comparação anual e de 13% no trimestre.

Ainda assim, os volumes de alto giro devem alcançar 328 mil toneladas. 

Assim, a receita no Brasil é estimada em R$ 1,95 bilhão, com Ebitda de R$ 165 milhões e margem de 8,4%.

No consolidado, a projeção é de receita de R$ 2,7 bilhões e Ebitda de R$ 226 milhões, com margem de 8,3%.

Para o BTG, “os preços do arroz estão em níveis considerados economicamente insustentáveis para os produtores”, o que pode levar à redução de área plantada e reequilíbrio da oferta no futuro. 

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Sara Aquino

Farmacêutica e Redatora. Escrevo sobre Empregos, Geopolítica, Economia, Ciência, Tecnologia e Energia.

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