Com foco na agricultura familiar em Santa Catarina, a iniciativa amplia doações de alimentos e mobiliza produtores, entidades sociais e municípios para reforçar ações contra a insegurança alimentar
A oferta de alimentos produzidos pela agricultura familiar em Santa Catarina ganha novo fôlego com a entrega de uma remessa que chega a 120 toneladas, destinada a famílias que convivem com a insegurança alimentar em diferentes regiões do estado, segundo uma matéria publicada.
A ação envolve agricultores de sete municípios e atende mais de 17 mil pessoas em situação vulnerável. O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), conduzido pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), viabiliza esse processo com recursos federais e apoio de entidades locais.
Os produtos incluem frutas, legumes, verduras, panificados, geleias e pinhão, todos encaminhados diretamente às instituições cadastradas.
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A dinâmica combina geração de renda, circulação de alimentos frescos e fortalecimento das redes socioassistenciais, sem perder de vista a organização logística feita pelos próprios produtores rurais.
Assim, o estado registra uma articulação que une campo, comunidade e política pública para ampliar o alcance da alimentação saudável e acessível.
Distribuição solidária com foco na segurança alimentar regional
A primeira etapa da operação reúne 72 agricultores familiares de Alfredo Wagner, Bom Retiro, Campo Belo do Sul, Capão Alto, Lages, Painel e São José do Cerrito, todos integrados à modalidade Compra com Doação Simultânea do PAA.
O investimento de quase R$ 720 mil, repassado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, permite que os alimentos sigam diretamente para instituições que atuam no atendimento de pessoas em vulnerabilidade.
A agricultura familiar em Santa Catarina se articula para garantir diversidade alimentar e rapidez na circulação dos produtos.
Entre os municípios beneficiados estão Cerro Negro, Lages, São José, Florianópolis e Biguaçu, que recebem frutas, verduras e itens produzidos artesanalmente.
A logística fica sob responsabilidade dos próprios agricultores, o que assegura agilidade e preservação da qualidade.
Além disso, oito instituições são atendidas, incluindo o Fundo Municipal de Assistência Social de Lages e de Cerro Negro, a Cáritas Diocesana de Lages e as Cozinhas Solidárias em São José, Florianópolis e Biguaçu.
Fortalecimento das cozinhas solidárias com alimentos locais
A atuação das cozinhas solidárias ganha destaque, pois transforma os produtos recebidos em refeições destinadas a centenas de famílias diariamente.
A Associação Além dos Olhos de São José, a Casa de Passagem Indígena de Florianópolis, a Associação dos Remanescentes do Quilombo Vidal Martins e a Canja Solidária de Biguaçu utilizam os alimentos para ampliar o alcance de suas ações sociais.
A presença constante da agricultura familiar em Santa Catarina reforça o elo entre produção local e preparo de refeições com cardápios variados.
A inclusão de panificados, geleias e pinhão complementa o volume de hortifrutigranjeiros e enriquece o atendimento às comunidades.
A estrutura de distribuição contribui para manter regularidade nas entregas, garantindo que as instituições tenham abastecimento contínuo ao longo dos próximos meses.
Controle social e transparência na gestão dos alimentos
O processo de acompanhamento é conduzido por entidades como o Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional de Lages, o Comitê Gestor do PAA de Cerro Negro, o Conselho Estadual de Segurança Alimentar e a Associação Rede com a Rua, de Florianópolis.
Esses órgãos atuam no monitoramento das entregas e na verificação das etapas previstas nos projetos aprovados.
A agricultura familiar em Santa Catarina tem relação direta com a participação direta dos produtores, que entregam os alimentos às instituições de forma organizada e em conformidade com as regras do programa.
A dinâmica reforça a credibilidade do PAA e mostra como a articulação entre governo federal, municípios, agricultores e sociedade civil fortalece o acesso contínuo a alimentos saudáveis.
Assim, a agricultura familiar em Santa Catarina segue como eixo central na circulação de produtos e no apoio a pessoas que enfrentam vulnerabilidade no estado.
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