Um novo olhar sobre os desafios do agronegócio global, agricultores, pesquisadores e instituições internacionais.
Atualmente, mais de 820 milhões de pessoas sofrem com a fome no planeta. E o paradoxo é evidente: apesar da produção mundial de alimentos ser suficiente, a má distribuição, o desperdício e as desigualdades sociais impedem o acesso universal à comida.
Por outro lado, com a população crescendo e o consumo aumentando, a pressão sobre o agronegócio também se intensifica.
O crescimento da demanda por alimentos
Segundo a ONU, se o ritmo atual de consumo continuar, o planeta precisará de 60% mais alimentos, 50% mais energia e 40% mais água nas próximas décadas.
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Brasil surpreende o mundo com nova mandioca que pode render até 8 vezes mais no campo e alcançar até 100 toneladas por hectare
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Com o fechamento do Estreito de Ormuz em meio à guerra envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos, mais de 20 navios carregados com quase um milhão de toneladas de fertilizantes como ureia, enxofre e fosfatos ficaram retidos, pressionando o mercado agrícola global
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Produtores rurais começaram a enterrar troncos e galhos sob os canteiros e criaram sistema natural que funciona como uma “esponja subterrânea”, absorvendo água da chuva e liberando lentamente para as plantas, reduzindo a irrigação e melhorando a fertilidade do solo em hortas e plantações
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Método simples de compostagem acelerada permite transformar folhas secas em solo fértil em poucos dias usando melado, húmus de minhoca e água, oferecendo uma alternativa natural aos fertilizantes químicos em hortas e jardins
Essa demanda crescente exige soluções sustentáveis e inteligentes. E o agronegócio brasileiro tem papel central nisso.
O principal desafio da agricultura hoje é como produzir mais e melhor com menos
Menos mão de obra, mais tecnologia
Com a urbanização, cada vez menos pessoas trabalham no campo. No Brasil, apenas 1 em cada 10 está no setor agropecuário. A solução? Investimento em tecnologia.
«O uso de tecnologias pode alavancar a produção e, ao contrário do que se imagina, criar novos postos de trabalho», diz Marcos Roberto da Silva, professor da UFRB.
O desafio da água no agronegócio
As lavouras irrigadas representam 20% das áreas agricultáveis, mas produzem 40% dos alimentos globais. No Brasil, mais da metade da água é consumida na agricultura.
«O volume disponível terá que competir com o abastecimento urbano e industrial», alerta Jarbas Honório de Miranda, da Esalq/USP.
Assim, a irrigação inteligente será fundamental para garantir produção e sustentabilidade.
Produzir mais sem destruir o meio ambiente
É urgente frear o desmatamento. O foco agora é recuperar áreas degradadas e adotar boas práticas para preservar o solo e reduzir a emissão de carbono.
A iniciativa «Campo Limpo», do inpEV, é um exemplo positivo, promovendo a destinação correta de embalagens de agroquímicos.
Segundo Zavala, «a regra de ouro é manter o solo coberto e evitar a erosão».
O problema do desperdício alimentar
A cada 3 toneladas de alimentos produzidas, 1 é desperdiçada. Isso impacta não apenas a fome, mas também o meio ambiente.
Já que recursos como água e energia também são jogados fora. Comida desperdiçada significa também água desperdiçada.
Tecnologia para reduzir perdas e aumentar a produção
A mecanização e a digitalização do agronegócio são essenciais.
Do uso de tratores inteligentes a drones e sensores, a chamada «agricultura de precisão» permite maior produtividade com menos desperdício e impacto ambiental.
Melhor distribuição é solução contra a fome
A fome não é apenas resultado da escassez, mas da ineficiência na distribuição dos alimentos.
Estima-se que mais de 13 milhões de brasileiros vivem na miséria, sem acesso a alimentos básicos.
Reduzir perdas, melhorar o armazenamento e tornar a gestão de alimentos mais eficaz são caminhos urgentes para combater esse cenário.
O futuro do agronegócio está na inovação
À medida que a tecnologia avança, o agronegócio tem a oportunidade de se reinventar. Máquinas mais eficientes, sistemas de gestão digital e pesquisas em biotecnologia apontam para uma nova era.
Com um setor mais moderno e eficiente, o desafio de alimentar a população mundial e vencer a fome se torna mais possível.
E o Brasil, com seu potencial agrícola, pode ser protagonista nessa transformação global.
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