Confirmada quarta-feira (28), a rodada da Amazon demite 16 mil pessoas e segue cortes anunciados no fim de outubro do ano passado, quando 14 mil corporativos saíram. A empresa diz buscar agilidade na corrida por IA, reduzir hierarquias, cortar burocracia e realocar afetados por até 90 dias antes de indenização.
A Amazon iniciou uma nova rodada de demissões que atinge 16 mil funcionários e confirmou a medida nesta quarta-feira (28), tratando o corte como parte de uma estratégia para ganhar velocidade na disputa global por liderança em IA. A movimentação ocorre em meio a pressão crescente por inovação, eficiência e reorganização interna.
No fim de outubro do ano passado, a companhia já havia anunciado a dispensa de 14 mil empregados corporativos, seguindo a orientação do CEO Andy Jassy. A lógica agora é acelerar a transformação do trabalho com IA generativa e agentes, mudando equipes, funções e prioridades, enquanto uma parcela dos funcionários tenta se realocar dentro da própria empresa.
Demissões em massa entram no plano de virar “a maior startup do mundo”
A Amazon enquadra o corte de 16 mil pessoas como uma medida para operar com mais flexibilidade e agilidade.
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A diretriz interna é funcionar como “a maior startup do mundo”, com menos camadas e mais autonomia, para reagir rápido às mudanças do setor de tecnologia.
Na visão do CEO Andy Jassy, a adoção de IA generativa e agentes vai alterar rotinas e demandas.
A empresa afirma que precisará de menos pessoas em algumas tarefas atuais e de mais pessoas em outros tipos de trabalho, deslocando a força de trabalho conforme a tecnologia avança.
IA no centro do argumento: menos tarefas antigas, mais funções novas
A empresa foi direta ao relacionar a reestruturação ao impacto da inteligência artificial no jeito de trabalhar. A mensagem é que atividades de hoje tendem a encolher, enquanto novas funções surgem com foco em inovação, eficiência e entrega ao cliente.
O recado para os funcionários é de transição forçada, com parte da estrutura sendo enxugada e outra parte sendo reforçada, especialmente em áreas consideradas estratégicas para o futuro.
Blog corporativo detalha a “faxina” interna e o corte de burocracia
Em publicação no blog corporativo, a vice-presidente sênior de Recursos Humanos, Beth Galetti, afirmou que a Amazon quer simplificar processos internos. O objetivo declarado é fortalecer a organização com mudanças estruturais.
Segundo ela, a companhia vem reduzindo níveis hierárquicos, aumentando autonomia e eliminando burocracia. A reestruturação aparece como um redesenho de como as decisões são tomadas, com foco em velocidade e execução.
“Não será rotina”, diz a empresa, mas ajustes continuam no radar
Beth Galetti também tentou sinalizar que demissões em massa não devem virar padrão recorrente.
Ao mesmo tempo, indicou que a Amazon seguirá avaliando propriedade, velocidade e capacidade de inovar para os clientes, fazendo ajustes quando necessário.
Na prática, a mensagem combina dois pontos: corte agora, recalibração constante depois. E, apesar das dispensas, a empresa afirma que continuará contratando em áreas estratégicas e funções cruciais para o futuro.
Tamanho do quadro corporativo e o peso do corte no total
De acordo com dados obtidos pela CNN junto à Comissão de Oportunidades Iguais de Emprego dos EUA, a Amazon possui mais de 350 mil funcionários corporativos.
Considerando os dois cortes citados, a estimativa é de que cerca de 9% desse quadro seja afetado.
Esse número dá dimensão da operação: não se trata apenas de um ajuste pontual, mas de uma redução relevante dentro do segmento corporativo da companhia.
Prazo de 90 dias para recolocação e dúvidas sobre impacto no Brasil
As demissões iniciadas nesta quarta-feira (28) teriam um prazo de 90 dias para recolocação interna. Quem não for reaproveitado nesse período receberá indenização e benefícios adicionais, conforme informado.
Em contato com a reportagem, a Amazon disse não ter informações sobre possível impacto dessas demissões nos funcionários que atuam no Brasil, mantendo em aberto o efeito local enquanto a reorganização avança no exterior.
Com a Amazon dizendo que a IA vai mudar o trabalho e cortar funções, você acha que outras gigantes do varejo e da tecnologia vão seguir esse mesmo roteiro já em 2026?

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