A conta de luz ficará ainda mais cara para os consumidores de vários municípios do estado de São Paulo. A Aneel aprovou um aumento médio de 12%
Com o novo reajuste da conta de luz anunciada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na terça-feira, dia 28, o preço médio da conta de luz terá um aumento de 12% para vários municípios do estado de São Paulo. Os novos valores entrarão em vigor no dia 4 de julho nos 24 municípios que fazem parte da Enel Distribuição São Paulo. Esses 24 municípios atendem cerca de 7,6 milhões de unidades consumidoras.
Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica, o aumento médio para os consumidores desses municípios do estado de São Paulo será de 12,04%, 18,03% para a alta tensão e 10,15% para a baixa tensão. A companhia destaca que a maioria dos clientes da baixa são residências, já os de média e alta tensão correspondem, na sua maioria, a indústrias e grandes comércios.
A Enel justificou o aumento médio de 12% na conta de luz para os consumidores devido à alta da inflação. Além da situação econômica, encargos setoriais, como a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), e os custos elevados da compra de energia no período de crise hídrica, também ajudaram a aumentar o preço da conta de luz.
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Nova lei impediu que o aumentou médio fosse ainda maior
A companhia destaca que o aumento médio seria ainda maior, chegando a 27,64%, caso o governo federal e a companhia não tivessem feito um esforço para reduzir o valor do aumento aos consumidores.
O principal fator foi a sanção presidencial da Lei 14.385, que devolve o PIS/Cofins cobrado na conta de luz. A sanção da Lei foi fundamental para evitar que o aumento fosse maior.
“Ressaltamos que a Aneel já vem realizando esse procedimento desde 2020. Para as distribuidoras que já passaram por processo tarifário em 2022, a Aneel aprovará uma revisão tarifária extraordinária, nos termos da referida lei. Já para as distribuidoras que ainda terão seus processos nos próximos meses, o ajuste será realizado nos processos tarifários ordinários conforme calendário divulgado no site da agência”, disse a Aneel em comunicado.
O bolso do brasileiro será impactado novamente em caso de uma nova crise hídrica. Na semana passada, a Aneel anunciou um novo reajuste das bandeiras tarifárias. Elas funcionam para compensar um aumento no custo da produção de energia. O aumento no preço de cada bandeira varia de 3,2% a 63,7%.
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