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Aos 69 anos, homem encontra tesouro perdido há 80 anos com joias da mãe enterradas numa floresta na Ucrânia, após seguir mapa desenhado de memória pelo pai em fuga da invasão soviética

Escrito por Ana Alice
Publicado el 31/01/2026 a las 06:30
Homem encontra joias da família enterradas há 80 anos ao seguir mapa desenhado pelo pai durante a Segunda Guerra Mundial. (Imagem: Colagem/Reprodução/YouTube/Pen News Archives)
Homem encontra joias da família enterradas há 80 anos ao seguir mapa desenhado pelo pai durante a Segunda Guerra Mundial. (Imagem: Colagem/Reprodução/YouTube/Pen News Archives)
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Um mapa feito de memória levou um homem de 69 anos a localizar objetos enterrados pela família durante a Segunda Guerra Mundial, em uma região que mudou de fronteiras e paisagens ao longo de décadas marcadas por conflito e deslocamento forçado.

Busca familiar guiada por lembranças do passado

Aos 69 anos, Jan Glazewski localizou objetos pertencentes à sua família ao seguir um mapa desenhado pelo próprio pai décadas depois de todos terem sido obrigados a deixar a antiga propriedade no Leste Europeu.

O esboço levou o idoso até uma área rural atualmente coberta por vegetação e campos agrícolas, próxima à borda de uma floresta na região de Lviv, no oeste da Ucrânia.

Ali, os bens estavam enterrados desde a Segunda Guerra Mundial.

O caso foi relatado por veículos internacionais e chama atenção pelo intervalo de quase oito décadas entre o enterramento dos objetos e a recuperação.

Segundo as informações disponíveis, a busca foi baseada exclusivamente em lembranças preservadas dentro da família e em referências que já não existiam no local.

Decisão de esconder bens durante avanço soviético

A decisão de esconder os bens foi tomada no início do conflito, quando a família avaliou que não conseguiria transportar seus objetos de valor em segurança.

À época, os Glazewski viviam em uma área então considerada parte do leste da Polônia, território que passou por mudanças de fronteira após a guerra.

Com o avanço do Exército soviético, enterrar joias e outros itens foi visto como uma forma de tentar preservá-los até um eventual retorno.

Esse retorno nunca ocorreu.

A propriedade familiar foi destruída durante o conflito, e a região passou por transformações ao longo das décadas seguintes.

Construções desapareceram, o terreno foi incorporado a áreas agrícolas e a vegetação avançou sobre pontos antes ocupados por edificações, segundo registros históricos sobre a área.

Relatos orais mantiveram a história viva

Com a perda das referências físicas, a existência do esconderijo passou a depender apenas de relatos transmitidos dentro da família.

Durante anos, a localização exata permaneceu indefinida, já que não havia documentos oficiais ou registros cartográficos que indicassem o ponto onde os objetos tinham sido enterrados.

A tentativa de localizar o local ganhou novo impulso quando Jan decidiu recorrer ao pai para transformar lembranças antigas em um guia prático.

Já idoso, o pai refez mentalmente o desenho da antiga propriedade e produziu um mapa baseado apenas na memória.

No esboço, indicou a posição aproximada da fazenda, da casa e da linha que separava o campo aberto da mata.

O mapa desenhado décadas depois

Em entrevista reproduzida pela revista Futura Sciences, Jan relatou que o pai desenhou o mapa cerca de cinquenta anos depois de deixar a região, confiando apenas nas recordações da juventude.

(Imagem: Reprodução/Futura Science)
(Imagem: Reprodução/Futura Science)

Segundo ele, o material reunia indicações suficientes para orientar a busca, mesmo sem garantias de precisão absoluta.

Ao chegar à área indicada, Jan encontrou um cenário bastante diferente daquele descrito pelo pai.

A antiga propriedade não existia mais, e o terreno apresentava sinais de uso agrícola e crescimento desordenado da vegetação.

Ainda assim, o mapa permitiu restringir a busca a uma faixa específica próxima à floresta.

Detectores de metal e escavação dirigida

Para aumentar as chances de localizar os objetos, ele utilizou detectores de metal e concentrou a escavação na região apontada pelo desenho.

A estratégia foi manter o trabalho limitado à borda da mata, onde, segundo o mapa, os bens teriam sido enterrados antes da fuga da família.

O principal achado foi uma caixa contendo joias associadas à mãe de Jan, que morreu quando ele ainda era criança.

A recuperação dos objetos foi descrita por ele como um momento de forte significado pessoal, relato que aparece nas entrevistas concedidas após a descoberta.

Segundo Jan, “Tocar nos itens embalados pela minha mãe décadas antes teve impacto emocional.
Encontrar os objetos correspondia a uma ideia cultivada desde a infância, relacionada às histórias familiares sobre o esconderijo”.

Objetos recuperados e preservação da memória

Além das joias, as escavações revelaram outros itens, como peças de prataria e objetos pessoais.

De acordo com as reportagens, esses bens têm valor financeiro relevante no mercado atual, com estimativas que apontam cifras de milhares de dólares.

O valor total, no entanto, não foi detalhado com precisão.

Após a recuperação, Jan informou que pretende preservar os objetos e mantê-los no âmbito familiar.

Video de YouTube

A intenção, segundo ele, é utilizar os itens como forma de registrar e transmitir a história da família às próximas gerações, sem planos imediatos de venda.

Deslocamento forçado e memória material

O episódio é frequentemente citado como exemplo das consequências duradouras dos deslocamentos forçados durante a Segunda Guerra Mundial.

Historiadores apontam que muitas famílias recorreram a estratégias semelhantes para tentar preservar bens diante da impossibilidade de prever se e quando poderiam retornar às suas casas.

No caso dos Glazewski, o mapa funcionou como um registro informal de memória, permitindo que informações transmitidas oralmente fossem transformadas em um guia concreto décadas depois.

A descoberta só foi possível porque essas lembranças foram preservadas e reinterpretadas no presente.

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Ana Alice

Redatora e analista de conteúdo. Escreve para o site Click Petróleo e Gás (CPG) desde 2024 e é especialista em criar textos sobre temas diversos como economia, empregos e forças armadas.

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