1. Inicio
  2. / Curiosidades
  3. / Após 500 anos de extinção, mamífero reaparece em condado inglês, é flagrado por câmeras escondidas, derruba árvores às margens de rio histórico e transforma reserva natural em palco de um retorno selvagem que ninguém esperava presenciar
Tiempo de lectura 4 min de lectura Comentarios 0 comentarios

Após 500 anos de extinção, mamífero reaparece em condado inglês, é flagrado por câmeras escondidas, derruba árvores às margens de rio histórico e transforma reserva natural em palco de um retorno selvagem que ninguém esperava presenciar

Publicado el 30/01/2026 a las 17:55
castor retorna após extinção em Norfolk; registro no rio Wensum reforça proteção da reserva natural e surpreende moradores.
castor retorna após extinção em Norfolk; registro no rio Wensum reforça proteção da reserva natural e surpreende moradores.
  • Reação
  • Reação
  • Reação
5 pessoas reagiram a isso.
Reagir ao artigo

Flagrado por acaso por câmeras instaladas para observar lontras, o castor apareceu nadando e arrastando troncos no rio Wensum, em Norfolk, após 500 anos de extinção local. O gerente Richard Spowage disse que ele vive isolado há cerca de um mês e prepara o terreno para o inverno na reserva.

Um castor selvagem voltou a ser visto em Norfolk, no leste da Inglaterra, pela primeira vez em 500 anos após a extinção da espécie na região. O animal foi registrado em uma reserva natural quando câmeras de monitoramento, instaladas para observar lontras, capturaram sua presença por acaso.

O gerente da reserva, Richard Spowage, afirmou ao jornal The Guardian que ficou surpreso com a aparição e estimou que o castor está em uma área isolada do local há cerca de um mês. A cena de um animal livre retornando após séculos virou motivo de encanto entre moradores, justamente por mostrar que a extinção local pode ser revertida em casos específicos.

Onde o castor foi flagrado e por que as câmeras estavam ali

Pensthorpe, reserva natural perto de Fakenham, em Norfolk, na Inglaterra

O registro aconteceu no rio Wensum, dentro de uma reserva natural pensthorpe, em Norfolk.

As câmeras não foram colocadas para buscar castores: o objetivo original era monitorar lontras, o que tornou o flagrante ainda mais inesperado.

Nas imagens, o castor aparece nadando e arrastando troncos, um comportamento compatível com a rotina do animal às margens de rios.

O surgimento repentino reforçou o caráter incomum do episódio, porque a região não tinha registro recente de castor livre desde a extinção local ocorrida séculos atrás.

O que o castor está fazendo antes do inverno

Segundo Richard Spowage, o animal está preparando o terreno para o inverno.

Ele descreveu que o castor faz o que é típico da espécie: derrubar árvores, juntar comida e organizar recursos para suportar o frio.

A lógica desse comportamento é simples: ao acumular alimento e materiais, o castor consegue permanecer na toca quando as temperaturas caem, mantendo-se aquecido.

Em outras palavras, o retorno após a extinção não foi apenas uma aparição momentânea, mas a presença de um animal ativo, ocupando e modificando o ambiente.

O primeiro sinal: um toco de árvore roído que levantou suspeitas

A descoberta não começou com o vídeo, mas com um indício no chão.

A equipe encontrou um toco de árvore roído, com a madeira cortada “quase como uma vara pontiaguda”.

O padrão do corte chamou tanta atenção que, inicialmente, pensaram que uma criança com um machado tivesse passado pela mata.

Esse detalhe ajudou a transformar a curiosidade em confirmação: o rastro deixado pelo roído e pelo corte de madeira é um sinal típico de castores, o que abriu caminho para entender que havia um animal na área, mesmo após tantos anos de extinção regional.

Retorno histórico após a extinção no século 16 e o avanço da reintrodução

Agência de Conservação da Natureza da República Tcheca

Os castores foram caçados até a extinção na Inglaterra no século 16.

Por isso, o registro em Norfolk é descrito como o primeiro de um animal livre no condado desde o início do processo de reintrodução da espécie no país.

A população selvagem começou a crescer novamente em 2015, quando uma ninhada nasceu em Devon.

Hoje, castores selvagens já foram avistados em oito regiões inglesas, como Kent e Hampshire, sinalizando que, em algumas áreas, o recuo da extinção está ligado à retomada gradual de avistamentos e reprodução.

Origem do castor ainda é um mistério e a reserva decidiu mantê-lo

A origem deste castor específico segue desconhecida. Não há relatos de fuga de animais de cativeiro na região, o que torna a chegada um ponto de interrogação.

Richard Spowage considera improvável que ele tenha alcançado o local sozinho e acredita que pode ter havido influência humana no transporte.

Mesmo com a origem incerta, a reserva garantiu a permanência do animal. Na visão do gerente, trata-se de um animal selvagem e ele tem o direito de estar ali, uma decisão que reforça o peso simbólico do episódio em um contexto marcado por séculos de extinção.

Você acha que a volta de espécies após extinção local deveria levar mais reservas a tolerarem e protegerem esses retornos inesperados?

Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Feedbacks
Visualizar todos comentários
Etiquetas
Fuente
Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

Compartir en aplicaciones
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x