Flagrado por acaso por câmeras instaladas para observar lontras, o castor apareceu nadando e arrastando troncos no rio Wensum, em Norfolk, após 500 anos de extinção local. O gerente Richard Spowage disse que ele vive isolado há cerca de um mês e prepara o terreno para o inverno na reserva.
Um castor selvagem voltou a ser visto em Norfolk, no leste da Inglaterra, pela primeira vez em 500 anos após a extinção da espécie na região. O animal foi registrado em uma reserva natural quando câmeras de monitoramento, instaladas para observar lontras, capturaram sua presença por acaso.
O gerente da reserva, Richard Spowage, afirmou ao jornal The Guardian que ficou surpreso com a aparição e estimou que o castor está em uma área isolada do local há cerca de um mês. A cena de um animal livre retornando após séculos virou motivo de encanto entre moradores, justamente por mostrar que a extinção local pode ser revertida em casos específicos.
Onde o castor foi flagrado e por que as câmeras estavam ali

O registro aconteceu no rio Wensum, dentro de uma reserva natural pensthorpe, em Norfolk.
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As câmeras não foram colocadas para buscar castores: o objetivo original era monitorar lontras, o que tornou o flagrante ainda mais inesperado.
Nas imagens, o castor aparece nadando e arrastando troncos, um comportamento compatível com a rotina do animal às margens de rios.
O surgimento repentino reforçou o caráter incomum do episódio, porque a região não tinha registro recente de castor livre desde a extinção local ocorrida séculos atrás.
O que o castor está fazendo antes do inverno
Segundo Richard Spowage, o animal está preparando o terreno para o inverno.
Ele descreveu que o castor faz o que é típico da espécie: derrubar árvores, juntar comida e organizar recursos para suportar o frio.
A lógica desse comportamento é simples: ao acumular alimento e materiais, o castor consegue permanecer na toca quando as temperaturas caem, mantendo-se aquecido.
Em outras palavras, o retorno após a extinção não foi apenas uma aparição momentânea, mas a presença de um animal ativo, ocupando e modificando o ambiente.
O primeiro sinal: um toco de árvore roído que levantou suspeitas

A descoberta não começou com o vídeo, mas com um indício no chão.
A equipe encontrou um toco de árvore roído, com a madeira cortada “quase como uma vara pontiaguda”.
O padrão do corte chamou tanta atenção que, inicialmente, pensaram que uma criança com um machado tivesse passado pela mata.
Esse detalhe ajudou a transformar a curiosidade em confirmação: o rastro deixado pelo roído e pelo corte de madeira é um sinal típico de castores, o que abriu caminho para entender que havia um animal na área, mesmo após tantos anos de extinção regional.
Retorno histórico após a extinção no século 16 e o avanço da reintrodução

Os castores foram caçados até a extinção na Inglaterra no século 16.
Por isso, o registro em Norfolk é descrito como o primeiro de um animal livre no condado desde o início do processo de reintrodução da espécie no país.
A população selvagem começou a crescer novamente em 2015, quando uma ninhada nasceu em Devon.
Hoje, castores selvagens já foram avistados em oito regiões inglesas, como Kent e Hampshire, sinalizando que, em algumas áreas, o recuo da extinção está ligado à retomada gradual de avistamentos e reprodução.
Origem do castor ainda é um mistério e a reserva decidiu mantê-lo
A origem deste castor específico segue desconhecida. Não há relatos de fuga de animais de cativeiro na região, o que torna a chegada um ponto de interrogação.
Richard Spowage considera improvável que ele tenha alcançado o local sozinho e acredita que pode ter havido influência humana no transporte.
Mesmo com a origem incerta, a reserva garantiu a permanência do animal. Na visão do gerente, trata-se de um animal selvagem e ele tem o direito de estar ali, uma decisão que reforça o peso simbólico do episódio em um contexto marcado por séculos de extinção.
Você acha que a volta de espécies após extinção local deveria levar mais reservas a tolerarem e protegerem esses retornos inesperados?
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