O consórcio formado pela Eneva e PetroReconcavo continua buscando negociações com a Petrobras, mesmo com o posicionamento de Prates. A ABPIP prevê um grande resultado de empregos caso a venda do Polo Bahia Terra seja concretizada.
As questões envolvendo a venda do Polo Bahia Terra, da Petrobras para um consórcio formado pela Eneva e PetroReconcavo, se tornam ainda mais ambíguas. Após Prates confirmar que não sabe se a privatização do ativo acontecerá, de fato, a Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (ABPIP) alertou para a possível criação de 20 mil empregos com a transação, reforçando sua importância.
ABPIP prevê mais de 20 mil vagas de emprego no setor de óleo e gás brasileiro com a venda do Polo Bahia Terra da Petrobras para a Eneva e PetroReconcavo
O mercado de petróleo e gás natural brasileiro assiste nesta semana a vários impasses na administração da Petrobras quanto à continuidade do projeto de privatização de seus ativos.
Recentemente, o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, destacou que não havia nenhuma certeza sobre a venda do Polo Bahia Terra para a Eneva e PetroReconcavo.
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Junto do Governo Lula, o executivo vem se posicionando contrário aos processos de concessão dos empreendimentos da Petrobras. No entanto, uma nova discussão entrou no jogo: a criação de oportunidades de trabalho no segmento com a venda da área.
Segundo as projeções da ABPIP, mais de 20 mil emprego no setor de óleo e gás poderiam ser criados, de forma indireta ou direta, com a concessão do poço para o consórcio.
O secretário-executivo da associação, Anabal Santos Jr., disse: “Temos que considerar os efeitos positivos que o Polo Bahia Terra trará se for operado por uma empresa independente. Serão pelo menos 20 mil empregos [diretos e indiretos]. Além disso, a produção do ativo será triplicada”.
Além disso, a venda do Polo Bahia Terra também pode atrair novos investimentos para a Bahia, já que a região é considerada estratégica para o setor de petróleo e gás no Brasil.
A expectativa é que a venda seja um importante impulso para a economia local, gerando novos negócios e oportunidades para empresas de diversos setores. No entanto, o processo de venda ainda é uma questão para a Petrobras, sob o novo comando de Prates.
ABPIP estima grandes perdas para o Brasil caso a estatal não cumpra com a venda do Polo Bahia Terra nos próximos meses
O secretário da ABPIP reconheceu que os trabalhadores da Bahia não estão satisfeitos com a possível venda do Polo Bahia Terra. No entanto, ele acredita que possa haver uma realocação do corpo de funcionários, para abrir espaço para as milhares de novas vagas de emprego na região.
Além disso, a ABPIP acredita que possam haver algumas sérias consequências caso Prates não finalize o acordo.
“O primeiro efeito seria o Brasil entrar na lista dos países onde uma empresa do porte da Petrobras não honra aquilo que assina. O Brasil tem uma tradição histórica, e de muitos anos, de honrar o que está escrito”, disse ele.
Outro fator que pode contribuir para a venda do polo ao consórcio formado entre a Enauta e a PetroReconcavo é a ampliação da produtividade de petróleo na região. Isso, pois a associação relembrou que os ativos vendidos pela Petrobras chegam a dobrar de produção.
Agora, resta ao presidente da Petrobras, Prates, comunicar os passos da empresa quanto à venda do Polo Bahia Terra, após as falas do secretário da ABPIP.
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