JBS acelera a aposta em ingredientes de maior valor, transformando subprodutos em colágeno e gelatina com foco em margens mais altas e escala global
Com fábrica em Presidente Epitácio inaugurada em 2022 e exportações para mais de 20 países, a Genu-in avança sobre o boom de alimentos funcionais e suplementos
Criada pela JBS com um investimento de R$ 400 milhões, a Genu-in nasceu para transformar subprodutos do abate em gelatina e peptídeos de colágeno de alto valor agregado. A operação fabril em Presidente Epitácio, no oeste paulista, foi inaugurada em 2022 e rapidamente ganhou tração no mercado B2B.
Segundo o diretor-executivo Ricardo Gelain, a empresa já opera acima do planejado originalmente, impulsionada pela expansão dos alimentos funcionais. A demanda crescente levou a companhia a preparar uma nova fase de expansão para atender clientes de suplementos, alimentos e cosméticos.
Hoje, a Genu-in exporta para mais de 20 países, tendo os Estados Unidos como principal destino. Estimativas do setor apontam que o mercado global de colágeno voltado a suplementos está próximo de US$ 7,5 bilhões por ano, enquanto o consumo no Brasil ainda fica abaixo de mercados mais maduros.
-
A vila brasileira única onde não tem asfalto, energia elétrica quase não chega, carro não entra e a luz da Lua vira atração entre dunas e ruas de areia, chamando a atenção de mais 1,5 milhão de turistas por ano
-
Em pleno interior paulista, uma cidade que já foi lar de dinossauros chama a atenção do mundo: o «Jurassic Park» com mais de mil pegadas de dinossauro fossilizadas de 135 milhões de anos é algo realmente fascinante
-
A CIA construiu em segredo o Glomar Explorer, o maior navio de mineração do mundo, usou o bilionário Howard Hughes como fachada e tentou levantar do fundo do Pacífico, a quase 5.000 metros de profundidade, um submarino nuclear soviético de 1.700 toneladas em uma das operações mais audaciosas da Guerra Fria
-
Quanto custa construir uma casa de 100 m² em 2026
A companhia não divulga faturamento e lucro, mas reforça a estratégia de crescer com ingredientes de maior margem e aplicações diversas. O colágeno da Genu-in é utilizado em cápsulas, pós-treino, bebidas proteicas e produtos para as indústrias alimentícia e farmacêutica.
Capacidade estourada, fábrica em Presidente Epitácio opera no limite e a expansão entra no plano
A unidade de Presidente Epitácio tem capacidade para cerca de 6 mil toneladas anuais de peptídeos de colágeno e outras 6 mil toneladas de gelatina. O volume se mostrou insuficiente diante do ritmo de vendas, e a companhia já trabalha em alternativas para ampliar a oferta.
Gelain afirma que a maior procura por produtos proteicos e fortificados ampliou o espaço para a Genu-in nos últimos dois anos. A empresa também vê oportunidades em categorias que vão além do suplemento tradicional, abrindo caminho para novas linhas e formatos.
No mercado doméstico, o consumo ainda é relevante, mas menor que em países com tradição em suplementos. A estratégia, portanto, combina crescimento no Brasil com a consolidação de destinos internacionais, especialmente na América do Norte.
Estratégia da JBS com subprodutos, margem mais alta e integração industrial como vantagem competitiva
A principal matéria-prima do colágeno são peles bovina, suína ou de peixe, subprodutos do abate historicamente direcionados a usos de menor valor. Ao refinar esse insumo, a Genu-in captura margens superiores às do negócio tradicional de proteína animal.
Segundo estimativas do setor, os peptídeos de colágeno podem alcançar margens Ebitda próximas de 30%, acima das observadas na venda de carne. Essa diferença econômica ajuda a reduzir a exposição aos ciclos do boi e suaviza a volatilidade do setor.
De acordo com Gelain, a integração com a rede de frigoríficos e curtumes da JBS acelera o processamento e reduz a degradação da matéria-prima, elemento crítico para a qualidade final. A Genu-in compra os insumos de outras unidades da JBS a preços de mercado, operando de forma independente dentro do grupo.
O movimento não é isolado. Em 2024, a MBRF entrou no segmento ao adquirir 50% da Gelprime, de Londrina (PR), por R$ 312,5 milhões, avaliando a empresa em cerca de R$ 625 milhões, e marcando sua entrada formal em ingredientes nutracêuticos.
Clientes, autorização da Anvisa e debate científico sobre a eficácia do colágeno oral
A Genu-in abastece a linha de alimentos proteicos da Seara, também da JBS, e a água proteica da Mamba, marca do grupo Heineken. No ecossistema da família Batista, a Swift atua com a marca de suplementos Pro & Fit, que vende whey protein e pré-treinos.
A empresa é a única produtora brasileira com autorização da Anvisa para associar seu colágeno a benefícios de firmeza e elasticidade da pele. A validação regulatória se baseia em estudos clínicos conduzidos desde a criação da companhia e permite que clientes indiquem esses efeitos diretamente em rótulos e publicidade.
Esse diferencial regulatório é visto como vantagem comercial relevante em um mercado competitivo e globalizado. Para marcas, poder comunicar benefícios de maneira clara e amparada por evidência acelera a adoção do ingrediente.
A eficácia do colágeno oral, contudo, segue em discussão na comunidade científica. Durante a digestão, proteínas se quebram em aminoácidos e peptídeos que o corpo redistribui conforme a necessidade, o que leva parte dos especialistas a questionar benefícios dirigidos a pele ou cabelos.
Mesmo com o debate, a combinação de demanda por bem-estar e validação regulatória mantém o ingrediente em alta. Para a Genu-in, o foco está em construir lastro técnico e aplicações consistentes para sustentar a expansão.
Próxima fase, alimentos funcionais e mudança de hábitos com canetas de GLP-1 impulsionam novas aplicações
A companhia prepara a ampliação de portfólio para bebidas e lácteos enriquecidos com proteína de colágeno, acompanhando a preferência por produtos com maior densidade nutricional. De refeições prontas a iogurtes e bebidas proteicas, a indústria redesenha portfólios para entregar conveniência e benefícios claros.
O uso crescente de canetas emagrecedoras de GLP-1 reforça a busca por itens mais proteicos no dia a dia, criando novas janelas para o colágeno em aplicações cotidianas. Na avaliação de Gelain, a combinação de saúde, praticidade e envelhecimento com qualidade sustenta o crescimento do setor nos próximos anos.
O que você acha da aposta da JBS no colágeno e dos benefícios prometidos pelo ingrediente, mesmo com o debate científico em curso? Deixe seu comentário, concordando ou criticando, e conte se você incluiria alimentos funcionais com colágeno na sua rotina. Essa estratégia gera valor sustentável para a cadeia de proteína ou é mais uma moda passageira no varejo de bem-estar?
Sim meramente eu concordo 100%