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Aposta de R$ 400 milhões da JBS em colágeno transforma subprodutos em ingrediente de alta margem, exporta para mais de 20 países e mira o mercado global de US$ 7,5 bilhões

Escrito por Geovane Souza
Publicado el 28/02/2026 a las 16:56
Actualizado el 28/02/2026 a las 16:57
Aposta de R$ 400 milhões da JBS em colágeno transforma subprodutos em ingrediente de alta margem, exporta para mais de 20 países e mira o mercado global de US$ 7,5 bilhões
Genu-in da JBS supera capacidade, planeja expansão, mercado de US$ 7,5 bi, Anvisa e foco em alimentos funcionais.
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JBS acelera a aposta em ingredientes de maior valor, transformando subprodutos em colágeno e gelatina com foco em margens mais altas e escala global
Com fábrica em Presidente Epitácio inaugurada em 2022 e exportações para mais de 20 países, a Genu-in avança sobre o boom de alimentos funcionais e suplementos

Criada pela JBS com um investimento de R$ 400 milhões, a Genu-in nasceu para transformar subprodutos do abate em gelatina e peptídeos de colágeno de alto valor agregado. A operação fabril em Presidente Epitácio, no oeste paulista, foi inaugurada em 2022 e rapidamente ganhou tração no mercado B2B.

Segundo o diretor-executivo Ricardo Gelain, a empresa já opera acima do planejado originalmente, impulsionada pela expansão dos alimentos funcionais. A demanda crescente levou a companhia a preparar uma nova fase de expansão para atender clientes de suplementos, alimentos e cosméticos.

Hoje, a Genu-in exporta para mais de 20 países, tendo os Estados Unidos como principal destino. Estimativas do setor apontam que o mercado global de colágeno voltado a suplementos está próximo de US$ 7,5 bilhões por ano, enquanto o consumo no Brasil ainda fica abaixo de mercados mais maduros.

A companhia não divulga faturamento e lucro, mas reforça a estratégia de crescer com ingredientes de maior margem e aplicações diversas. O colágeno da Genu-in é utilizado em cápsulas, pós-treino, bebidas proteicas e produtos para as indústrias alimentícia e farmacêutica.

Capacidade estourada, fábrica em Presidente Epitácio opera no limite e a expansão entra no plano

A unidade de Presidente Epitácio tem capacidade para cerca de 6 mil toneladas anuais de peptídeos de colágeno e outras 6 mil toneladas de gelatina. O volume se mostrou insuficiente diante do ritmo de vendas, e a companhia já trabalha em alternativas para ampliar a oferta.

Gelain afirma que a maior procura por produtos proteicos e fortificados ampliou o espaço para a Genu-in nos últimos dois anos. A empresa também vê oportunidades em categorias que vão além do suplemento tradicional, abrindo caminho para novas linhas e formatos.

No mercado doméstico, o consumo ainda é relevante, mas menor que em países com tradição em suplementos. A estratégia, portanto, combina crescimento no Brasil com a consolidação de destinos internacionais, especialmente na América do Norte.

Estratégia da JBS com subprodutos, margem mais alta e integração industrial como vantagem competitiva

A principal matéria-prima do colágeno são peles bovina, suína ou de peixe, subprodutos do abate historicamente direcionados a usos de menor valor. Ao refinar esse insumo, a Genu-in captura margens superiores às do negócio tradicional de proteína animal.

Segundo estimativas do setor, os peptídeos de colágeno podem alcançar margens Ebitda próximas de 30%, acima das observadas na venda de carne. Essa diferença econômica ajuda a reduzir a exposição aos ciclos do boi e suaviza a volatilidade do setor.

De acordo com Gelain, a integração com a rede de frigoríficos e curtumes da JBS acelera o processamento e reduz a degradação da matéria-prima, elemento crítico para a qualidade final. A Genu-in compra os insumos de outras unidades da JBS a preços de mercado, operando de forma independente dentro do grupo.

O movimento não é isolado. Em 2024, a MBRF entrou no segmento ao adquirir 50% da Gelprime, de Londrina (PR), por R$ 312,5 milhões, avaliando a empresa em cerca de R$ 625 milhões, e marcando sua entrada formal em ingredientes nutracêuticos.

Clientes, autorização da Anvisa e debate científico sobre a eficácia do colágeno oral

A Genu-in abastece a linha de alimentos proteicos da Seara, também da JBS, e a água proteica da Mamba, marca do grupo Heineken. No ecossistema da família Batista, a Swift atua com a marca de suplementos Pro & Fit, que vende whey protein e pré-treinos.

A empresa é a única produtora brasileira com autorização da Anvisa para associar seu colágeno a benefícios de firmeza e elasticidade da pele. A validação regulatória se baseia em estudos clínicos conduzidos desde a criação da companhia e permite que clientes indiquem esses efeitos diretamente em rótulos e publicidade.

Esse diferencial regulatório é visto como vantagem comercial relevante em um mercado competitivo e globalizado. Para marcas, poder comunicar benefícios de maneira clara e amparada por evidência acelera a adoção do ingrediente.

A eficácia do colágeno oral, contudo, segue em discussão na comunidade científica. Durante a digestão, proteínas se quebram em aminoácidos e peptídeos que o corpo redistribui conforme a necessidade, o que leva parte dos especialistas a questionar benefícios dirigidos a pele ou cabelos.

Mesmo com o debate, a combinação de demanda por bem-estar e validação regulatória mantém o ingrediente em alta. Para a Genu-in, o foco está em construir lastro técnico e aplicações consistentes para sustentar a expansão.

Próxima fase, alimentos funcionais e mudança de hábitos com canetas de GLP-1 impulsionam novas aplicações

A companhia prepara a ampliação de portfólio para bebidas e lácteos enriquecidos com proteína de colágeno, acompanhando a preferência por produtos com maior densidade nutricional. De refeições prontas a iogurtes e bebidas proteicas, a indústria redesenha portfólios para entregar conveniência e benefícios claros.

O uso crescente de canetas emagrecedoras de GLP-1 reforça a busca por itens mais proteicos no dia a dia, criando novas janelas para o colágeno em aplicações cotidianas. Na avaliação de Gelain, a combinação de saúde, praticidade e envelhecimento com qualidade sustenta o crescimento do setor nos próximos anos.

O que você acha da aposta da JBS no colágeno e dos benefícios prometidos pelo ingrediente, mesmo com o debate científico em curso? Deixe seu comentário, concordando ou criticando, e conte se você incluiria alimentos funcionais com colágeno na sua rotina. Essa estratégia gera valor sustentável para a cadeia de proteína ou é mais uma moda passageira no varejo de bem-estar?

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Robson Caetano
Robson Caetano
02/03/2026 08:39

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Geovane Souza

Especialista em criação de conteúdo para internet, SEO e marketing digital, com atuação focada em crescimento orgânico, performance editorial e estratégias de distribuição. No CPG, cobre temas como empregos, economia, vagas home office, cursos e qualificação profissional, tecnologia, entre outros, sempre com linguagem clara e orientação prática para o leitor. Universitário de Sistemas de Informação no IFBA – Campus Vitória da Conquista. Se você tiver alguma dúvida, quiser corrigir uma informação ou sugerir pauta relacionada aos temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: gspublikar@gmail.com. Importante: não recebemos currículos.

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