O novo Índice Global de Inovação de 2025 revela como algumas metrópoles estão redefinindo o conceito de cidade inteligente, com avanços em energia limpa, mobilidade sustentável, conectividade e governança digital que prometem transformar a vida urbana no mundo inteiro
A inovação avança em ritmo acelerado. Da inteligência artificial aos veículos autônomos e à energia verde, novas soluções moldam o futuro das cidades.
O Índice Global de Inovação (GII) 2025, divulgado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), avaliou 100 polos urbanos que concentram mais de 70% das patentes e do capital de risco mundial.
Com base em investimento, adoção tecnológica e impacto socioeconômico, o ranking revela as cidades que melhor representam o avanço rumo a sociedades mais inteligentes e sustentáveis.
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Zurique
Zurique lidera pela estratégia Smart City Zürich, lançada em 2018, que moderniza a gestão urbana com plataformas de dados. O programa Open Zurich promove transparência, permitindo que startups e gestores públicos colaborem para resolver problemas reais.
O transporte se destaca com o aplicativo ZVV, que integra ônibus, trens e patinetes elétricos, tornando as viagens mais simples e conectadas. Além disso, a cidade aproveita o calor residual das fábricas para aquecimento e refrigeração.
A tecnologia de realidade aumentada e os gêmeos digitais auxiliam engenheiros e arquitetos a planejar construções mais seguras e sustentáveis, consolidando Zurique como modelo global em urbanismo inteligente.
Oslo
Oslo ocupa o segundo lugar no ranking desde 2019, mantendo a classificação AAA. A capital norueguesa destaca-se pelo desenvolvimento urbano verde e inclusivo.
Eleita Capital Verde Europeia em 2019, continua expandindo políticas ambientais ambiciosas.
Atualmente, 40% dos veículos em circulação são elétricos e 90% das vendas de novos carros seguem essa tendência.
O programa FutureBuilt, com cinquenta projetos, promove arquitetura de baixo carbono próxima a centros de transporte.
A energia hidrelétrica representa cerca de 60% do consumo total da cidade, e o sistema de pedágio Oslo Toll Ring incentiva veículos de emissão zero e financia novas infraestruturas sustentáveis.
Genebra
Genebra reforça a liderança suíça em inovação urbana com o projeto Smart Canton. A cidade aposta em infraestrutura eficiente e tecnologia avançada para atingir metas ambientais.
Com o projeto TetraEner, novas construções e reformas otimizam o uso de energias renováveis. O Geneva Lac Nations liga prédios a uma rede hidráulica que fornece aquecimento, refrigeração e irrigação de áreas verdes.
Além disso, a cidade utiliza a tecnologia LoRaWAN para monitorar condições ambientais e aprimorar transportes e energia.
Genebra também prioriza participação cidadã, espaços verdes e educação de qualidade, tornando-se um modelo de equilíbrio entre inovação tecnológica e bem-estar social.
Dubai
Dubai protagoniza o maior avanço do índice, saltando da 12ª para a 4ª posição em 2025.
A cidade busca se tornar “a mais feliz e inteligente da Terra”, apostando em inteligência artificial e tecnologia de ponta.
Sua estratégia baseia-se em seis pilares: economia, qualidade de vida, governança, meio ambiente, pessoas e mobilidade. Sensores e câmeras inteligentes reduzem o congestionamento em até 20%, enquanto o controle de semáforos em tempo real melhora o trânsito.
Com a DEWA Smart Grid e o Dubai Silicon Oasis, a cidade reforça o compromisso com energia limpa e eficiência. Esses projetos contribuem para a meta dos Emirados Árabes Unidos de alcançar 75% de energia proveniente de fontes renováveis até 2050.
Abu Dhabi
Abu Dhabi também avança rapidamente, subindo da décima para a quinta posição. A capital dos Emirados Árabes Unidos aposta em tecnologia e inteligência artificial para aprimorar serviços públicos e sustentabilidade.
O Projeto Cidade Inteligente Zayed, iniciado em 2024, implanta soluções de tráfego, iluminação e estacionamento automatizados, testadas inicialmente na região da Corniche.
A plataforma digital TAMM integra centenas de serviços governamentais, eliminando 90% do uso de papel. A cidade incentiva veículos elétricos e híbridos, além de construir redes de recarga inteligentes dentro de sua Estratégia de Energia Sustentável, alinhada à meta nacional de emissões líquidas zero até 2050.
Londres
Londres combina sustentabilidade e transformação digital. A Taxa de Congestionamento, os pagamentos sem contato e a Zona de Emissões Ultrabaixas são pilares de seu modelo urbano.
A cidade instalou mais de 2.000 km de cabos no metrô, garantindo conectividade 4G e futura cobertura 5G em todas as estações e túneis até o fim de 2025.
O acesso a dados públicos impulsiona startups a criar soluções inovadoras, como sistemas de estacionamento inteligente, recarga de veículos elétricos e monitoramento ambiental.
Esses projetos reforçam a reputação de Londres como um dos maiores laboratórios urbanos do planeta.
Copenhague
Copenhague mantém o objetivo ambicioso de se tornar a primeira cidade do mundo neutra em carbono, meta estabelecida ainda em 2009.
Sua política de cidade inteligente prioriza sustentabilidade, qualidade de vida e crescimento econômico.
A capital dinamarquesa é símbolo de mobilidade sustentável: 62% dos moradores utilizam bicicletas para se deslocar diariamente, aproveitando uma rede de 400 km de ciclovias exclusivas.
Os investimentos no projeto Copenhagen Connecting devem gerar 600 milhões de euros em benefícios socioeconômicos, enquanto as soluções digitais integram serviços urbanos e reduzem desperdícios. Assim, a cidade combina tecnologia, planejamento e cultura verde para alcançar resultados concretos.
O Índice Global de Inovação de 2025 demonstra como cidades de diferentes regiões aplicam dados e tecnologia para melhorar a vida urbana. As sete líderes representam modelos distintos, mas convergentes na busca por eficiência, sustentabilidade e inclusão.
Zurique se destaca pela integração digital; Oslo e Genebra mostram como a energia limpa pode moldar o futuro; Dubai e Abu Dhabi simbolizam o avanço rápido do Oriente Médio em inovação; Londres reforça sua posição como polo de conectividade; e Copenhague prova que é possível unir tecnologia e neutralidade de carbono.
Esses exemplos mostram que o conceito de “cidade inteligente” não se resume à automação, mas à capacidade de usar dados e inovação para criar ambientes urbanos mais humanos, limpos e eficientes.
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