Após campanha polêmica e retirada de modelos a combustão, Jaguar registra queda de 97,5% nas vendas na Europa e enfrenta críticas do setor.
A Jaguar, tradicional marca britânica de carros de luxo, viu suas vendas despencarem de forma dramática na Europa.
Em abril, apenas 49 veículos foram registrados no continente, uma queda de 97,5% em comparação ao mesmo mês do ano anterior, quando o número foi de 1.961 unidades.
O resultado é parte de um cenário mais amplo: entre janeiro e abril, as vendas caíram 75,1%, totalizando apenas 2.665 carros.
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Campanha publicitária polêmica e ausência de novos modelos
O colapso nas vendas ocorreu após uma reformulação da marca que incluiu um comercial lançado em novembro passado.
A peça publicitária mostrava modelos não binários com roupas coloridas e slogans como “Não copie nada” e “Viva vividamente”. No entanto, nenhum carro foi exibido na campanha.
A ação buscava marcar a transição da Jaguar para uma montadora exclusivamente elétrica e ultraluxuosa.
No entanto, a falta de imagens dos automóveis e a abordagem considerada “woke” por parte de críticos geraram controvérsia.
Concessionárias vazias e atrasos no novo elétrico
Apesar do foco em veículos elétricos, a Jaguar não lançou ainda nenhum modelo de sua nova linha.
O principal lançamento previsto, um GT elétrico de quatro portas com preço estimado em US$ 200 mil, só deve chegar ao mercado no fim de 2025.
Até lá, concessionárias enfrentam escassez de produtos, já que a montadora retirou do mercado seus modelos a gasolina e diesel.
Segundo a Bloomberg, isso deixou a empresa praticamente sem veículos para oferecer em 2024. Os outros modelos elétricos da marca devem ser lançados apenas no próximo verão, ainda sem data exata confirmada.
Críticas e queda contínua no mercado global
A mudança de estratégia teve como objetivo atrair um público mais jovem, mas acabou gerando críticas de especialistas, concessionárias e clientes fiéis.
A marca, que já vendeu mais de 180 mil unidades em 2018, viu esse número cair para menos de 27 mil no ano passado.
A Jaguar, que pertence à indiana Tata Motors desde 2008, ainda não se pronunciou oficialmente sobre os resultados recentes.

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