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Asteroide “assassino de planetas” passa perto da Terra com até 1,4 km de diâmetro, é maior que o meteoro de Chelyabinsk e entrou na lista dos 3% mais ameaçadores já detectados pela NASA

Escrito por Alisson Ficher
Publicado el 14/01/2026 a las 14:50
Actualizado el 14/01/2026 a las 15:15
Asteroide 2005 UK1, com até 1,4 km, passou a 12,4 milhões de km da Terra e entrou na lista dos maiores e mais monitorados pela NASA.
Asteroide 2005 UK1, com até 1,4 km, passou a 12,4 milhões de km da Terra e entrou na lista dos maiores e mais monitorados pela NASA.
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Passagem recente de um dos maiores asteroides próximos da Terra reacende atenção sobre monitoramento espacial e classificação de risco usada por cientistas, apesar de não haver ameaça real ao planeta durante a aproximação registrada em janeiro de 2026.

Um asteroide classificado como “potencialmente perigoso” fez uma passagem próxima da Terra em 12 de janeiro de 2026, mas sem oferecer risco ao planeta.

Batizado de 2005 UK1, o corpo celeste tem diâmetro estimado entre 0,6 e 1,4 quilômetro e cruzou o espaço a cerca de 12,4 milhões de quilômetros de distância, o equivalente a aproximadamente 32 vezes a separação média entre a Terra e a Lua, segundo dados divulgados em rastreadores que usam informações do sistema de dinâmica orbital do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), da NASA.

Apesar de “próxima” em termos astronômicos, a distância é considerada totalmente segura por especialistas.

Objetos desse porte passam com muito menos frequência do que asteroides menores, o que ajuda a explicar a atenção em torno do evento.

Asteroide 2005 UK1 e a aproximação com a Terra em 2026

O 2005 UK1 integra o grupo de asteroides próximos da Terra monitorados por programas de vigilância que calculam trajetórias, incertezas e futuras aproximações.

Ele foi descoberto em 24 de outubro de 2005, por uma equipe de levantamento no Monte Lemmon, no Arizona, e está catalogado como um objeto do tipo Apollo, categoria que reúne asteroides cuja órbita cruza a da Terra.

A estimativa de tamanho divulgada em bases de dados públicas e em análises associadas a esses rastreadores aponta uma faixa ampla, de aproximadamente 0,6 a 1,4 quilômetro.

Essa variação é comum quando não há medições diretas de alta precisão do diâmetro.

Em muitos casos, o cálculo depende do brilho do objeto e de hipóteses sobre o quanto sua superfície reflete a luz.

Asteroide 2005 UK1, com até 1,4 km, passou a 12,4 milhões de km da Terra e entrou na lista dos maiores e mais monitorados pela NASA.
Asteroide 2005 UK1, com até 1,4 km, passou a 12,4 milhões de km da Terra e entrou na lista dos maiores e mais monitorados pela NASA.

A hora exata da maior aproximação foi reportada de formas diferentes em publicações que se baseiam em tabelas e ferramentas do JPL, o que pode ocorrer por diferenças de padrão de tempo e arredondamentos.

Ainda assim, todas as referências consultadas convergem em dois pontos principais.

A aproximação ocorreu em 12 de janeiro de 2026 e a distância ficou na casa dos 12,4 milhões de quilômetros, sem cenário de impacto.

O que significa ser um asteroide “potencialmente perigoso”

A expressão “potencialmente perigoso” não indica colisão iminente.

Trata-se de um rótulo técnico usado para priorizar o acompanhamento de objetos que combinam dois fatores principais.

O primeiro é o tamanho suficiente para causar danos significativos em caso de impacto.

O segundo envolve trajetórias que podem aproximar o asteroide da Terra abaixo de um limite definido em critérios de monitoramento.

No caso do 2005 UK1, as projeções de órbita indicam que ele pode passar a distâncias menores em outros momentos.

Isso, por si só, não representa ameaça imediata.

Nesta passagem específica, o encontro ficou bem além do patamar considerado crítico, e não houve necessidade de medidas adicionais além do rastreamento de rotina.

Enquanto isso, termos como “assassino de planetas” aparecem com frequência em conteúdos de divulgação para chamar atenção ao potencial energético de um impacto de grande escala.

Na prática, cientistas e agências tratam esse tipo de apelido como informal, já que a gravidade do efeito depende de variáveis como composição, ângulo de entrada e local de colisão.

Comparação com Chelyabinsk e outros eventos históricos

A dimensão estimada do 2005 UK1 o coloca muito acima de objetos ligados a episódios marcantes do passado recente.

O meteoro que explodiu sobre Chelyabinsk, na Rússia, em 2013, teve diâmetro estimado em torno de 18 a 20 metros, segundo análises divulgadas pela NASA na época.

Video de YouTube

Ainda assim, a onda de choque que se seguiu quebrou vidraças e causou milhares de feridos, principalmente por estilhaços.

O episódio mostrou que até objetos relativamente pequenos podem gerar impactos relevantes quando a entrada ocorre sobre áreas povoadas.

O 2005 UK1 também costuma ser associado, em comparações históricas, ao evento de Tunguska, ocorrido em 1908 na Sibéria.

Esse episódio é frequentemente citado como exemplo de explosão aérea de grande energia.

A diferença central está novamente na escala.

Um objeto com centenas de metros a mais de um quilômetro de diâmetro carrega energia potencial muito maior do que um meteoro de dezenas de metros.

Isso, no entanto, não indica probabilidade de colisão no presente.

Impactos possíveis e monitoramento contínuo

O texto original aponta que o 2005 UK1 seria grande o suficiente para causar danos regionais significativos e que um impacto poderia ter consequências globais.

Essa avaliação ajuda a explicar o uso do termo “assassino de planetas” em materiais de divulgação.

O entendimento geral entre cientistas é que o tamanho é um dos principais determinantes do potencial destrutivo.

Ainda assim, não existe indicação de que o 2005 UK1 esteja em rota de colisão com a Terra.

Nesta passagem, pesquisadores afirmam que o objeto não provocaria qualquer efeito gravitacional ou físico relevante, justamente porque a distância registrada foi ampla.

O monitoramento contínuo de asteroides próximos é usado para reduzir incertezas e atualizar parâmetros orbitais conforme novas observações entram nos bancos de dados.

Por isso, mesmo em aproximações consideradas seguras, os registros recebem atenção.

Cada medição adicional melhora o mapa de possibilidades futuras e diminui margens de erro.

Por que uma aproximação segura vira notícia

Mesmo sem risco, uma passagem como a do 2005 UK1 chama atenção por reunir fatores que despertam interesse público.

Video de YouTube

Entre eles estão o porte incomum, a classificação técnica que soa alarmante e uma distância que, embora grande, é pequena em escala astronômica.

A comparação com eventos como Chelyabinsk, que ficaram na memória coletiva por ocorrerem de forma inesperada, também contribui para a repercussão.

A diferença entre um sobrevoo a milhões de quilômetros e um impacto real, porém, é decisiva.

A astronomia trabalha com rastreamento, probabilidade e atualização constante de dados, e a maioria das aproximações não se traduz em perigo imediato.

Se objetos desse porte podem passar “perto” da Terra sem oferecer ameaça, como comunicar esses eventos ao público sem gerar pânico e sem minimizar a importância do monitoramento espacial?

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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