1. Inicio
  2. / Energia Solar
  3. / Ataque a usina de energia solar no interior do Paraná deixa rastro de prejuízo e acende alerta para segurança no campo
Ubicación PR Tiempo de lectura 4 min de lectura Comentarios 0 comentarios

Ataque a usina de energia solar no interior do Paraná deixa rastro de prejuízo e acende alerta para segurança no campo

Escrito por Rannyson Moura
Publicado el 16/12/2025 a las 14:29
Usina de energia solar é alvo de furto em Novo Itacolomi, no Paraná, com 4 mil metros de fios levados e painéis danificados, segundo registro da Polícia Militar.
Usina de energia solar é alvo de furto em Novo Itacolomi, no Paraná, com 4 mil metros de fios levados e painéis danificados, segundo registro da Polícia Militar.
Seja o primeiro a reagir!
Reagir ao artigo

Usina de energia solar é alvo de furto em Novo Itacolomi, no Paraná, com 4 mil metros de fios levados e painéis danificados, segundo registro da Polícia Militar.

A expansão da energia solar no Brasil, especialmente em áreas rurais, também tem exposto um novo desafio: a segurança das instalações. Em Novo Itacolomi, município localizado no interior do Paraná, uma usina solar foi alvo de furto e vandalismo, resultando em prejuízos significativos para o proprietário. 

O caso foi registrado oficialmente na Polícia Militar e deverá ser investigado como furto qualificado.

O episódio ocorreu em uma propriedade rural situada às margens da rodovia PR-170, região de fácil acesso, mas com baixa vigilância constante. A ocorrência reforça a preocupação de produtores e investidores que apostam na geração fotovoltaica como alternativa sustentável e econômica.

Invasão aconteceu dias antes do registro policial

Embora o boletim de ocorrência tenha sido formalizado apenas na segunda-feira (15), a invasão à usina de energia solar aconteceu alguns dias antes. Segundo relato da vítima à Polícia Militar, o crime ocorreu na última quinta-feira (11).

O proprietário, um homem de 49 anos, percebeu a ação criminosa ao chegar ao local e constatar a ausência completa da fiação elétrica responsável pela transmissão da energia gerada pelo sistema fotovoltaico. Diante do cenário, ele procurou as autoridades para relatar o furto.

De acordo com as informações registradas, os criminosos levaram cerca de 4 mil metros de fios elétricos de 6 milímetros. Esse tipo de fiação é considerado essencial para o funcionamento da energia solar, pois conecta os painéis aos inversores e, posteriormente, à rede elétrica.

Sem os cabos, o sistema fica totalmente inoperante. Além disso, o custo para reposição do material e reinstalação pode ser elevado, especialmente em projetos de médio e grande porte instalados em áreas afastadas dos centros urbanos.

Painéis solares também foram danificados

Além do furto da fiação, a ação criminosa deixou danos estruturais na usina de energia solar. Conforme o relato do proprietário, diversas placas fotovoltaicas foram danificadas durante a invasão.

No momento do registro da ocorrência, não foi possível especificar quantos painéis sofreram avarias. Ainda assim, o impacto financeiro tende a ser expressivo, já que os módulos solares representam uma das partes mais valiosas do sistema.

Esse tipo de dano vai além do prejuízo imediato. Painéis comprometidos podem reduzir a eficiência do conjunto ou até inviabilizar a operação até que a substituição seja realizada.

Diante das circunstâncias, o caso foi registrado como furto qualificado. Essa classificação é aplicada quando há destruição ou rompimento de obstáculos para a prática do crime, o que indica maior gravidade em relação ao furto simples.

A Polícia Militar informou que as autoridades competentes deverão apurar a autoria do delito, bem como o possível destino do material furtado. Cabos elétricos costumam ser revendidos ilegalmente, principalmente devido ao valor do cobre, o que dificulta a recuperação.

Crescimento da energia solar amplia desafios de segurança

Nos últimos anos, a energia solar avançou rapidamente em propriedades rurais, impulsionada pela busca por redução de custos e autonomia energética. No entanto, muitas dessas instalações ficam em locais isolados, com pouca circulação de pessoas, o que facilita ações criminosas.

Usinas instaladas em áreas abertas, sem cercas reforçadas ou sistemas de monitoramento, tornam-se alvos mais vulneráveis. Além disso, a valorização dos equipamentos fotovoltaicos e dos cabos elétricos aumenta o interesse de criminosos especializados.

O impacto de um crime desse tipo não se limita ao valor dos fios e dos painéis danificados. O proprietário da usina de energia solar também enfrenta perda de geração, interrupção no fornecimento e custos adicionais com mão de obra e readequação do sistema.

Em muitos casos, há ainda atraso no retorno do investimento planejado, especialmente quando a energia gerada é utilizada para reduzir despesas operacionais da propriedade ou para compensação na conta de luz.

Com o registro do boletim de ocorrência, a investigação ficará a cargo das autoridades policiais, que devem buscar imagens, testemunhas e possíveis rotas de escoamento do material furtado. A localização da usina, próxima à PR-170, pode ter facilitado a retirada rápida dos cabos e o transporte da fiação.

Casos semelhantes têm sido registrados em diferentes regiões do país, o que levanta o debate sobre a necessidade de políticas públicas e soluções privadas voltadas à proteção de sistemas de energia solar, especialmente no meio rural.

Setor fotovoltaico acompanha aumento de ocorrências

Empresas integradoras e associações do setor têm alertado para o aumento de furtos em instalações de energia solar. Como resposta, cresce a procura por cercamento reforçado, monitoramento remoto, rastreamento de cabos e contratação de seguros específicos para sistemas fotovoltaicos.

O episódio em Novo Itacolomi se soma a uma série de ocorrências que evidenciam que, além de sustentável e econômica, a geração solar também exige planejamento em segurança para garantir a continuidade dos benefícios ao produtor e ao sistema elétrico.

Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Feedbacks
Visualizar todos comentários
Rannyson Moura

Graduado em Publicidade e Propaganda pela UERN; mestre em Comunicação Social pela UFMG e doutorando em Estudos de Linguagens pelo CEFET-MG. Atua como redator freelancer desde 2019, com textos publicados em sites como Baixaki, MinhaSérie e Letras.mus.br. Academicamente, tem trabalhos publicados em livros e apresentados em eventos da área. Entre os temas de pesquisa, destaca-se o interesse pelo mercado editorial a partir de um olhar que considera diferentes marcadores sociais.

Compartir en aplicaciones
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x