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Trump confirma primeiro ataque terrestre dos EUA na Venezuela, destruição de base do narcotráfico eleva tensão regional e reacende temor de escalada militar

Escrito por Jefferson Augusto
Publicado em 02/01/2026 às 22:55
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Trump confirma primeiro ataque terrestre dos EUA na Venezuela
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Declarações do presidente americano revelam ação inédita em território venezuelano, ampliam pressão sobre Nicolás Maduro e levantam dúvidas sobre próximos passos de Washington

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Trump confirma primeiro ataque terrestre dos EUA na Venezuela

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta segunda-feira (29) que forças americanas realizaram o primeiro ataque terrestre em território venezuelano desde o início da campanha de pressão contra o governo de Nicolás Maduro. Segundo Trump, a operação destruiu uma “grande instalação” ligada ao narcotráfico, localizada na costa do país sul-americano, na semana passada.

Ao responder perguntas de jornalistas, Trump afirmou que houve “uma grande explosão na área do cais onde eles carregam os barcos com drogas”. Em seguida, reforçou que o local “não existe mais”. No entanto, apesar do impacto da declaração, o presidente evitou comentar se novos ataques estão sendo planejados.

A informação foi divulgada por The New York Times, conforme reportagem publicada após declarações de integrantes do governo americano, e confirmada oficialmente por Trump durante entrevista à imprensa. Até então, as referências à operação apareciam de forma indireta e sem localização confirmada.

Ataque foi citado dias antes, mas confirmação só veio após pressão da imprensa

Na sexta-feira (26), Trump já havia mencionado a ação durante entrevista à rádio WABC, de Nova York. Na ocasião, no entanto, ele não confirmou que o ataque havia ocorrido na Venezuela. Por isso, a fala passou quase despercebida. Apenas no domingo (28), o The New York Times revelou que autoridades americanas afirmaram, sob reserva, que o presidente se referia a uma instalação usada por narcotraficantes em território venezuelano.

Durante a entrevista à WABC, Trump disse que os Estados Unidos atingiram “uma grande fábrica ou uma grande instalação de onde saem os barcos”. Além disso, declarou que o local havia sido “eliminado” dois dias antes. Mesmo assim, naquele momento, ele não citou diretamente a Venezuela nem forneceu detalhes adicionais.

Já nesta segunda-feira, pressionado por jornalistas, Trump confirmou que o ataque ocorreu ao longo da costa venezuelana, embora tenha evitado indicar o ponto exato. Além disso, ele se recusou a esclarecer se a operação foi conduzida pelas Forças Armadas dos EUA ou pela CIA. O presidente afirmou apenas que a ação foi bem-sucedida.

Até a última atualização desta reportagem, o Pentágono não havia se pronunciado oficialmente sobre o ataque. Da mesma forma, o governo venezuelano não comentou a operação.

Campanha contra Maduro entra em nova fase com ação em solo venezuelano

A confirmação do ataque marca uma mudança significativa na estratégia americana. Até então, o governo Trump divulgava apenas ações em mar aberto, como ataques a lanchas suspeitas de tráfico e a apreensão de petroleiros ligados ao regime venezuelano. Dessa vez, porém, trata-se da primeira operação confirmada em território venezuelano.

A escalada ocorre em meio a uma campanha de pressão iniciada em agosto, quando os Estados Unidos elevaram para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levassem à prisão de Maduro. No mesmo período, Washington deslocou um forte aparato militar para o Mar do Caribe, incluindo caças, navios de guerra e um porta-aviões.

Inicialmente, a Casa Branca sustentava que o reforço militar tinha como objetivo combater o narcotráfico internacional. Com o passar do tempo, no entanto, autoridades americanas passaram a afirmar, sob anonimato, que o objetivo final seria derrubar o governo de Maduro.

Em novembro, a imprensa internacional já havia informado que os EUA estavam prestes a iniciar uma nova fase de operações relacionadas à Venezuela. Na ocasião, duas autoridades americanas disseram à Reuters que ações encobertas provavelmente marcariam o início dessa etapa.

Trump e Maduro chegaram a conversar por telefone em novembro, mas, segundo a imprensa americana, os contatos terminaram sem avanços. De acordo com as reportagens, Maduro teria demonstrado resistência em deixar o poder, o que frustrou qualquer tentativa de entendimento.

Nas últimas semanas, além do ataque confirmado, militares americanos apreenderam navios petroleiros venezuelanos e impuseram bloqueios a embarcações alvo de sanções. Trump também acusou Maduro de “roubar os Estados Unidos”, intensificando o discurso contra o regime.

Diante desse cenário, analistas alertam que a confirmação do ataque terrestre pode elevar ainda mais a tensão regional e abrir espaço para retaliações diplomáticas ou militares, ampliando o risco de instabilidade no Caribe e na América do Sul.

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