Reforçando a tendência de normas ambientais mais rigorosas para o transporte marítimo, companhias de navegação acenam que 60% das novas encomendas á construção naval sejam de navios movidos a GNL
Segundo um relatório feito pela Korea Development Bank e da Korea Trade-Investment Promotion Agency, 60,3% das novas encomendas de navios aos estaleiros até o ano de 2025, serão de embarcações movidas a GNL.
O estudo sul coreano se deve ao fato da adoção de padrões ambientais mais rigorosos, visto que a Indústria marítima está sendo considerada uma das maiores vilãs do aquecimento global e obrigaram as operadoras a procurar por fontes alternativas de energia.
Sendo assim, é estimado pelo estudo, que foi baseado em dados da Clarksons e da Sociedade Classificadora Lloyd’s Register (LR), que seriam construídos até 1.925 novos navios abastecidos com GNL no mundo.
Os estaleiros coreanos já se mostram otimistas com os números e esperam construir 60% destes novos navios, reforçando ainda mais a sua liderança mundial na construção naval.
-
Programa Pé-de-Meia do governo Lula evita que 1 em cada 4 jovens abandone o ensino médio, derruba a evasão entre alunos vulneráveis e revela que o incentivo financeiro já está mudando o destino de milhares de estudantes pelo Brasil
-
5 carros lançados em 2016 que ainda valem a pena em 2026: de Creta e Kicks a Compass, Cruze e Toro, modelos envelheceram bem e seguem fortes no mercado de usados
-
A vila brasileira única onde não tem asfalto, energia elétrica quase não chega, carro não entra e a luz da Lua vira atração entre dunas e ruas de areia, chamando a atenção de mais 1,5 milhão de turistas por ano
-
O jogo virou no varejo automotivo em março: depois de liderar fevereiro com folga, o Dolphin Mini perde força, despenca para fora do pódio e vê o HB20 protagonizar uma arrancada inesperada da 9ª posição até a vice-liderança nas vendas
A demanda por navios movidos a GNL representaria um efeito dominó na construção naval naval, pois aumentaria também a demanda por construção de navios transportadores de GNL.
A estimativa é que o aumento na encomenda deste tipo de embarcação gire em torno de dez vezes, o que significaria passar de 313 mil tpb em 2016 para 3,2 milhões de tpb em 2030.
O GNL como combustível naval
A matéria está ganhando destaque á medida que as companhias de navegação estão sendo pressionadas a operar com embarcações que gerem menos poluentes.
No ano passado, mais precisamente em novembro, o governo coreano no intuito de contribuir com a construção naval do país, divulgou um planejamento de encomendar 140 avios movidos a GNL até 2025.
De acordo com a regulamentação da Organização Marítima Internacional, a partir de 1º de janeiro de 2020, existirá a obrigatoriedade de que os navios utilizem combustível com um teor máximo de enxofre de 0,5%, abaixo do limite atual de 3,5%.
O GNL aparece como uma solução viável visto que é isento de emissão de enxofre e emite também 20% menos gases que provocam o efeito estufa se comparado ao óleo combustível atualmente usado na navegação.
Seja o primeiro a reagir!