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Audi revoluciona o mercado automotivo com novo motor V6 turbodiesel que usa até óleo de cozinha

Escrito por Sara Aquino
Publicado em 30/11/2025 às 16:34
Audi revoluciona o mercado automotivo com novo motor V6 turbodiesel que usa até óleo de cozinha
Fonte: IA
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Motor V6 turbodiesel da Audi surpreende com resposta instantânea e uso de óleo de cozinha como combustível.

Audi aposta em inovação para salvar o diesel no mercado automotivo

O mercado automotivo europeu passa por rápidas transformações, e a Audi decidiu reagir antes que o motor a diesel desapareça de vez.

A montadora lançou, em 2025, um novo motor V6 turbodiesel, apresentado nos modelos A6 e Q5, com uma proposta ousada: resposta imediata, alta eficiência e compatibilidade com óleo de cozinha convertido em combustível renovável.

A tecnologia entra no catálogo justamente quando o diesel perde espaço, já que a União Europeia segue pressionando por emissões menores. Assim, a Audi tenta mostrar por que ainda aposta no TDI — e por que acredita que há espaço para inovação no segmento.

Hoje, o diesel representa apenas 8% do mercado automotivo europeu, muito longe dos mais de 50% que já dominou no início dos anos 2000. Além disso, híbridos, gasolina e até híbridos plug-in já ultrapassam a preferência dos consumidores.

Por isso, a marca decidiu agir rapidamente e apresentar uma solução que tenta unir o melhor dos dois mundos: desempenho forte e emissões reduzidas.

Motor V6 turbodiesel da Audi entrega resposta instantânea com compressor elétrico

A Audi implementou no novo motor V6 turbodiesel o sistema híbrido leve mais avançado já usado pela marca. Ele trabalha em conjunto com um compressor elétrico, dispositivo que atua antes do turbocompressor tradicional e elimina o famoso “turbo lag”.

Quando o motorista acelera e o turbo ainda não tem energia suficiente, o ar passa primeiro pelo compressor elétrico, que comprime a admissão e envia mais pressão para a câmara de combustão.

Assim, o torque aparece imediatamente — algo raro em motores a diesel. A marca afirma que a resposta lembra a de um carro elétrico com potência equivalente.

Com isso, o 3.0 V6 EA897evo4 entrega 300 cv a 3.620 rpm e 59,1 kgfm a 1.500 rpm. Outra novidade é a rapidez: a pressão máxima do turbo chega quase um segundo antes em comparação ao modelo anterior. A turbina também gira 40% mais rápido, alcançando 90 mil rpm em apenas 250 milissegundos.

Aceleração forte e apoio do sistema híbrido leve

Durante as arrancadas, o sistema híbrido leve adiciona 25 cv extras e mais 23,4 kgfm, melhorando a performance inicial. Assim, o Audi A6 Sedan vai de 0 a 100 km/h em 5,2 segundos, enquanto a versão Avant precisa de apenas 0,1 segundo a mais.

Curiosamente, o Q5, mesmo mais alto e com o mesmo peso do A6 Seda,n é ainda mais rápido. Tanto na versão tradicional quanto na Sportback, o SUV atinge 100 km/h em 5,0 segundos e chega aos mesmos 250 km/h de velocidade máxima limitada eletronicamente.

Inovação e eficiência: motor turbodiesel roda até com óleo de cozinha

Mesmo sendo uma evolução de um motor já existente do Grupo Volkswagen — o EA897 lançado em 2010 —, a Audi afirma que esta é a versão mais limpa e mais eficiente já produzida.

E a inovação chama atenção: o motor aceita HVO (óleo vegetal hidrotratado), combustível produzido a partir de óleo de cozinha usado e resíduos agrícolas. O HVO reduz as emissões de CO₂ em até 95% em comparação ao diesel comum. Além disso, a Audi já usa esse biocombustível nos veículos fabricados em Neckarsulm e Ingolstadt, na Alemanha.

A marca reforça que o novo V6 teve a durabilidade aprimorada, superando as limitações das versões anteriores — inclusive aquelas marcadas pelo escândalo Dieselgate, no qual o EA897 esteve envolvido.

Por que a Audi insiste no diesel?

A montadora lembra que sua história com motores TDI é longa. Desde 1989, a Audi fabrica carros a diesel e já venceu Le Mans oito vezes com um modelo equipado com essa tecnologia. Até um supercarro R8 recebeu um V12 TDI — embora nunca tenha sido vendido.

Agora, com o novo V6 turbodiesel, a marca tenta provar que ainda há espaço para eficiência, desempenho e soluções mais sustentáveis num segmento em queda.

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Sara Aquino

Farmacêutica e Redatora. Escrevo sobre Empregos, Geopolítica, Economia, Ciência, Tecnologia e Energia.

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