Pedro Pimenta sobreviveu à meningococcemia, infecção grave causada pela bactéria meningococo, e hoje reconstrói a vida com próteses e clínica de reabilitação.
Em setembro de 2009, Pedro Pimenta, então com 18 anos, enfrentou uma batalha de vida ou morte após contrair uma forma rara e agressiva de infecção pela bactéria Neisseria meningitidis, conhecida como meningococo.
A meningococcemia, que ataca diretamente a corrente sanguínea, evolui rapidamente e pode matar em menos de 24 horas. Pedro estava sozinho em casa quando os primeiros sintomas surgiram: febre alta, vômitos e dor de cabeça intensa.
A situação se agravou quando manchas arroxeadas começaram a aparecer nos braços. Uma médica acionou a emergência a tempo, mas a infecção já havia provocado choque séptico, comprometendo a circulação nas extremidades.
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Para salvar sua vida, os médicos tiveram de amputar braços e pernas.
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Diagnóstico rápido é vital contra essa bactéria
A meningococcemia é uma forma de doença meningocócica invasiva (DMI) extremamente difícil de diagnosticar nos estágios iniciais.
Os primeiros sintomas — mal-estar, febre, náusea e perda de apetite — são inespecíficos e confundem até profissionais de saúde. “É uma doença imprevisível, de início súbito e evolução rápida”, explica Ana Medina, imunologista da GSK.
Sinais clássicos, como manchas arroxeadas, rigidez de nuca e confusão mental, surgem apenas 8 a 15 horas após a infecção.
Segundo Marcos Gonçalves, presidente da Sociedade Alagoana de Pediatria, pacientes com sepse isolada — como Pedro — apresentam os casos mais graves, com risco elevado de amputações devido à necrose das extremidades.
Após dois comas — um de seis dias e outro de 13 — Pedro acordou com os membros severamente danificados. “Minha última memória foi na ambulância, mas disseram à minha família que eu tinha menos de 1% de chance de sobreviver”, relembra.
O uso de medicamentos para manter órgãos vitais agravou a falta de circulação nas extremidades, tornando as amputações inevitáveis.
Além das cirurgias e do trauma físico, Pedro enfrentou infecção hospitalar e depressão. Sem perspectivas de recuperação no Brasil, ele buscou tratamento especializado nos Estados Unidos, iniciando uma reabilitação que parecia impossível.
Reconstruindo a vida após a infeccção por bactéria
Hoje, Pedro caminha com próteses robóticas e vive de forma totalmente independente. Fundou a Da Vinci Clinic, clínica especializada em reabilitação de amputados, e atua como palestrante, alertando sobre os riscos da doença.
Embora tenha ficado estéril, tornou-se pai por fertilização in vitro, mostrando que é possível superar desafios graves provocados pela bactéria.
A bactéria rara e sua prevenção
A bactéria Neisseria meningitidis possui 13 sorogrupos, dos quais seis (A, B, C, W, X e Y) são mais comuns.
No Brasil, a taxa de mortalidade por meningite meningocócica chega a 22%, superior à média global de 10%. Em 2023, 2024 e 2025, os casos confirmados de DMI têm aumentado, mostrando a importância da prevenção.
A transmissão ocorre por gotículas respiratórias e contato próximo, como tosse, espirro, beijo ou compartilhamento de objetos pessoais.
Adolescentes e adultos jovens podem ser portadores assintomáticos, tornando-se os principais transmissores.
Vacinação e cuidados
A vacinação é a forma mais eficaz de proteção contra a meningococcemia.
O Programa Nacional de Imunizações (PNI) oferece vacinas meningocócicas C para bebês e ACWY para adolescentes, enquanto especialistas recomendam ampliar a proteção com a vacina B e reforços na adolescência.
Evitar aglomerações, manter ambientes ventilados e não compartilhar objetos pessoais são medidas complementares para reduzir o risco de contágio da bactéria.
Fonte: Revista Galileu

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