Banco Pleno é liquidado pelo Banco Central e deixa 160 mil credores aptos a receber R$ 4,9 bilhões via FGC. Veja quem tem direito.
A liquidação extrajudicial do Banco Pleno, decretada nesta quarta-feira (18/02/2026) pelo Banco Central, impacta diretamente cerca de 160 mil credores que possuem depósitos elegíveis à garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Ao todo, os valores protegidos somam aproximadamente R$ 4,9 bilhões.
A medida também alcança a Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM), integrante do mesmo conglomerado prudencial.
O encerramento das atividades ocorreu após o agravamento da situação econômico-financeira da instituição, que passou a enfrentar dificuldades para honrar compromissos operacionais.
-
Programa Pé-de-Meia do governo Lula evita que 1 em cada 4 jovens abandone o ensino médio, derruba a evasão entre alunos vulneráveis e revela que o incentivo financeiro já está mudando o destino de milhares de estudantes pelo Brasil
-
Nestlé coloca R$ 2 bilhões na mesa e inaugura nova fábrica colossal no Brasil em cidade de apenas 4 mil moradores, com tecnologia Indústria 4.0, robôs e IA, dobrando a produção de sachês pet e mirando exportações para Chile, México e Colômbia.
-
Escala 6×1, adeus? Rede de supermercados testa nova jornada com duas folgas semanais, aprovação de mais de 90% e impacto direto para mais de 5 mil funcionários
-
Catarinense deixa carreira consolidada na saúde, segue sonho antigo e constrói cervejaria artesanal que nasceu após viagem marcante à Europa em Santa Catarina
Segundo o FGC, o pagamento das garantias será iniciado assim que o levantamento completo dos credores for concluído pelo liquidante nomeado pelo Banco Central.
Veja também: Demissões voluntárias disparam 147% em Minas Gerais e transformam o mercado de trabalho
Veja também: Dívida Raízen dispara após fim do risco sacado e mudança para capital de giro
Por que o Banco Pleno entrou em liquidação
A decisão do Banco Central foi motivada pela deterioração da liquidez e pelo descumprimento de normas regulatórias. Em comunicado oficial, o órgão detalhou as razões da intervenção.
“A liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil.”
Com a decretação, um liquidante assume a gestão, encerra operações, vende ativos e realiza o pagamento de credores conforme a ordem legal. Além disso, os bens de controladores e administradores tornam-se indisponíveis.
FGC garantirá até R$ 250 mil por credor do Banco Pleno
O Fundo Garantidor de Créditos informou que todos os valores enquadrados em seu regulamento serão ressarcidos dentro do limite de cobertura.
“Todos os créditos enquadrados no Regulamento do FGC terão o processo de pagamento iniciado tão logo o levantamento dos dados dos credores seja concluído e disponibilizado.”
A garantia ordinária cobre até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira. Esse teto inclui depósitos à vista, poupança e aplicações como CDB, LCI e LCA.
Como credores do Banco Pleno poderão solicitar o pagamento
O FGC orienta que todo o processo seja feito digitalmente, por meio do aplicativo oficial.
“Solicitamos aos credores que utilizem o Aplicativo FGC, desenvolvido para simplificar o processo de pagamento de garantias, de forma ágil e totalmente online.”
O app está disponível nas lojas Apple Store e Google Play. Inicialmente, é possível realizar um cadastro básico. Posteriormente, com a lista oficial de credores enviada pelo liquidante, será liberada a solicitação da garantia e indicação da conta para depósito.
Banco Pleno tinha participação pequena no sistema financeiro
Apesar do volume bilionário em garantias, o Banco Pleno possuía baixa representatividade no Sistema Financeiro Nacional.
Dados do Banco Central indicam que a instituição concentrava cerca de 0,04% dos ativos totais do setor até setembro do ano passado — aproximadamente R$ 7,2 bilhões dentro de um universo de R$ 18,07 trilhões.
O conglomerado era classificado no segmento S4 da regulação prudencial, destinado a instituições de menor porte.
Ligação com o Banco Master e mudança de controle
O Banco Pleno e a Pleno DTVM já integraram o conglomerado do Banco Master. As instituições, porém, foram vendidas no segundo semestre do ano passado ao empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro.
Segundo o FGC, o Pleno não faz mais parte do grupo Master, o que reforça que a liquidação e o pagamento das garantias seguirão apuração própria do liquidante.
Impacto bilionário nas contas do FGC
Com a liquidação, a conta de garantias do fundo deve aumentar significativamente. Somando-se aos R$ 40,6 bilhões do Banco Master e aos R$ 6,3 bilhões do Will Bank — também liquidados — o total chega a R$ 51,8 bilhões em coberturas, sem considerar empréstimos emergenciais.
O FGC funciona como uma espécie de seguro do sistema financeiro, sustentado por contribuições mensais das instituições associadas.
Entenda o que é o FGC e como funciona a proteção
Criado em 1995, o Fundo Garantidor de Créditos é uma entidade privada sem fins lucrativos. Seu objetivo é proteger depositantes e investidores em caso de quebra bancária.
Os recursos vêm de depósitos feitos pelas próprias instituições financeiras, equivalentes a 0,01% ao mês sobre os saldos elegíveis.
Atualmente, mais de 220 bancos são associados, e o fundo afirma que 99,6% dos clientes estão totalmente cobertos dentro do limite de R$ 250 mil.
Próximos passos para clientes e investidores
O FGC recomenda que depositantes acompanhem atualizações pelos canais oficiais.
“Os depositantes e investidores devem acompanhar o processo pelas redes sociais e pelo site do FGC, onde serão disponibilizadas todas as informações e atualizações do processo.”
As investigações sobre responsabilidades administrativas seguem em andamento no Banco Central e podem resultar em sanções adicionais.

Seja o primeiro a reagir!