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160 mil credores podem sacar até R$ 250 mil após liquidação do Banco Pleno

Escrito por Sara Aquino
Publicado em 18/02/2026 às 17:27
Atualizado em 18/02/2026 às 17:29
Banco Pleno é liquidado pelo Banco Central e deixa 160 mil credores aptos a receber R$ 4,9 bilhões via FGC. Veja quem tem direito.
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Banco Pleno é liquidado pelo Banco Central e deixa 160 mil credores aptos a receber R$ 4,9 bilhões via FGC. Veja quem tem direito.

A liquidação extrajudicial do Banco Pleno, decretada nesta quarta-feira (18/02/2026) pelo Banco Central, impacta diretamente cerca de 160 mil credores que possuem depósitos elegíveis à garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Ao todo, os valores protegidos somam aproximadamente R$ 4,9 bilhões.

A medida também alcança a Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM), integrante do mesmo conglomerado prudencial.

O encerramento das atividades ocorreu após o agravamento da situação econômico-financeira da instituição, que passou a enfrentar dificuldades para honrar compromissos operacionais.

Segundo o FGC, o pagamento das garantias será iniciado assim que o levantamento completo dos credores for concluído pelo liquidante nomeado pelo Banco Central.

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Por que o Banco Pleno entrou em liquidação

A decisão do Banco Central foi motivada pela deterioração da liquidez e pelo descumprimento de normas regulatórias. Em comunicado oficial, o órgão detalhou as razões da intervenção.

“A liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil.”

Com a decretação, um liquidante assume a gestão, encerra operações, vende ativos e realiza o pagamento de credores conforme a ordem legal. Além disso, os bens de controladores e administradores tornam-se indisponíveis.

FGC garantirá até R$ 250 mil por credor do Banco Pleno

O Fundo Garantidor de Créditos informou que todos os valores enquadrados em seu regulamento serão ressarcidos dentro do limite de cobertura.

“Todos os créditos enquadrados no Regulamento do FGC terão o processo de pagamento iniciado tão logo o levantamento dos dados dos credores seja concluído e disponibilizado.”

A garantia ordinária cobre até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira. Esse teto inclui depósitos à vista, poupança e aplicações como CDB, LCI e LCA.

Como credores do Banco Pleno poderão solicitar o pagamento

O FGC orienta que todo o processo seja feito digitalmente, por meio do aplicativo oficial.

“Solicitamos aos credores que utilizem o Aplicativo FGC, desenvolvido para simplificar o processo de pagamento de garantias, de forma ágil e totalmente online.”

O app está disponível nas lojas Apple Store e Google Play. Inicialmente, é possível realizar um cadastro básico. Posteriormente, com a lista oficial de credores enviada pelo liquidante, será liberada a solicitação da garantia e indicação da conta para depósito.

Banco Pleno tinha participação pequena no sistema financeiro

Apesar do volume bilionário em garantias, o Banco Pleno possuía baixa representatividade no Sistema Financeiro Nacional.

Dados do Banco Central indicam que a instituição concentrava cerca de 0,04% dos ativos totais do setor até setembro do ano passado — aproximadamente R$ 7,2 bilhões dentro de um universo de R$ 18,07 trilhões.

O conglomerado era classificado no segmento S4 da regulação prudencial, destinado a instituições de menor porte.

Ligação com o Banco Master e mudança de controle

O Banco Pleno e a Pleno DTVM já integraram o conglomerado do Banco Master. As instituições, porém, foram vendidas no segundo semestre do ano passado ao empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro.

Segundo o FGC, o Pleno não faz mais parte do grupo Master, o que reforça que a liquidação e o pagamento das garantias seguirão apuração própria do liquidante.

Impacto bilionário nas contas do FGC

Com a liquidação, a conta de garantias do fundo deve aumentar significativamente. Somando-se aos R$ 40,6 bilhões do Banco Master e aos R$ 6,3 bilhões do Will Bank — também liquidados — o total chega a R$ 51,8 bilhões em coberturas, sem considerar empréstimos emergenciais.

O FGC funciona como uma espécie de seguro do sistema financeiro, sustentado por contribuições mensais das instituições associadas.

Entenda o que é o FGC e como funciona a proteção

Criado em 1995, o Fundo Garantidor de Créditos é uma entidade privada sem fins lucrativos. Seu objetivo é proteger depositantes e investidores em caso de quebra bancária.

Os recursos vêm de depósitos feitos pelas próprias instituições financeiras, equivalentes a 0,01% ao mês sobre os saldos elegíveis.

Atualmente, mais de 220 bancos são associados, e o fundo afirma que 99,6% dos clientes estão totalmente cobertos dentro do limite de R$ 250 mil.

Próximos passos para clientes e investidores

O FGC recomenda que depositantes acompanhem atualizações pelos canais oficiais.

“Os depositantes e investidores devem acompanhar o processo pelas redes sociais e pelo site do FGC, onde serão disponibilizadas todas as informações e atualizações do processo.”

As investigações sobre responsabilidades administrativas seguem em andamento no Banco Central e podem resultar em sanções adicionais.

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Sara Aquino

Farmacêutica e Redatora. Escrevo sobre Empregos, Geopolítica, Economia, Ciência, Tecnologia e Energia.

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