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Barco movido a hidrogênio inaugura nova era na coleta seletiva ribeirinha em Belém durante a COP30

Escrito por Rannyson Moura
Publicado el 17/11/2025 a las 15:46
Actualizado el 17/11/2025 a las 15:47
Projeto inovador de barco movido a hidrogênio estreia em Belém durante a COP30 e promete transformar a coleta seletiva ribeirinha, unindo energia limpa, tecnologia sustentável e impacto social positivo.
Projeto inovador de barco movido a hidrogênio estreia em Belém durante a COP30 e promete transformar a coleta seletiva ribeirinha, unindo energia limpa, tecnologia sustentável e impacto social positivo.
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Projeto inovador de barco movido a hidrogênio estreia em Belém durante a COP30 e promete transformar a coleta seletiva ribeirinha, unindo energia limpa, tecnologia sustentável e impacto social positivo.

A chegada de um barco totalmente movido a hidrogênio à baía do Guajará marca um momento decisivo para a transição energética na Amazônia. Elaborado pela Itaipu Binacional em parceria com a Itaipu Parquetec, o “Boto H2” foi apresentado durante a COP30, em Belém, e rapidamente se tornou símbolo da inovação sustentável na região. Além de navegar sem emitir carbono, o motor silencioso da embarcação permite ouvir, com nitidez, o som da água — um contraste marcante com modelos tradicionais.

Esse lançamento, portanto, demonstra como o hidrogênio ganha relevância nas políticas de descarbonização, ao mesmo tempo em que abre caminho para novas soluções sociais e ambientais na Amazônia.

Tecnologia limpa e hidrogênio: estrutura que redefine o transporte ribeirinho

De acordo com André Pepitone, diretor financeiro da Itaipu Binacional, o barco é fruto de 15 anos de pesquisa, o que reforça seu caráter estratégico. “Chegamos nesse modelo que faz a transformação inteligente de hidrogênio em energia elétrica e com zero emissão de carbono”, afirma o diretor.

A embarcação pesa uma tonelada e meia, possui 9,5 metros de comprimento e 3 metros de largura, além de ser construída em alumínio para garantir leveza e resistência. Sua capacidade de transporte chega a 9 toneladas, o que amplia o potencial de uso em rotinas intensas, como a coleta seletiva das comunidades ribeirinhas.

Três fontes de energia se complementam no sistema:

  • Hidrogênio armazenado em cilindros que alimentam o motor elétrico;
  • Energia solar, captada por painéis no teto;
  • Bateria, acionada em situações de emergência.

Segundo Guilherme Nabeyama, o Boto H2 possui autonomia de três horas com hidrogênio e mais três horas com energia solar, garantindo operação contínua mesmo em longos percursos.

Legado social: hidrogênio ajudando a impulsionar renda e sustentabilidade

Além da inovação tecnológica, o Boto H2 ganhará função social relevante. Doado à prefeitura de Belém, em parceria com a Fadesp e a UFPA, o barco vai reforçar o programa de coleta seletiva em comunidades ribeirinhas, fortalecendo ações de educação ambiental e de estruturação desse serviço essencial.

Rogério Meneghetti, superintendente de Energias Renováveis da Itaipu, ressalta que o novo modelo substitui uma embarcação movida a diesel, elevando a sustentabilidade e a eficiência do programa “Coleta Mais”.

No mesmo sentido, Newmar Wegner, gestor da Itaipu Parquetec, destaca o impacto econômico observado em iniciativas semelhantes. Ele afirma que, nos municípios do Paraná onde o programa opera, “os catadores passaram a ganhar três vezes mais”.

Esse avanço, portanto, indica que o uso do hidrogênio no transporte ribeirinho pode gerar benefícios além do campo energético, ampliando oportunidades econômicas para catadores e comunidades locais.

Perspectiva comunitária: hidrogênio fortalecendo o orgulho ribeirinho

Entre os trabalhadores que percorrem os rios diariamente, o impacto emocional também é evidente. Jonas da Silva, catador de material reciclável, expressa o sentimento coletivo ao afirmar: “Estamos muito felizes com esse transporte que não vai poluir o rio e vai nos ajudar na coleta. É um orgulho para todos nós”.

Assim, a chegada do Boto H2 não apenas simboliza avanços tecnológicos, mas também reflete a potência transformadora do hidrogênio em realidades locais — especialmente quando inovação, sustentabilidade e justiça social caminham juntas.

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Rannyson Moura

Graduado em Publicidade e Propaganda pela UERN; mestre em Comunicação Social pela UFMG e doutorando em Estudos de Linguagens pelo CEFET-MG. Atua como redator freelancer desde 2019, com textos publicados em sites como Baixaki, MinhaSérie e Letras.mus.br. Academicamente, tem trabalhos publicados em livros e apresentados em eventos da área. Entre os temas de pesquisa, destaca-se o interesse pelo mercado editorial a partir de um olhar que considera diferentes marcadores sociais.

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