Pesquisadores mostram que o biodiesel de babaçu emite menos poluentes que o de soja e pode gerar renda para comunidades do Norte e Nordeste, oferecendo energia renovável e local.
O pesquisadores da Unioeste e da UFPR descobriram que o biodiesel de babaçu emite menos poluentes que o de soja e apresenta desempenho semelhante em motores geradores, oferecendo uma opção mais sustentável e eficiente para geração de energia.
O estudo, liderado por Benhurt Gongora, Reinaldo Bariccatti, Samuel de Souza, Doglas Bassegio e Rodrigo Sequine, testou o combustível em condições reais de uso, com motores a diesel comuns, do tipo utilizados para gerar eletricidade em pequenas propriedades rurais.
O objetivo é reduzir a emissão de óxidos de nitrogênio (NOx) e monóxido de carbono (CO), minimizando impactos ambientais e oferecendo uma alternativa de baixo custo para comunidades tradicionais.
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Testes mostram eficiência energética e menor emissão de poluentes
Durante os experimentos, os motores foram submetidos a diferentes cargas, de 500 W a 2.500 W, simulando condições reais de operação.
Os pesquisadores mediram o consumo de combustível e a emissão de poluentes, constatando que o biodiesel de babaçu mantém eficiência energética comparável à soja, mas com menor impacto ambiental.
O combustível foi produzido a partir das sementes da palmeira, usando uma reação química com álcool e soda cáustica, método simples que pode ser replicado por comunidades sem equipamentos industriais sofisticados.
Benefícios para comunidades do Norte e Nordeste
O babaçu é abundante nas regiões Norte e Nordeste, onde o extrativismo das sementes já é uma atividade tradicional.
A produção de biodiesel de babaçu oferece energia renovável local, reduzindo a necessidade de transporte de combustíveis de outras regiões.
Além disso, a atividade pode gerar renda extra para famílias que já trabalham com a palmeira, aproveitando sementes que não são consumidas na alimentação.
“Não precisa usar nenhum equipamento de difícil operação, apenas alguns aparelhos com agitação e aquecimento com vidraria de laboratório”, explica Benhurt Gongora, um dos autores do estudo.
Vantagens ambientais e eficiência por hectare
Além do benefício social, o biodiesel de babaçu contribui para a preservação ambiental.
A palmeira apresenta alta produtividade de óleo por hectare, com até 66% de óleo nas sementes, contra 18% da soja, reduzindo a necessidade de grandes áreas agrícolas.
A substituição parcial do biodiesel de soja pelo de babaçu diminui a pressão sobre o solo e reduz as emissões de poluentes, sendo uma alternativa estratégica para diversificação da matriz energética brasileira e redução da dependência de diesel importado.
Perspectivas para o setor energético
O estudo indica que o biodiesel de babaçu pode ser incorporado de forma gradual na produção nacional de biocombustíveis, garantindo energia limpa e sustentável, ao mesmo tempo em que fortalece a economia local.
Comunidades tradicionais podem produzir o combustível de forma autônoma, contribuindo para desenvolvimento regional, geração de renda e preservação ambiental.
O achado representa um passo importante para o Brasil diversificar sua matriz energética e investir em soluções sustentáveis que aliam eficiência e responsabilidade socioambiental.
Fonte: Agência Bori
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