Questionamento do presidente Jair Bolsonaro revela preocupação do ato ter sido criminoso com o objetivo de prejudicar o leilão que acontece em novembro
Na manhã desta sexta sexta-feira (18/10), o presidente Jair Bolsonaro voltou a comentar o caso do vazamento de óleo cru nas praia do Nordeste.
Desta vez, Bolsonaro questionou se o derramamento de óleo que atinge o nordeste desde setembro, seria ou não uma ação praticada deliberadamente visando afetar o interesse nos blocos que serão ofertados pela ANP, durante o mega leilão da Cessão Onerosa que acontecerá no dia 06 de novembro.
Em transmissão ao vivo pelo Facebook ao lado do ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, e oficiais da Marinha, Bolsonaro declarou: «Coincidência ou não, nós temos um leilão da cessão onerosa. Eu me pergunto, a gente tem que ter muita responsabilidade no que fala: poderia ser uma ação criminosa para prejudicar esse leilão? É uma pergunta que está no ar».
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«Nós estamos cientes da nossa responsabilidade, as Forças Armadas e demais órgãos do governo estão fazendo a sua parte», acrescentou o presidente.
No vídeo, Bolsonaro volta a afirmar que o Petróleo que foi encontrado nas praias é de origem venezuelana, fato que já foi comprovado por análises do IBAMA, mas que não significa que o país vizinho é responsável pelo desastre ambiental.
O almirante Leonardo Puntel, comandante de operações navais da Marinha, declarou que o óleo «muito provavelmente» veio de algum navio e que a mancha chegou primeiro na Paraíba e subiu para o Maranhão, atingindo outros Estados pelo caminho.
Investigação
Segundo levantamento da Marinha, 140 navios petroleiros navegaram pela região na data estimada do derramamento de óleo, mas o ministro da defesa chegou a declarar no vídeo que o caso é de crime ambiental.
«Provavelmente é um crime ambiental, porque o navio não notificou. A Marinha, junto a outros órgãos, está verificando essa possibilidade», declarou ele.
Bolsonaro também voltou a afirmar no vídeo que o petróleo, que atingiu praias do Nordeste pela primeira vez no início de setembro, seria de origem venezuelana. Na quinta-feira, o Ibama confirmou que o óleo é venezuelano, mas ressaltou que isso não significa necessariamente que a Venezuela seja a responsável pelo vazamento. O governo venezuelano negou responsabilidade no caso.
Vale lembrar que o leilão a que se refere Bolsonaro será a maior rodada de licitações de petróleo da história, onde a união pretende arrecadar um total de 106,5 bilhões de reais em bônus de assinatura pelo petróleo excedente da chamada cessão onerosa.
O montante arrecadado foi alvo de intensas discussões sobre o rateio a ser feito entre estados e municípios.
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