Presidente Bolsonaro disse que precisaria conversar com ministros antes de tomar uma decisão mas que estava ansioso pelo convite
Durante a visita do Presidente Jair Bolsonaro à Arábia Saudita, o Brasil foi convidado a participar da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo).
A declaração foi do próprio presidente que garantiu que o convite será bem analisado junto a seus ministros e ministérios da Economia e das Minas e Energia. Na terça-feira a Arábia Saudita anunciou U$ 10 bilhões em investimentos no Brasil.
Bolsonaro declarou também que aguardava com certa ansiedade pelo convite, pois reforça a importância do país como produtor de petróleo.
O convite foi recebido ontem, quarta-feira (30/10, durante uma reunião com autoridades sauditas, incluindo o príncipe herdeiro Mohammed Bin Salman.
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O presidente brasileiro chegou a convidar os sauditas a participar do leilão da Cessão Onerosa e fez questão de dizer que o Brasil é um bom ambiente para se investir.
«Podemos conversar sobre isso. Eu teria que ouvir o meu ministro da Economia e meu ministro também das Minas e Energia para que, uma vez eu anunciando algo nesse sentido, a palavra seja cumprida lá na frente. Eu costumo sempre conversar com os ministros antes de tomar uma decisão. Afinal de contas, é a melhor maneira que nós temos de manter a nossa credibilidade. Mas, particularmente, gostaríamos que integrássemos a Opep. Sim. Temos potencial para isso. Temos reservas de óleo maiores que alguns países que já integram a Opep, afirmou Bolsonaro.
Aumento da produção
O convite para o ingresso na organização vem em função do fato que o Brasil se tronará o o terceiro maior produtor da Opep, depois da Arábia Saudita e do Iraque e mais ainda pela dificuldades que a OPEP está enfrentando para manter os preços frente a crescente produção de petróleo brasileiro.
Segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), a produção média do país chegará a 2,9 milhões este ano e 3,22 milhões em 2020, maior que em 2018, quando produziu 2,71 milhões de barris por dia.
Em agosto a produção brasileira bateu recorde e atingiu 3,1 milhões de barris por dia.
Já houveram outros convites para o país entrar na OPEP, em 2008 o Irã chegou a convidar o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas as conversas não foram á frente.
No governo Michel Temer, o Brasil tinha uma visão diferente do discurso da OPEP ao defender o aumento da produção local enquanto a organização queria conter a oferta para sustentar preços.
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