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Brasil entra em acordo global que muda o futuro dos caminhões e deixa os biocombustíveis de fora até 2040

Escrito por Caio Aviz
Publicado em 13/11/2025 às 16:59
Caminhões modernos de emissão zero movidos a eletricidade e hidrogênio, alinhados em pátio industrial durante testes de tecnologia limpa no transporte pesado.
Caminhões elétricos e a hidrogênio representam as alternativas de emissão zero priorizadas pelo acordo global firmado pelo Brasil.
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Brasil firma compromisso global e prioriza tecnologias de emissão zero para veículos pesados

O Ministério dos Transportes confirmou, em 12 de novembro de 2025, a adesão ao acordo internacional Drive to Zero.
O acordo envolve 42 países.
Ele estabelece uma estratégia conjunta para eliminar a venda de caminhões e ônibus movidos a combustíveis fósseis até 2040.
O documento foi assinado durante a COP30 em Belém.
As informações constam nos registros da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2025.
A seguir, veja os detalhes estruturados com precisão e transições contínuas.

Acordo internacional prioriza eletrificação e hidrogênio, enquanto exclui biocombustíveis

O acordo determina que apenas veículos elétricos e movidos a hidrogênio sejam alternativas válidas para substituir modelos a combustíveis fósseis.
Além disso, o memorando exclui veículos que utilizam biocombustíveis, como etanol, biodiesel e biometano.
A exclusão ocorre porque o critério considera apenas as emissões diretas durante o uso do veículo.
O Ministério dos Transportes afirmou que a coalizão Drive to Zero é liderada pela Colômbia.
A coalizão utiliza uma metodologia que avalia somente as emissões emitidas durante o funcionamento.
Esse critério impacta diretamente a inclusão dos biocombustíveis no acordo.

Metas de 2030 e 2040 definem o cronograma nacional

O documento define metas específicas.
Trinta por cento das vendas de veículos médios e pesados no Brasil deverão ser de emissão zero até 2030.
O índice deverá alcançar 100% até 2040.
Essas metas foram apresentadas durante a COP30 de 2025.
A participação técnica e diplomática do governo brasileiro foi registrada oficialmente.

Compromisso brasileiro segue diretrizes internacionais do grupo

Após a assinatura, o Brasil deverá seguir as diretrizes tecnológicas da coalizão.
As diretrizes priorizam soluções baseadas em eletrificação e hidrogênio verde.
As tecnologias serão aplicadas no transporte de carga e de passageiros.
O Ministério dos Transportes reforçou essa diretriz em nota oficial de 12 de novembro de 2025.
O governo afirma que o alinhamento internacional oferece previsibilidade regulatória ao setor.

Decisão contrasta com a proposta recente do presidente Lula

A decisão se diferencia do posicionamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na semana anterior à COP30, o presidente defendeu uma proposta para quadruplicar a produção global de combustíveis sustentáveis até 2035, incluindo biocombustíveis brasileiros.
Essa proposta foi registrada na Cúpula do Clima de 2025 e, portanto, consta nos arquivos oficiais da Presidência.
Assim, a divergência expõe diferenças técnicas sobre a medição das emissões e a classificação das fontes energéticas.

Exclusão dos biocombustíveis segue critérios metodológicos do ciclo de vida

Inicialmente, a coalizão afirmou que os biocombustíveis não entram na categoria de energia limpa.
Além disso, o grupo destacou que a classificação depende da avaliação completa do ciclo de vida, incluindo absorção de carbono pelas plantações.
Contudo, o método do Drive to Zero não utiliza essa análise.
Portanto, a categoria sai automaticamente do escopo do acordo.
Posteriormente, a Colômbia apresentou essa metodologia durante a COP30.

Impactos para o agronegócio brasileiro

Ainda assim, os biocombustíveis continuam estratégicos para o agronegócio brasileiro.
Além disso, a pauta envolve oportunidades de exportação de etanol, biodiesel e biometano.
Consequentemente, o setor acompanha os desdobramentos regulatórios posteriores à COP30.
Portanto, o tema permanece prioritário para produtores e exportadores.

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Caio Aviz

Escrevo sobre o mercado offshore, petróleo e gás, vagas de emprego, energias renováveis, mineração, economia, inovação e curiosidades, tecnologia, geopolítica, governo, entre outros temas. Buscando sempre atualizações diárias e assuntos relevantes, exponho um conteúdo rico, considerável e significativo. Para sugestões de pauta e feedbacks, faça contato no e-mail: avizzcaio12@gmail.com.

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