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Novo inventário nacional mostra alta das emissões e impulsiona debate sobre inovação, sustentabilidade e transporte rodoviário

Escrito por Sara Aquino
Publicado em 02/12/2025 às 10:17
Atualizado em 02/12/2025 às 10:20
Novo inventário nacional mostra alta das emissões e impulsiona debate sobre inovação, sustentabilidade e transporte rodoviário
Fonte: IA
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Dados do novo inventário nacional mostram alta das emissões e exigem ações imediatas por sustentabilidade no setor

Brasil atualiza inventário nacional e expõe novos riscos climáticos no transporte

O Brasil divulgou, nesta terça-feira (2), a atualização do inventário nacional de emissões do transporte rodoviário, trazendo os primeiros dados oficiais em dez anos. Assim, o país retoma uma base essencial para compreender a evolução da poluição no setor.

O novo levantamento revela como, onde e por que as emissões cresceram, mesmo com avanços tecnológicos, além de reforçar a urgência de soluções para garantir sustentabilidade, eficiência e inovação no setor. Desse modo, o estudo coloca em evidência desafios que já influenciam diretamente a mobilidade brasileira.

O estudo foi elaborado pelo IEMA e coordenado pelos ministérios dos Transportes e do Meio Ambiente. Além disso, a atualização chega em um momento decisivo para orientar políticas públicas e, por consequência, preparar o país para uma transição mais limpa.

Inventário nacional reforça necessidade de inovação no transporte

O relatório destaca que o inventário será a principal base de evidências para modernizar o setor. Ele orienta ações que incluem eletrificação sustentável, biocombustíveis avançados e logística mais eficiente.

Segundo Cloves Benevides, do Ministério dos Transportes,
“O documento serve como base técnica para acelerar a transição para uma matriz de transporte de baixo carbono.”

Adalberto Maluf, do MMA, afirma:
“O lançamento do inventário representa um passo decisivo para consolidarmos políticas públicas orientadas por evidências.”

Crescimento das emissões acompanha expansão acelerada da frota

As emissões de CO₂ equivalente cresceram cerca de 8% entre 2012 e 2024 e, consequentemente, esse avanço acompanha a ampliação da frota e o maior uso dos veículos.

Em 2024, especificamente:

  • Automóveis responderam por 34% das emissões.
  • Caminhões semipesados, por 22%.
  • O CO₂ representou 97% do total.

Além disso, o inventário traz, pela primeira vez, dados sobre carbono negro, o que reforça impactos diretos à saúde e ao clima e ainda amplia a compreensão sobre os desafios ambientais do setor..

Mudança no perfil do material particulado aumenta alerta ambiental

O estudo mostra uma alteração relevante no comportamento do material particulado (MP). Enquanto as emissões por combustão caíram, o desgaste de pneus, freios e pavimentos aumentou e, por isso, hoje representa metade do total.

Diante desse cenário, o dado destaca a necessidade de inovação em mobilidade e em materiais veiculares. Além disso, reforça o papel estratégico do transporte ferroviário como alternativa de menor impacto ambiental.

Principais quedas e avanços nas emissões por poluente

O inventário nacional registrou reduções expressivas em diversas categorias:

  • CO: queda de 5,5 milhões para 1 milhão de toneladas desde 1991.
  • NOx: redução consistente desde os anos 1990.
  • MP: menos de 18 mil toneladas por combustão em 2024; somado ao desgaste, chega a 38 mil.
  • Carbono negro: cerca de 8 mil toneladas.
  • Metano: queda contínua desde os anos 1990.
  • CO₂: 270 milhões de toneladas emitidas em 2024.
  • Expansão constante da frota brasileira pressiona emissões
  • A frota nacional passou de 71 milhões de veículos em 2024. Automóveis representam 63%, motocicletas 25% e comerciais leves 9%. A frota pesada chegou a 2,5 milhões de unidades.
  • Esse cenário reforça a importância de integrar modais mais eficientes, especialmente o transporte ferroviário, para reduzir emissões e ampliar produtividade logística.

País precisará de mais dados e inovação para avançar em sustentabilidade

A atualização contou com oficinas técnicas e participação de especialistas. Além disso, o relatório aponta que o país precisa aprimorar bases de dados, fatores de emissão e informações de licenciamento para elevar a precisão das estimativas.

Enquanto isso, David Tsai, do IEMA, afirma que o inventário atende às diretrizes da Política Nacional de Qualidade do Ar e dá suporte aos estados para atualizar seus próprios documentos.

Dessa forma, o novo inventário deixa claro que o Brasil avançou, mas, ainda precisa acelerar a sustentabilidade, fortalecer políticas baseadas em evidências e, assim, ampliar a inovação para transformar efetivamente o sistema de transporte.

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Sara Aquino

Farmacêutica e Redatora. Escrevo sobre Empregos, Geopolítica, Economia, Ciência, Tecnologia e Energia.

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