Marinha do Brasil oficializa compra do HMS Bulwark no Reino Unido, navio de guerra versátil para missões estratégicas, emergenciais e humanitárias
A Marinha do Brasil assinou nesta quarta-feira (10) o contrato para a aquisição de um navio de guerra da Marinha Real Britânica. O protocolo de intenção havia sido firmado em abril, mas só agora a negociação foi oficializada.
O documento foi assinado em Londres pelo diretor-geral de material da Marinha, almirante Edgar Luiz Siqueira Barbosa, e pelo vice-almirante Martin Connell, representante britânico. O valor da compra não foi divulgado.
O navio HMS Bulwark
A embarcação adquirida é o HMS Bulwark, navio de 176 metros de comprimento e deslocamento de 18.500 toneladas.
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Com suspensão hidráulica ajustável, carregador automático e um canhão capaz de lançar mísseis guiados, o MBT-70 foi o tanque mais avançado da Guerra Fria e também um dos projetos militares mais caros já cancelados pelos EUA e pela Alemanha
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Avião construído ao redor de um canhão: o A-10 Warthog carrega arma de 1,8 tonelada que dispara 3.900 tiros por minuto, destruiu 987 tanques na Guerra do Golfo e continua voando mesmo após 50 anos de serviço
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Depois de perder centenas de blindados em 1973, Israel projetou o único tanque moderno do mundo com motor na frente, uma decisão que nenhum outro país ousou copiar e que transforma a sobrevivência da tripulação em prioridade absoluta
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Com seis canhões sem recuo de 106 mm montados em uma torre compacta, o destruidor de tanques M50 Ontos tornou-se um dos veículos de combate mais incomuns da Guerra Fria e podia lançar uma salva devastadora contra tanques e fortificações.
Segundo oficiais, ele poderá ser usado em diferentes operações, porque possui estrutura versátil.
Além de missões anfíbias com desembarque de tropas, o Bulwark será empregado em ações humanitárias e em situações de calamidade pública. Portanto, amplia a capacidade de resposta da Marinha.
Capacidade de transporte e apoio
O navio pode carregar tropas, veículos, suprimentos e até hospitais de campanha. Isso garante maior eficiência em emergências, já que ele também pode operar com duas aeronaves de grande porte em seu convés de voo.
Além disso, comporta 290 tripulantes e até 710 militares, o que aumenta sua relevância em missões estratégicas.
Amazônia Azul como prioridade
A Marinha do Brasil pretende usar o Bulwark para fiscalizar a chamada Amazônia Azul. Essa região marítima é estratégica porque concentra riquezas minerais e reservas de petróleo, além de ser alvo constante de espionagem internacional.
Em 2023, por exemplo, a força naval precisou expulsar um navio alemão que fazia pesquisas sem autorização em águas brasileiras.
Reforma e treinamento na Inglaterra
Atualmente, a embarcação passa por reforma completa em Plymouth, no Reino Unido. Ainda em setembro, 48 militares brasileiros viajarão para treinamento e acompanhamento das obras.
Em novembro, mais 44 militares serão capacitados para operar o navio.
O restante da tripulação será enviado no próximo ano, acompanhando o processo de comissionamento. O traslado do HMS Bulwark ao Brasil está previsto para 2026, quando a revitalização será concluída.
Com informações de CNN.
Acredito ser uma sucata que não vai aguentar mais que 10 anos de uso. Só empurram **** pro Brasil. E acredito que por preço de navio novo. Deveria divulgar o valor.
Servi no Golf 30 NDD Ceará sei como é….