O modelo brasileiro de distribuição de GLP, destacado pela Ultragaz, é estudado por 95 países. Segurança, eficiência e capilaridade são fatores que transformaram o Brasil em referência global.
O setor de gás liquefeito de petróleo (GLP) no Brasil alcançou um patamar de destaque que chamou a atenção de 95 países. A informação foi dada por Aurelio Ferreira, presidente da AIGLP (Associação Iberoamericana de Gás Liquefeito de Petróleo) e diretor de Desenvolvimento da Ultragaz, nesta quinta, 25. Segundo ele, a estrutura nacional de distribuição conquistou espaço no cenário mundial devido à sua combinação de segurança, eficiência e alcance territorial.
Ultragaz ressalta dimensões do desafio brasileiro
Ferreira enfatizou que atender um país de dimensões continentais, com mais de 200 milhões de habitantes, exige um padrão logístico de alto nível.
Ele lembrou que o fornecimento do GLP em botijões precisa garantir entregas rápidas em qualquer região, um desafio ainda maior quando se considera o grau de risco do produto. “Cerca de 95 países olham para o Brasil como referência. Primeiro que o Brasil é um país de dimensões continentais com mais de 200 milhões de pessoas. Atender um país de dimensões continentais com botijões, garantindo entregas rápidas em qualquer região, como exige o padrão da América Latina, é muito difícil. E a gente faz isso com um produto que tem um grau de risco. Temos que ter um nível de segurança muito alto”, afirmou.
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Regulamentação da ANP fortalece a segurança do setor
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) estabeleceu regras que obrigam distribuidoras a cumprir controles técnicos e operacionais rigorosos. Graças a isso, o GLP chega com segurança tanto às capitais quanto a áreas remotas. Esse avanço só foi possível com investimentos de longo prazo realizados por empresas como a Ultragaz, que apostaram em tecnologia, capacitação e sistemas de monitoramento contínuo.
Além da segurança, o Brasil se destaca pela eficiência nas entregas e pela confiabilidade do modelo. Ferreira lembrou que a ausência de acidentes e fraudes é resultado de décadas de trabalho. “Você não vê acidentes, você não vê fraudes. Isso foi conquistado e trabalhado por muito tempo. E o consumidor ainda é livre para trocar de distribuidor quando quiser. A Colômbia tem estudado o modelo brasileiro”, declarou.

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