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Brasil ignora pressão dos EUA e cria com a China laboratório espacial e radiotelescópio gigante na Paraíba, aprofunda parceria científica e desafia estratégia americana de controle sobre projetos espaciais regionais

Publicado el 11/12/2025 a las 08:30
Brasil e China criam laboratório espacial na Paraíba com a CETC e o radiotelescópio BINGO, reforçando a cooperação científica China-Brasil.
Brasil e China criam laboratório espacial na Paraíba com a CETC e o radiotelescópio BINGO, reforçando a cooperação científica China-Brasil.
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Acordo entre CETC, Universidade Federal de Campina Grande e Universidade Federal da Paraíba cria laboratório espacial dedicado à radioastronomia, em paralelo ao radiotelescópio BINGO, enquanto Washington tenta conter a expansão espacial chinesa na América do Sul após congelar projetos similares no Chile e na Argentina desde o retorno de Trump.

Em 10 de dezembro de 2025, a estatal chinesa CETC anunciou o início da construção de um laboratório espacial conjunto com universidades federais da Paraíba, mesmo depois de a nova estratégia de segurança da Casa Branca reforçar que não quer países do continente americano estreitando laços com Pequim no setor tecnológico e espacial.

O projeto aprofunda a cooperação científica entre Brasil e China em radioastronomia no momento em que os dois países avançam na instalação do radiotelescópio BINGO na Paraíba. A estrutura principal do equipamento foi concluída na China e enviada do porto de Tianjin em junho, com conclusão prevista para 2026, em contraste com projetos chineses congelados no Chile e na Argentina após o retorno de Donald Trump à Casa Branca.

Acordo une CETC e universidades federais da Paraíba

De acordo com a CETC, o Instituto de Pesquisa de Comunicações de Rede da companhia assinou um acordo com a Universidade Federal de Campina Grande e a Universidade Federal da Paraíba para criar o Laboratório Conjunto China-Brasil de Tecnologia de Radioastronomia, que funcionará como núcleo de pesquisa avançada em observação astronômica e exploração do espaço profundo.

O novo laboratório espacial vai apoiar pesquisas de fronteira em instrumentação, processamento de sinais e monitoramento do céu, integrando equipes brasileiras e chinesas.

Para os parceiros, a iniciativa é apresentada como um passo estratégico para formar pessoal altamente qualificado, atrair investimentos em ciência de ponta e colocar a Paraíba no mapa global da radioastronomia.

Pressão de Washington e congelamento de projetos no Chile e na Argentina

A cooperação sino-brasileira avança em sentido oposto à pressão de Washington sobre governos latino-americanos.

Recentemente, os Estados Unidos voltaram a pedir que países da região reduzam ou limitem parcerias estratégicas com a China, inclusive em projetos espaciais, em linha com a nova estratégia de segurança da Casa Branca, que desestimula o estreitamento de laços de nações das Américas com Pequim.

Dois projetos de telescópios chineses no Chile e na Argentina foram congelados desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca, à medida que líderes locais buscam evitar tarifas punitivas e preservar favores comerciais do governo americano.

Autoridades dos EUA descrevem essas instalações como possíveis ferramentas de vigilância capazes de ampliar a capacidade de Pequim de monitorar o território norte-americano e as atividades de Washington em uma região considerada crucial para a defesa interna.

A China reagiu acusando Washington de interferência e de politizar a cooperação científica.

Para Pequim, iniciativas como o laboratório espacial na Paraíba e grandes telescópios na América do Sul são apresentadas como projetos civis de pesquisa, enquanto um relatório de 2022 da Agência de Inteligência de Defesa dos EUA destaca o potencial de uso dual dessas infraestruturas.

Radiotelescópio BINGO coloca Paraíba no mapa da astronomia mundial

O laboratório espacial é lançado em paralelo ao BINGO, radiotelescópio construído em parceria entre China e Brasil e anunciado como o maior radiotelescópio da América do Sul.

O equipamento foi projetado para ajudar a estudar a estrutura do universo e a energia escura, abrindo espaço para que pesquisadores baseados no Nordeste brasileiro participem de colaborações internacionais de alto impacto científico.

Segundo a CETC, o BINGO também será capaz de rastrear satélites, meteoroides e outros corpos pequenos, além de contribuir para identificar possíveis ameaças de objetos próximos à Terra.

Telescópios potentes desse tipo são usados no monitoramento da chamada situação espacial, podendo prever quando satélites militares dos EUA passam acima de determinado território e auxiliar na coordenação do uso de armas antissatélite (ASAT), de acordo com o relatório de inteligência norte-americano citado.

Ao combinar um radiotelescópio gigante com um laboratório espacial dedicado à radioastronomia, Brasil e China criam um polo de pesquisa que, na prática, também tem relevância estratégica em vigilância espacial, gestão de tráfego orbital e defesa de infraestruturas críticas que dependem de satélites.

Espaço vira instrumento de diplomacia chinesa na América do Sul

A expansão do laboratório espacial e de telescópios como o BINGO se insere em uma estratégia mais ampla de Pequim.

Nas últimas duas décadas, a China vem utilizando suas capacidades espaciais em rápida evolução como ferramenta diplomática para ampliar influência na Ásia, na África e na América do Sul, instalando telescópios, construindo satélites e treinando pessoal estrangeiro.

No caso brasileiro, a iniciativa na Paraíba aprofunda os laços científicos destacados pela CETC e reforça a presença chinesa em infraestrutura tecnológica sensível no continente.

Ao aceitar avançar com o laboratório espacial mesmo sob pressão de Washington, o Brasil sinaliza que pretende preservar maior margem de autonomia na política externa e diversificar suas parcerias tecnológicas em meio à disputa geopolítica entre Estados Unidos e China.

Na sua opinião, o Brasil acerta ao apostar nesse laboratório espacial com a China mesmo diante da pressão dos Estados Unidos?

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Anderson Fernandes
Anderson Fernandes
16/12/2025 11:56

Os Estados Unidos só tem a oferecer golpes de Estado, invasão, destruição e roubalheira de países, intimidação, exploração, sabotagem, exploração e assassinatos contra os povos e muitas outras atrocidades. É muito ruim para a humanidade ter os Estados Unidos como «amigos». Os norte-americanos têm que ficar em seu devido lugar e respeitar os demais países. Com ou sem os Estados Unidos, a humanidade pode, deve e irá progredir. Aquilo que não soma nada de bom deve ser descartado. Simples assim.

Alcides Ayres
Alcides Ayres
14/12/2025 09:50

Em se tratando de progreso científico PARA O BEM, sou a favor de estreitarmos relações com qualquer país.

Antônio Migliano
Antônio Migliano
14/12/2025 06:59

Subserviência mudará apenas de nome de EUA para China …..L e esquerda sempre foram anti EUA e a favor dos impérios **** , «socialistas» e verdadeiros anti democráticos. Foro de São Paulo para qual motivo foi fundado por L e ****?

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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