Trânsito brasileiro ainda distante das cidades mais caóticas do mundo
Um levantamento da Inrix, divulgado recentemente, analisou os maiores congestionamentos do planeta.
O estudo mostrou que nenhuma cidade brasileira aparece entre as dez mais afetadas.
Embora o Brasil enfrente desafios urbanos, os motoristas ainda não convivem com o mesmo nível de atraso diário.
Em comparação, condutores de grandes metrópoles internacionais sofrem impactos mais severos no deslocamento.
Ranking global liderado por nova iorque e europa em destaque
De acordo com pesquisas, Nova Iorque ocupa a primeira posição.
A cidade registrou atrasos médios de 1h41 por motorista, em 2024.
Logo em seguida, Londres e Paris apresentam tempos de 1h39 e 1h37, respectivamente.
Além delas, a Cidade do México aparece entre os destaques negativos, com média de 1h36 por viagem.
Também figuram no ranking Chicago, Istambul, Los Angeles, Boston, Cidade do Cabo e Brisbane.
Esses dados revelam como a densidade populacional influencia diretamente o agravamento do trânsito em 2025.
A infraestrutura viária limitada também contribui de forma decisiva para os problemas enfrentados nessas metrópoles.
Rio de janeiro lidera no brasil segundo pesquisa da moovit
Um levantamento do aplicativo Moovit, realizado em 2023 e publicado em janeiro de 2025, reforça a situação brasileira.
Os dados mostraram que o Rio de Janeiro possui o maior tempo médio de deslocamento do País.
A média foi de 58 minutos por viagem, segundo a análise.
No cenário global, a capital fluminense aparece na oitava posição.
O resultado coloca a cidade à frente de Istambul e da Cidade do México.
Brasília surge logo depois, com 57 minutos por viagem em média.
Porto Alegre registra o menor tempo entre as capitais brasileiras, com 48 minutos por deslocamento.
A pesquisa analisou milhões de deslocamentos programados em 50 cidades diferentes.
O estudo reforça o impacto da mobilidade urbana no cotidiano dos brasileiros.
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Fatores que reduzem impacto dos congestionamentos no país
Embora os brasileiros convivam com longos deslocamentos, o Brasil não aparece entre os dez piores do mundo. Além disso, essa posição pode ser explicada por medidas estruturais.
Entre essas medidas, estão os corredores exclusivos para ônibus em grandes capitais. Além disso, destacam-se o incentivo a transportes sustentáveis, assim como os investimentos contínuos em transporte público de maior capacidade.
Da mesma forma, as obras em infraestrutura viária completam esse conjunto de soluções. Portanto, mesmo que os esforços sejam insuficientes diante da expansão urbana acelerada, eles têm colaborado para reduzir impactos.
Consequentemente, essas iniciativas já apresentam resultados. De fato, elas têm reduzido parcialmente o impacto do trânsito, ainda que o desafio continue sendo significativo e persistente.
Lista oficial das dez cidades mais congestionadas segundo a inrix
- Nova Iorque (EUA): 1h41
- Londres (Inglaterra): 1h39
- Paris (França): 1h37
- Cidade do México (México): 1h36
- Chicago (EUA): 1h36
- Istambul (Turquia): 1h31
- Los Angeles (EUA): 1h29
- Boston (EUA): 1h28
- Cidade do Cabo (África do Sul): 1h23
- Brisbane (Austrália): 1h14
Com base nesses resultados, fica claro que os desafios brasileiros permanecem constantes.
Mesmo assim, as cidades brasileiras ainda não atingiram o nível crítico de congestionamento registrado em grandes centros mundiais.
Será que, com o crescimento urbano acelerado, o Brasil conseguirá manter essa posição nos próximos anos?
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