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Cientistas descobrem um brilho incomum vindo de uma galáxia distante e após estudos revelam que se trata de um buraco negro, AT2018hyz supermassivo, que engoliu estrela em um evento de disrupção de maré

Escrito por Flavia Marinho
Publicado el 20/02/2026 a las 10:22
No Universo, uma equipe liderada por Yvette Cendes, acompanhou por mais de 2000 dias, o buraco negro AT2018hyz - 100 trilhões de vezes mais poderoso que a Estrela da Morte de Star Wars, para entender por que sua emissão de rádio aumentou 50 vezes e não para de crescer
Black Hole May Be ‘100 Trillion Times’ More Powerful Than The Death Star
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No Universo, uma equipe liderada por Yvette Cendes, acompanhou por mais de 2000 dias, o buraco negro AT2018hyz – 100 trilhões de vezes mais poderoso que a Estrela da Morte de Star Wars, para entender por que sua emissão de rádio aumentou 50 vezes e não para de crescer

Buraco negro, 100 trilhões de vezes mais poderoso que a ‘Estrela da Morte de Star Wars? Isso mesmo, o buraco negro AT2018hyz, supermassivo, destruiu uma estrela inteira em 2018. O que parecia apenas mais um evento extremo do Universo acabou se transformando em um dos fenômenos mais intrigantes da astronomia moderna.

Quatro anos depois de engolir a estrela, o objeto conhecido como AT2018hyz continua aumentando sua emissão de rádio e já está cerca de 50 vezes mais brilhante do que quando começou a ser detectado nesse comprimento de onda. Os modelos indicam que o pico pode acontecer em 2027.

O caso não chama atenção apenas pela violência cósmica, mas pelo impacto direto na tecnologia de observação espacial e na forma como grandes eventos energéticos são monitorados.

Video de YouTube

O que aconteceu no espaço

Em 2018, o sistema automatizado de varredura do céu All-Sky Automated Survey for SuperNovae identificou um brilho incomum vindo de uma galáxia distante. Tratava-se de um evento de disrupção de maré, conhecido pela sigla TDE.

Esse fenômeno ocorre quando uma estrela passa perto demais de um buraco negro supermassivo e é despedaçada pela força gravitacional. Parte do material é sugado. Outra parte é lançada para o espaço.

Até então, tudo estava dentro do padrão esperado pela comunidade científica.

O comportamento mudou anos depois.

O sinal que apareceu quase três anos depois

O AT2018hyz foi visto inicialmente em luz visível. No entanto, a emissão em rádio só apareceu 972 dias após a destruição da estrela.

O mais surpreendente é que, em vez de enfraquecer, o sinal continua crescendo.

Observações realizadas ao longo de mais de dois mil dias mostram que o brilho em rádio segue aumentando em todas as frequências analisadas. Esse comportamento foge do padrão típico, no qual a energia liberada tende a diminuir com o tempo.

A equipe liderada pela astrônoma Yvette Cendes acompanha o fenômeno para entender o motivo dessa escalada tardia.

As duas explicações mais prováveis

Existem dois cenários principais sendo analisados.

O primeiro envolve a liberação tardia de um grande volume de material, chamado de outflow esférico. Nesse caso, o buraco negro teria lançado matéria para o espaço mais de um ano após a destruição da estrela, gerando a emissão crescente em rádio.

O segundo cenário aponta para a formação de um jato relativístico, composto por partículas viajando a velocidades próximas à da luz. Se esse jato estiver fora do nosso campo direto de visão, o brilho pode demorar a aparecer. À medida que desacelera e se expande, o sinal aumenta rapidamente.

Eventos com jatos desse tipo podem alcançar níveis de energia comparáveis aos de uma gamma-ray burst, considerada uma das explosões mais poderosas do Universo.

Energia em escala extrema do buraco negro, 100 trilhões de vezes mais poderoso que a ‘Estrela da Morte de Star Wars’

As estimativas indicam que a energia liberada pelo AT2018hyz está na mesma ordem de grandeza das explosões de raio gama.

Para ilustrar a dimensão, comparações populares indicam que o fenômeno pode liberar trilhões de vezes mais energia do que estimativas fictícias atribuídas à arma da franquia Star Wars.

Mesmo considerando as incertezas naturais de medições feitas a distâncias cósmicas, os números impressionam.

O impacto na tecnologia e na engenharia espacial

O caso pode provocar mudanças importantes na forma como eventos desse tipo são acompanhados.

O tempo de observação em radiotelescópios é limitado e altamente disputado. Quando um evento não apresenta emissão inicial em rádio, muitas vezes ele deixa de ser monitorado com prioridade.

O AT2018hyz mostra que isso pode ser um erro estratégico.

Se outros eventos apresentarem comportamento semelhante, será necessário rever protocolos, ampliar o tempo de acompanhamento e investir em estratégias de monitoramento de longo prazo.

O que pode acontecer em 2027 com o Buraco negro, 100 trilhões de vezes mais poderoso que a ‘Estrela da Morte de Star Wars’

Os modelos atuais indicam que o brilho continuará aumentando até atingir um pico previsto para 2027. Se essa previsão se confirmar, o AT2018hyz poderá se tornar um dos principais estudos de caso sobre como buracos negros supermassivos liberam energia de forma tardia e prolongada.

A grande dúvida agora é quantos fenômenos semelhantes podem ter passado despercebidos simplesmente porque ninguém continuou observando por tempo suficiente.

O Universo pode não revelar seus eventos mais energéticos no momento da explosão. Em alguns casos, como este, o espetáculo começa anos depois.

Você acha que esse fenômeno é um caso isolado ou pode ser mais comum do que imaginamos? Deixe sua opinião nos comentários e participe da discussão sobre o futuro do monitoramento de buracos negros.

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Flavia Marinho

Flavia Marinho é Engenheira pós-graduada, com vasta experiência na indústria de construção naval onshore e offshore. Nos últimos anos, tem se dedicado a escrever artigos para sites de notícias nas áreas militar, segurança, indústria, petróleo e gás, energia, construção naval, geopolítica, empregos e cursos. Entre em contato com flaviacamil@gmail.com ou WhatsApp +55 21 973996379 para correções, sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.

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