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Café brasileiro cai no gosto chinês: Maior rede de cafés da China cria linha em homenagem ao Brasil com copos, capivaras de pelúcia e chaveiros e vira sucesso no gigante asiático

Publicado em 04/12/2025 às 15:27
Café, Café do Brasil, China
Imagem: Ilustração artística
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A Brazil Season, parceria entre ApexBrasil e Luckin Coffee, distribui copos temáticos e brindes em mais de 30 mil lojas chinesas, promovendo cafés brasileiros e fortalecendo acordos comerciais que ampliam vendas e visibilidade no maior mercado asiático emergente

Ao longo de dezembro, a Luckin Coffee decidiu colocar a marca Café do Brasil em todos os copos vendidos em suas mais de 30 mil lojas na China, porque a campanha Brazil Season busca reforçar a presença brasileira entre consumidores que já movimentam um mercado de quase meio bilhão de apreciadores de café.

A ApexBrasil coordena a ação e estima que 400 milhões de copos com identidade brasileira circulem ao longo do mês.

Além disso, o presidente da Agência, Jorge Viana, diz que cerca de 14 milhões de unidades serão vendidas por dia, portanto criando uma oportunidade inédita de fortalecimento da imagem do país como origem de cafés premium no mercado chinês.

Copos temáticos e brindes ampliam o alcance da campanha

Segundo o gerente-geral do escritório Ásia Pacífico da ApexBrasil, Victor Queiroz, os consumidores também receberão chaveiros e mini capivaras de pelúcia com a logomarca da Agência, porque a proposta inclui ativação direta nas lojas da rede. A previsão é de até duas mil unidades por loja.

A capivara, bastante popular no país asiático, ajuda a aproximar ainda mais o público do material promocional brasileiro, criando um apelo simpático e imediato.

Ele lembra que foram meses de negociação, mas agora os copos já exibem o visual brasileiro em todo o território chinês, o que reforça a relação comercial com um público que também compra volumes expressivos do café nacional.

Café, Café do Brasil, China
Imagem: Reprodução / X

Origem da ação e presença brasileira na CIIE

A Luckin Coffee lançou a coleção temática para destacar os grãos brasileiros adquiridos pela marca.

A ideia nasceu durante a China International Import Expo, realizada no último mês de novembro em Xangai, evento que contou com 800 mil visitantes e 3,4 mil empresas de 128 países.

Diariamente, cerca de dois mil copos de café brasileiro de alta qualidade foram distribuídos no Pavilhão do Brasil, portanto mantendo contato constante com o público presente.

Parceria entre Brasil e China começou antes da campanha atual

A aproximação entre ApexBrasil e Luckin Coffee teve início no final de 2023, no programa Exporta Mais Brasil.

Naquele período, representantes da rede chinesa visitaram Cacoal, em Rondônia, para conhecer os cafés da Amazônia. Quatro mil sacas foram vendidas em apenas um evento.

Esse primeiro contato abriu caminho para um acordo firmado em junho de 2024, que previa fornecimento de até 120 mil toneladas de café brasileiro até o fim do mesmo ano, ao valor de US$ 500 milhões.

A Luckin Coffee também assumiu compromisso de promover a bebida brasileira na China.

Autoridades como o vice presidente Geraldo Alckmin, Jorge Viana e o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, estiveram no país asiático para consolidar a parceria.

Reconhecimento da qualidade brasileira

Em agosto de 2024, a chefe de Desenvolvimento Sustentável da Luckin Coffee, Yan Yan Sabrina Zhao, visitou Brasília para retribuir a presença brasileira na China e reforçar que o café do Brasil é, segundo ela, o melhor do mundo.

Poucas semanas depois, em novembro, a ApexBrasil fechou um novo acordo com apoio do MDIC.

O compromisso prevê a compra de 240 mil toneladas do grão brasileiro entre 2025 e 2029, com valor estimado em US$ 2,5 bilhões, portanto mirando expansão prolongada da presença nacional no varejo chinês.

Um mês depois, já em maio de 2025, as duas partes acertaram a abertura de 34 lojas temáticas com identidade brasileira.

As unidades devem ampliar a exposição dos produtos nacionais e apresentar ao consumidor chinês elementos da cultura do Brasil vinculados ao café.

Consumo de café cresce na terra do chá

Com a campanha de dezembro, a China reforça que, embora tenha tradição milenar no chá, está incorporando o hábito do café em larga escala, principalmente a partir do produto brasileiro, que movimenta novas faixas do mercado asiático.

O avanço no consumo mostra mudança gradual e constante.

Resultados das exportações brasileiras para a China

Os números do comércio exterior confirmam a tendência observada ao longo das ações promocionais. Entre janeiro e outubro deste ano, o Brasil exportou US$ 335,1 milhões em café não torrado para a China.

Esse montante já representa mais de 50% de tudo que foi enviado ao país asiático durante o ano anterior.

Em 2024, as exportações somaram US$ 213,6 milhões, portanto ficando bem abaixo do desempenho atual e indicando trajetória de crescimento sustentado pelas campanhas, pelos acordos e pela ampliação das parcerias comerciais.

O ritmo de expansão reforça a presença brasileira no mercado chinês. E evidencia como a cooperação entre ApexBrasil e Luckin Coffee tem impacto direto na visibilidade do produto nacional.

Com informações de Canal Rural.

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Romário Pereira de Carvalho

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