Declaração abre caminho para exclusão de itens como café, cacau e abacaxi do tarifaço que entra em vigor nesta sexta-feira
Possibilidade de tarifa zero para produtos naturais foi mencionada nesta terça-feira (29) pelo secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, em entrevista à CNBC. A medida pode excluir da taxação de 50% alguns itens que não são cultivados em território norte-americano.
Segundo Lutnick, produtos como café, manga, abacaxi e cacau se enquadram na categoria de «recursos naturais» que não concorrem com a produção local. A declaração ocorre a poucos dias da entrada em vigor do novo tarifaço contra exportações brasileiras, marcada para 1º de agosto.
Café brasileiro pode escapar da taxação

Os Estados Unidos produzem apenas 1% do café que consomem. O restante é importado de países como Brasil, Colômbia, Vietnã e Etiópia. Por isso, a possibilidade de tarifa zero para produtos naturais pode beneficiar diretamente o café brasileiro, principal item de exportação agrícola do país.
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Dados do Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé) apontam que o Brasil exportou 50,44 milhões de sacas de 60 kg em 2024, com receita de US$ 12,5 bilhões. Os EUA foram o maior destino, recebendo 8,13 milhões de sacas — 16% do total.
Itens tropicais também estão na mira da isenção

Além do café, a fala de Lutnick incluiu produtos como manga, abacaxi, coco e cacau, que têm relevância para o agronegócio brasileiro. A medida, no entanto, não cita explicitamente o Brasil, nem define quais países seriam favorecidos em eventuais acordos.
Apesar disso, a sinalização do governo norte-americano abre espaço para negociações diplomáticas de curto prazo, especialmente no contexto da entrada em vigor das novas tarifas.
Você acha que o Brasil deve buscar isenção imediata para seus produtos naturais ou negociar um acordo mais amplo com os EUA?
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