Saiba por que o Caoa Chery Tiggo 7 Sport conquistou o mercado, quais problemas os donos mais relatam e como o câmbio CVT se tornou o principal ponto de crítica.
Em 2024, o Caoa Chery Tiggo 7 acumulou quase 31 mil emplacamentos, segundo a Fenabrave, um salto que colocou a versão Sport entre os modelos mais escolhidos do segmento e ajudou a consolidar a marca no radar do público brasileiro.
Mas a popularidade não veio sem desgaste. Com a expansão do número de proprietários, aumentaram também os relatos de problemas, especialmente em relação ao câmbio CVT, que se tornou o foco das críticas em grupos de donos e comunidades especializadas.
Questões envolvendo comportamento e durabilidade do conjunto mecânico passaram a fazer parte das discussões sobre o veículo.
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Neste conteúdo, analisamos os fatores que impulsionaram a ascensão do Tiggo 7 Sport, o que a versão realmente entrega e por que o câmbio se transformou no ponto mais sensível entre os proprietários.
A escalada do Tiggo 7 Sport no mercado brasileiro
O destaque que o Tiggo 7 Sport conquistou no mercado brasileiro em 2024 tem explicação direta nas escolhas feitas pela Caoa Chery.
Em vez de apostar apenas em tecnologia ou estilo, a marca inverteu a lógica tradicional e colocou o preço como protagonista.
A estratégia surtiu efeito: ao iniciar as vendas por R$ 135 mil — valor que mais tarde seria reajustado para R$ 147 mil — o SUV atraiu consumidores que buscavam um modelo mais espaçoso sem ultrapassar o orçamento típico dos utilitários compactos.
Esse movimento ajudou a impulsionar uma virada impressionante nas concessionárias.
O Tiggo 7 Sport, que havia registrado 6.349 unidades vendidas em 2023, avançou para um volume quase cinco vezes maior no ano seguinte, consolidando sua presença entre os SUVs médios mais procurados.
Outro elemento que favoreceu essa expansão foi o porte do veículo.

Muitos compradores foram convencidos pelo conjunto de dimensões — 4,50 metros de comprimento, 1,84 m de largura, 1,70 m de altura — e, especialmente, pelo porta-malas de 525 litros, capaz de acomodar famílias maiores e viagens mais longas.
O que mudou na versão Tiggo 7 Sport
Para atingir o preço mais competitivo, a montadora fez ajustes no pacote de itens oferecidos. Entre os equipamentos retirados estão:
- teto-solar panorâmico
- câmera 360°
- controle de cruzeiro adaptativo
- assistente de permanência em faixa
- alerta de colisão com frenagem automática
Mesmo assim, o Tiggo 7 Sport continuou sendo oferecido com uma lista de equipamentos considerada extensa para sua faixa de preço, incluindo:
- seis airbags
- bancos revestidos em couro
- painel digital de 12,3”
- multimídia de 10,25”
- chave presencial
- carregador por indução
- retrovisores com rebatimento elétrico
- rodas de 18”
Essa combinação manteve o apelo do modelo, especialmente entre famílias e motoristas que priorizam o espaço interno.
Novo conjunto mecânico do SUV da Caoa Chery divide opiniões
Outra mudança relevante foi a substituição do motor 1.6 turbo — o mesmo usado nas versões mais caras — pelo 1.5 turboflex de 150 cv e 21,4 kgfm, acoplado ao câmbio CVT que simula nove marchas.
E é justamente esse novo câmbio que se tornou alvo frequente de reclamações registradas por proprietários.
Além de apontarem consumo acima do esperado, muitos donos relatam falhas inesperadas, inclusive em carros zerados.
Problemas no câmbio CVT: o que dizem os proprietários?
O relato mais emblemático é o de Hernando, de Porto Alegre (RS), publicado no Reclame Aqui.
Ele descreve que o carro apresentou defeito logo após a compra:
“No dia 3 de janeiro de 2025, pegamos o carro Tiggo 7 Sport na concessionária em Porto Alegre (RS). Ficamos muito felizes, pois o carro é lindo, tem design impressionante, interno e externo, muito boa dirigibilidade. No final de semana seguinte, acordamos cedo porque marcamos de ir até Gramado curtir o carro novo em uma viagem. Antes de pegarmos a estrada, o carro parou no meio da rua e, de jeito nenhum (sic), andou mais. Isso aconteceu oito dias após pegarmos o carro, com [apenas] 247 km rodados”.
O veículo precisou ser rebocado até a concessionária, onde os técnicos constataram que seria necessário substituir o câmbio — um serviço que, segundo informado ao cliente, levaria cerca de 40 dias.
Diante do transtorno, o consumidor pediu a devolução do valor pago dentro do prazo legal e também o reembolso das despesas que teve com hospedagem e transporte.
A resposta da Caoa Chery confirmou a troca completa do câmbio sem custos, já que o carro estava dentro da garantia.
A empresa ainda informou que o veículo foi entregue novamente ao proprietário em 6 de fevereiro de 2025.

Mesmo após o contratempo, Hernando afirmou:
“Sempre fui muito bem atendido pelo SAC da Caoa Chery. Me disponibilizaram um carro reserva enquanto a troca do câmbio não acontecia. Dei nota 8 somente pela demora da troca, mas do restante não tenho o que reclamar”.
Outro caso é da Lislaine, que aconteceu em São Paulo.
«Em outubro de 2024 adquiri um Tiggo 7 Sport, tendo o veículo sendo retirado em 27/11/2024. No dia 31/01/2025, o veículo apresentou Falha na Transmissão ao tentar liga-lo pela manhã. Entrei em contato com o central de assistência, solicitei o guincho e o carro foi removido para a concessionária. Ao entrar em contato com a central de assistência para solicitar um carro reserva, fui informada que a liberação é feita em até 48 horas após a apresentação do diagnóstico pela concessionária.»
Em resposta, a empresa revelou que o «veículo foi devidamente reparado e retirado dia 05/02 junto a concessionária».
A dona do Tiggo 7 finalizou com: «Fiquei incomodada com a experiência que tive com a empresa. O reparo foi feito, mas o carro seguiu para diagnóstico após dois dias na concessionária. Além disso, o carro reserva somente foi liberado após a publicação da presente reclamação.»
A reclamação do cliente e outras podem ser lidas neste link.
Por que os relatos sobre o Tiggo 7 Sport chamam atenção?
A recorrência das queixas envolvendo o câmbio CVT preocupa futuros compradores, já que muitos relatos envolvem carros novos, com baixa quilometragem.
A situação reforça a necessidade de verificar o histórico do modelo e entender como a assistência técnica da marca vem lidando com os casos.
Apesar do sucesso comercial, o Caoa Chery Tiggo 7 Sport convive com a contradição de ser, ao mesmo tempo, um dos SUVs mais vendidos do país e um dos que mais acumulam relatos de problemas, segundo os donos.
Mesmo assim, o conjunto de espaço interno, lista de equipamentos e preço competitivo continua garantindo sua presença de destaque nas concessionárias.
Com informações do site MobiAuto.
Tenho um T7S a mais de um ano e essa questão sobre o câmbio é completamente novo pra mim.
Comprei um Tiggo 7 em julho 2924, até agora SÓ ALEGRIA! CARRO TOOOP!🤙
Esperar o que desses ching ling?
Produtos chinês só capinha de celular e utilidades domésticas e olhe lá.
Se perder (e com certeza vai perder) o valor é pequeno.
Queria entender uma pessoa que gasta milhares de reais num produto chinês.
Rapaz, vc parou no tempo e no espaço; acorda… a China hoje produz tbm qualidade, design e tecnologia.
Assim como tem produtos ruins na China, tem nos EUA, Europa e Brasil.
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Acho que vc não se informa mais, a China se consolidou como líder mundial de tecnologia e já colocou Japão Alemanha e EUA no passado.