1. Inicio
  2. / Ciência e Tecnologia
  3. / Capaz de substituir até 6 trabalhadores em lavouras de tomate, esse robô agrícola chinês faz polinização, poda, desbaste e colheita por um custo muito menor
Tiempo de lectura 5 min de lectura Comentarios 1 comentario

Capaz de substituir até 6 trabalhadores em lavouras de tomate, esse robô agrícola chinês faz polinização, poda, desbaste e colheita por um custo muito menor

Escrito por Geovane Souza
Publicado el 21/01/2026 a las 15:55
Capaz de substituir até 6 trabalhadores em lavouras de tomate, esse robô agrícola chinês faz polinização, poda, desbaste e colheita por um custo muito menor
Robô agrícola da Universidade de Fudan usa IA para polinizar, podar e colher tomates e pode substituir até 6 trabalhadores com custo menor.
  • Reação
  • Reação
4 pessoas reagiram a isso.
Reagir ao artigo

Pesquisadores da Universidade de Fudan, na China, desenvolveram um robô agrícola capaz de executar várias etapas do cultivo de tomate com inteligência artificial e autonomia. Testes e dados divulgados indicam que uma unidade pode substituir até seis trabalhadores e custar uma fração de soluções estrangeiras.

A automação no campo costuma avançar em tarefas isoladas, mas um projeto chinês vem chamando atenção por prometer um pacote completo de operações em uma lavoura de tomates. De acordo com reportagem publicada pelo Poder360 em 19 de janeiro de 2026, o equipamento foi criado por uma equipe do laboratório de robótica da Universidade de Fudan.

A aposta é que um único robô dê conta do trabalho equivalente ao de até seis pessoas, o que pode mudar o cálculo de produtividade em estufas e plantações intensivas em mão de obra. Segundo a agência estatal Xinhua, a eficiência observada em testes de campo e o grau de automação foram pontos que despertaram interesse do setor.

O custo também entrou no centro do debate. As informações publicadas indicam que o robô pode sair por algo entre 10% e 20% do preço de alternativas estrangeiras, dependendo da configuração e da comparação usada.

A notícia chega em um contexto em que produtores enfrentam pressão por reduzir custos e manter regularidade de colheita, enquanto governos e empresas aceleram projetos de agricultura inteligente e robótica agrícola. A China, em especial, tem associado esses esforços ao uso de dados e sistemas de IA em escala.

Como o robô agrícola atua na lavoura de tomates do começo ao fim

Foto: Xinhua News

O diferencial do protótipo descrito nas reportagens é cobrir várias etapas do cultivo, em vez de ser uma máquina de função única. Segundo a Xinhua, ele consegue atuar em polinização, poda de folhas, desbaste de frutos e colheita, que costumam exigir equipes treinadas ao longo do ciclo do tomate.

Na prática, isso significa que o robô pode alternar entre tarefas delicadas e tarefas mais pesadas sem depender de troca constante de equipamento. O Poder360 descreve o sistema como multifuncional e voltado a operações completas em plantações de tomate, com integração de IA para perceber e agir no ambiente.

Esse tipo de combinação interessa especialmente a ambientes de cultivo com alta repetição de rotinas, como estufas. A lógica é reduzir gargalos de mão de obra em momentos críticos, por exemplo na polinização e no pico de colheita.

Visão 3D, navegação autônoma e IA na agricultura como a máquina enxerga e decide

A descrição técnica divulgada pela Xinhua mostra um conjunto de tecnologias que trabalham juntas. O robô usa percepção por visão 3D, navegação autônoma, decisão com apoio de computação em nuvem e aprendizado profundo, combinação que tenta aproximar a execução da forma como humanos avaliam o ambiente.

Um exemplo citado na reportagem é o braço biônico se movendo entre plantas de tomate enquanto o sistema de visão 3D varre a cena. A matéria descreve sensores avaliando condições na flor e algoritmos processando dados rapidamente para realizar a polinização com precisão.

O desafio central é lidar com o que parece simples para gente, mas confunde máquinas, como frutos escondidos por folhas, galhos próximos e passagens estreitas em linhas densas. A equipe relata que precisou trabalhar em soluções para detecção em casos de oclusão e para movimentação segura do braço robótico em meio à folhagem.

Segundo a Xinhua, o projeto avançou por quatro anos e passou por quatro gerações de protótipos, evoluindo de braços industriais para robôs autônomos. A liderança do time é atribuída a Shang Huiliang, professor associado da universidade, com participação de pesquisadores de áreas como mecânica, eletrônica, controle, software e IA.

Um ponto simbólico é a taxa de sucesso na polinização mencionada na reportagem, acima de 90% mesmo em condições naturais mais difíceis. Esse dado é usado como argumento de que a automação já não se limita a ambientes totalmente controlados.

Testes no campo e promessa de custo baixo que pode acelerar a automação na agricultura

As reportagens indicam que o robô não ficou só no laboratório. A Xinhua afirma que o modelo estava em testes de campo em uma fazenda do Bright Food Group na região de Chongming, o que reforça a tentativa de validar desempenho em cenário real.

Já o Poder360 relaciona o início do projeto a 2021 e cita que uma demonstração de pesquisa ligada ao grupo teria direcionado a atenção dos pesquisadores para a robótica agrícola, além de reforçar a tese de que havia lacunas urgentes de automação em ambientes agrícolas.

Se o custo mais baixo se confirmar em escala, a tecnologia pode se espalhar mais rápido, inclusive em operações que hoje não conseguem bancar robôs importados. Ao mesmo tempo, quanto mais barato o hardware, maior tende a ser a disputa por dados, manutenção e softwares que garantam autonomia e segurança.

Sinong e o salto do modelo de linguagem agrícola de código aberto na China

A mesma onda de IA na agricultura aparece em outro anúncio recente. Segundo a Xinhua, a Universidade Agrícola de Nanjing apresentou em 13 de janeiro de 2026 o Sinong, descrito como o primeiro modelo de linguagem grande vertical de código aberto do país voltado ao setor agrícola.

De acordo com a reportagem, o modelo foi treinado com um conjunto amplo e estruturado de dados, incluindo quase 9 mil livros, mais de 240 mil artigos acadêmicos e cerca de 20 mil documentos de políticas e padrões, além de conteúdo baseado na web. A proposta é cobrir temas como horticultura, recursos ambientais, economia agrícola, proteção de plantas e melhoramento de culturas.

Outro detalhe relevante é o formato de distribuição. A Xinhua relata que o Sinong foi disponibilizado como código aberto em plataformas como ModelScope e GitHub, com a justificativa de reduzir barreiras para adoção e permitir desenvolvimento por empresas e instituições.

Na prática, a combinação de robótica agrícola e modelos de linguagem sugere um caminho em que máquinas ganham não só “braços”, mas também sistemas para orientar decisões e padronizar recomendações técnicas. A disputa passa a ser quem entrega produtividade sem aumentar dependência tecnológica e sem deixar pequenos produtores de fora.

No seu ponto de vista, esse robô e a IA agrícola são uma solução inevitável para o campo ou um risco de substituição de empregos que pode sair do controle se o custo cair rápido. Deixe um comentário dizendo de que lado você fica e o que deveria virar regra para proteger trabalhadores e produtores ao mesmo tempo.

Inscreva-se
Notificar de
guest
1 Comentário
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Feedbacks
Visualizar todos comentários
Manoel Leopoldo Filho
Manoel Leopoldo Filho
22/01/2026 06:57

Esse é um caminho sem volta, não se consegue mais mão de obra para o trabalho no campo.

Geovane Souza

Especialista em criação de conteúdo para internet, SEO e marketing digital, com atuação focada em crescimento orgânico, performance editorial e estratégias de distribuição. No CPG, cobre temas como empregos, economia, vagas home office, cursos e qualificação profissional, tecnologia, entre outros, sempre com linguagem clara e orientação prática para o leitor. Universitário de Sistemas de Informação no IFBA – Campus Vitória da Conquista. Se você tiver alguma dúvida, quiser corrigir uma informação ou sugerir pauta relacionada aos temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: gspublikar@gmail.com. Importante: não recebemos currículos.

Compartir en aplicaciones
1
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x