Casal americano compra duas casas abandonadas na Sicília, investe € 250 mil e transforma as ruínas em uma residência moderna com vista deslumbrante
Um casal americano decidiu realizar o sonho de ter uma casa na Itália e acabou transformando duas ruínas em uma residência luxuosa. Inspirados nos programas italianos de “casas por um euro”, Tamara e Gary Holm investiram € 250 mil — o equivalente a R$ 1,6 milhão — para reformar dois imóveis abandonados na Sicília. As informações são do portal Casa e Jardim.
Eles moram em Los Angeles, nos Estados Unidos, mas se apaixonaram pela vila de Sambuca di Sicilia, localizada a cerca de uma hora de Palermo.
A primeira casa foi comprada em junho de 2019 por € 19 mil (R$ 119 mil) após várias tentativas frustradas em leilões de “um euro”.
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Duas casas viraram uma só
A residência original estava em estado precário, com mofo, infiltrações e até pássaros morando no interior.
Para ampliar o espaço, o casal adquiriu a casa vizinha por mais € 8 mil (R$ 50 mil) e decidiu unificá-las. O objetivo era criar um lar acolhedor e moderno, mas mantendo o charme típico das construções italianas.
A reforma demorou a começar por causa da pandemia de Covid-19, o que adiou os planos até janeiro de 2022.
Desde então, Tamara e Gary passaram a dividir o tempo entre os Estados Unidos e a Itália para acompanhar as obras, contando também com o apoio de empreiteiros locais.
Projeto finalizado em 2024
As obras estruturais terminaram em maio de 2024, e agora o casal dedica-se aos detalhes decorativos. A nova casa conta com quatro quartos — dois deles suítes — além de uma sala de TV que pode ser convertida em um quinto dormitório.
O destaque da propriedade é o terraço, que ganhou forno de pizza, churrasqueira e banheiro. De lá, é possível admirar o lago e as montanhas da região, cenário que reforça o clima de tranquilidade que os inspirou.

Sonho compartilhado nas redes
Tamara e Gary registram cada etapa da transformação em vídeos publicados no YouTube. Nas redes sociais, o casal compartilha dicas de reforma, bastidores das obras e momentos em família com o filho Mickey, de 4 anos, enquanto aproveitam a nova vida no interior da Sicília.
Com informações de Casa e Jardim.
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Em 1968, o engenheiro italiano Giorgio Rosa decidiu colocar em prática um sonho que parecia impossível: criar uma ilha em águas internacionais e transformá-la em uma nação livre de burocracias.
Seu plano era simples, mas ousado. Ele queria construir uma plataforma no Mar Adriático, além do limite do território italiano, e declarar sua independência.
O projeto começou dez anos antes, em 1958, financiado com recursos próprios. Mesmo enfrentando resistência das autoridades marítimas da Itália, Giorgio persistiu.
Ele acreditava que poderia provar que um homem comum era capaz de fundar um país a partir do zero.
A estrutura foi erguida com concreto e aço, sobre pilares firmemente cravados no fundo do mar. Quando finalmente terminou a obra, Giorgio proclamou o local como uma nova nação: a República da Ilha das Rosas.
Um símbolo de liberdade em plena contracultura
A iniciativa surgiu em um momento turbulento da história. O mundo ainda sentia os efeitos da Segunda Guerra Mundial, enquanto os anos 1960 traziam ventos de mudança.
A juventude protestava, as mulheres lutavam por direitos e a contracultura se espalhava.
Nesse contexto, a pequena ilha se tornou um símbolo de liberdade. Jovens começaram a visitá-la com frequência, atraídos pela ideia de viver sem regras.
O local virou uma espécie de refúgio alternativo, com bar, restaurante, loja de souvenires e até um pequeno correio.
Cartas e pedidos de cidadania chegavam de várias partes do mundo. Para muitos, Giorgio era um visionário que havia criado um paraíso livre. Para o governo italiano, porém, ele era uma ameaça.
Tempestades, resistência e o início do fim da ilha
Na primeira noite em que dormiu na ilha, Giorgio enfrentou uma violenta tempestade. O vento quase o lançou ao mar.
Qualquer outra pessoa teria desistido, mas ele não. Acreditava tanto em seu projeto que perfurou o fundo do mar com uma sonda para captar água doce — e conseguiu.
A coragem impressionava, mas também irritava as autoridades. A movimentação crescente de visitantes e o discurso de independência começaram a incomodar o governo da Itália, que passou a vigiar a plataforma.
Apesar disso, Giorgio seguia firme. O projeto original previa cinco andares, mas apenas metade do primeiro foi concluída. Ainda assim, a ilha resistiu por 55 dias após sua inauguração.
A explosão que encerrou um sonho
Em 1969, o governo italiano decidiu acabar com o experimento. A Marinha tomou o controle da estrutura e iniciou a destruição.
Ao contrário do que mostra o filme inspirado na história, a Ilha das Rosas não foi explodida de uma vez só.
Foram necessárias duas rodadas de explosivos, aplicadas em dias diferentes, para causar danos significativos à estrutura.
Mesmo assim, a plataforma resistiu parcialmente — um testemunho da habilidade do engenheiro. O colapso final veio com outra tempestade, que afundou o que restava da construção.
Durante meses, partes da ilha ainda podiam ser vistas na superfície do Adriático.
O golpe final foi cruel: além de perder a ilha, Giorgio Rosa teve que pagar as despesas da operação militar que a destruiu.
Ele quitou a dívida aos poucos, com o salário de professor, profissão que passou a exercer depois do episódio.
Ilha das Rosas: da destruição ao renascimento nas telas
Décadas depois, a história de Rosa inspirou o filme “A Incrível História da Ilha das Rosas”, lançado pela Netflix.
O diretor Sydney Sibilia reconstruiu a plataforma em tamanho real — cerca de 400 metros quadrados — em uma gigantesca piscina de mar represado na ilha de Malta.
As filmagens enfrentaram dificuldades parecidas com as do próprio engenheiro, reforçando o quanto seu projeto havia sido ambicioso.
Mesmo com o fim trágico, a Ilha das Rosas continuou a despertar curiosidade. Quarenta anos depois, mergulhadores encontraram restos da plataforma no fundo do mar e levaram fragmentos à superfície.
Um deles, um simples tijolo, foi entregue a Giorgio com uma dedicatória simbólica: “Um pedacinho de um sonho para um grande sonhador.”
Giorgio Rosa morreu em 2017, aos 92 anos. Morreu sem sua ilha, mas com o reconhecimento de ter transformado um sonho improvável em um dos episódios mais extraordinários da engenharia e da liberdade humana.
Com informações de Portal Litoral Sul.
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