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Gostava dos celulares da ASUS? Empresa deixará de lançar novos aparelhos, encerrando gradualmente linhas como Zenfone e ROG Phone após resultados fracos, e redirecionará seus investimentos para inteligência artificial, notebooks corporativos e servidores de IA

Escrito por Ruth Rodrigues
Publicado em 20/01/2026 às 18:53
Sem novos lançamentos de celular, a ASUS reorganiza a empresa, aposta em IA e encerra um ciclo marcado por Zenfone e ROG Phone.
Sem novos lançamentos de celular, a ASUS reorganiza a empresa, aposta em IA e encerra um ciclo marcado por Zenfone e ROG Phone.
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Sem novos lançamentos de celular, a ASUS reorganiza a empresa, aposta em IA e encerra um ciclo marcado por Zenfone e ROG Phone.

Quem acompanha a ASUS no mercado de celular percebeu o sinal antes do anúncio oficial: não há novos smartphones no horizonte.

A empresa confirmou que deixará de lançar novos modelos, decisão que encerra um ciclo importante de sua história e consolida o fim de uma era no segmento mobile.

A informação foi confirmada pelo presidente da companhia, Jonney Shih, em declarações divulgadas pelo portal taiwanês Inside TW.

Apesar de evitar o termo “encerramento definitivo”, a ASUS deixou claro que o celular não faz mais parte de suas prioridades estratégicas.

A empresa passa, agora, por uma reconfiguração profunda de seus investimentos e equipes.

O que muda para quem já tem celular da ASUS?

Para os consumidores, a principal preocupação é o suporte. Segundo a empresa, usuários que já possuem celulares da marca não ficarão desassistidos.

Serviços de reparo, garantia e atendimento continuarão ativos, mesmo sem novos lançamentos.

Jonney Shih afirmou que processos internos estão sendo ajustados justamente para garantir uma transição sem rupturas.

Assim, a ASUS tenta minimizar impactos diretos para sua base atual de clientes.

A nova direção adotada pela ASUS reposiciona o celular fora do núcleo estratégico da companhia.

Sem planos para lançar novos aparelhos, linhas tradicionais como Zenfone e ROG Phone ficam sem continuidade.

Embora a empresa evite declarar o fim definitivo dessa atuação, a inexistência de novos produtos em desenvolvimento aponta para uma retirada gradual do mercado de smartphones.

Dessa forma, o encerramento desse ciclo surge como reflexo natural da nova estratégia adotada.

Resultados fracos aceleraram a decisão

A saída gradual do mercado de celular não aconteceu por acaso. De acordo com relatos de fontes internas, os lançamentos do Zenfone 12 Ultra e do ROG Phone 9 FE, apresentados em 2025, tiveram desempenho abaixo das expectativas comerciais.

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Esses resultados reforçaram uma avaliação já em curso dentro da empresa: competir no mercado de smartphones exige altos investimentos, enquanto o retorno se torna cada vez mais limitado diante da concorrência global.

Um novo desenho para a empresa

Enquanto o celular perde espaço, outras áreas ganham protagonismo. A ASUS iniciou uma ampla reorganização interna, deslocando equipes de Pesquisa e Desenvolvimento para setores considerados mais estratégicos.

Parte dos engenheiros passou a atuar no desenvolvimento de notebooks corporativos com foco em inteligência artificial, aproveitando a experiência com chips Qualcomm.

Esses profissionais também serão envolvidos em projetos baseados nas plataformas Snapdragon X e Dragonwing.

IA assume papel central na estratégia da ASUS

O eixo dessa transformação é a inteligência artificial (IA). A empresa decidiu concentrar esforços no que chama de “IA física”, um campo que reúne robótica, dispositivos vestíveis e sistemas capazes de interagir diretamente com o ambiente.

Além disso, a ASUS aposta que os avanços em IA tornarão os óculos inteligentes produtos de uso amplo.

Por isso, esse tipo de tecnologia passou a ser tratado como prioridade absoluta dentro da companhia.

Números ajudam a explicar a virada

Do ponto de vista financeiro, a mudança ocorre em um momento positivo. Em 2025, a ASUS registrou receita de 738,91 bilhões de dólares taiwaneses, cerca de R$ 125,7 bilhões, representando crescimento de 26,1% em relação ao ano anterior.

O principal motor desse resultado foi o segmento de servidores de IA, que superou expectativas e dobrou sua meta de crescimento.

Em contrapartida, o aumento no preço de memórias RAM continua pressionando produtos tradicionais.

Produtos sem IA podem ficar mais caros

Dentro desse novo cenário, Jonney Shih admitiu que equipamentos que não incorporam inteligência artificial, como notebooks convencionais, podem sofrer reajustes de preço.

A declaração reforça que a ASUS passou a tratar a IA como critério central de competitividade.

Assim, ao reduzir sua atuação no mercado de celular e apostar fortemente em inteligência artificial, a ASUS não apenas encerra um capítulo, mas redefine sua identidade para os próximos anos.

Fonte: CanalTech

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Ruth Rodrigues

Formada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), atua como redatora e divulgadora científica.

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