CEO da Ford alerta para avanço de rivais asiáticos e anuncia plataforma elétrica acessível para enfrentar mudanças no mercado automotivo.
O CEO da Ford, Jim Farley, voltou a expressar preocupação com a ascensão das fabricantes chinesas de carros elétricos.
Em diferentes ocasiões, ele classificou essa expansão como uma “ameaça existencial” para as montadoras tradicionais.
Durante o Aspen Ideas Festival 2025, Farley foi direto e citou duas marcas que, segundo ele, merecem atenção especial: BYD e Geely.
-
5 carros lançados em 2016 que ainda valem a pena em 2026: de Creta e Kicks a Compass, Cruze e Toro, modelos envelheceram bem e seguem fortes no mercado de usados
-
O jogo virou no varejo automotivo em março: depois de liderar fevereiro com folga, o Dolphin Mini perde força, despenca para fora do pódio e vê o HB20 protagonizar uma arrancada inesperada da 9ª posição até a vice-liderança nas vendas
-
YouTuber compra ‘Bugatti’ por US$ 30 mil em site da China, espera 4 meses pela caixa gigante e descobre algo tão estranho que virou motivo de risada
-
Novo centro de testes da BYD no Galeão promete avaliar carros em condições reais e acelerar tecnologias automotivas com investimento de R$300 milhões
O executivo destacou que essas empresas avançam rapidamente em tecnologia, qualidade e custos, fatores decisivos para conquistar espaço no mercado europeu.
No passado, Farley também já havia elogiado o crescimento de companhias como Huawei e Xiaomi no setor automotivo.
Experiência direta na China
Farley fala com base em observação de perto. Em 2024, ele visitou a China sete vezes para acompanhar de perto a evolução da indústria local.
Em uma dessas viagens, ficou impressionado com a velocidade de inovação das marcas. “O que realmente me tira o sono é a velocidade com que os chineses estão inovando”, afirmou.
Esse interesse levou a Ford a desmontar e analisar um veículo elétrico da BYD.
Entre os pontos que chamaram atenção, o CEO destacou a eficiência das baterias LFP (fosfato de ferro-lítio). Produzidas internamente pela marca chinesa, elas eliminam o pagamento de margens de lucro para fornecedores e mantêm a qualidade.
Ajustes necessários na Ford
Para enfrentar essa concorrência, Farley defende mudanças na estrutura de produção da Ford.
Segundo ele, é necessário ter fábricas menores, usar menos mão de obra e reduzir a complexidade dos processos. Essa estratégia busca aproximar a eficiência da empresa americana ao ritmo de desenvolvimento das marcas chinesas.
Ele reforçou que a competitividade depende de agilidade. O avanço de BYD e Geely, por exemplo, pressiona as fabricantes ocidentais a revisar modelos de produção e acelerar lançamentos.
Nova plataforma elétrica
A resposta da Ford já está programada. No dia 11 de agosto, a empresa fará uma apresentação importante no Kentucky para revelar sua nova plataforma de veículos elétricos. Farley descreveu esse lançamento como um “momento Modelo T” para a montadora, fazendo referência ao impacto histórico que o veículo teve no início do século XX.
O foco será a produção de carros elétricos compactos, acessíveis e equipados com tecnologia de ponta. O objetivo é ampliar o alcance da marca e competir diretamente com os modelos chineses, que se destacam pelo custo-benefício.
Estratégia para o futuro
A nova arquitetura promete otimizar custos e acelerar o desenvolvimento de veículos elétricos acessíveis. Farley acredita que essa abordagem permitirá à Ford recuperar espaço no mercado e atender melhor às demandas de um público global cada vez mais exigente.
O mais importante, segundo ele, é agir rapidamente para não perder participação em um setor em transformação acelerada. Para o CEO, o cenário exige decisões firmes e investimentos direcionados para enfrentar a ameaça representada pelo avanço das fabricantes chinesas.
-
-
-
-
8 pessoas reagiram a isso.