CG 160, Factor 150 e Bros 160 dominam as motos usadas com consumo acima de 30 km/l, manutenção barata e preços entre R$ 7 mil e R$ 14 mil.
A Honda CG 160, a Yamaha Factor 150 e a Honda Bros 160 formam hoje o trio mais racional do mercado brasileiro de motos usadas para quem precisa rodar todos os dias. Elas unem consumo acima de 30 km/l, manutenção extremamente barata e uma mecânica feita para aguentar uso pesado, inclusive em serviços de entrega.
Com preços que variam entre R$ 7 mil e R$ 14 mil, essa categoria virou o ponto de entrada mais sólido para quem busca renda com moto ou simplesmente quer um veículo econômico para o deslocamento diário. São modelos que não prometem emoção, mas entregam durabilidade, economia e liquidez total no mercado.
Honda CG 160 usada: a campeã de consumo e resistência no trabalho pesado
A CG 160 mantém a reputação de moto mais confiável do Brasil por um motivo simples: mecânica simples e extremamente resistente. O motor monocilíndrico de 162,7 cm³, com injeção eletrônica, entrega cerca de 14,9 cv e torque suficiente para uso urbano constante.
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O consumo real gira entre 35 e 42 km/l, dependendo do ritmo e da carga. Em uso de trabalho, a CG mantém médias superiores a praticamente todas as concorrentes diretas.
A suspensão simples, o peso reduzido e o custo baixíssimo de peças fazem da CG a moto mais barata de manter no Brasil. Ela roda milhares de quilômetros com custo mínimo e raramente gera despesas inesperadas.
Yamaha Factor 150 usada: suavidade mecânica, economia e equilíbrio no uso diário
A Factor 150 se destaca por oferecer funcionamento mais suave que a maioria das motos da categoria. Seu motor de 149 cm³, também com injeção eletrônica, entrega cerca de 12,4 cv com respostas lineares e baixo nível de vibração.
O consumo real oscila entre 32 e 38 km/l, ficando muito próximo da CG. A grande vantagem da Yamaha está na durabilidade do conjunto interno e na estabilidade do motor em altas rotações.
A embreagem macia, o câmbio preciso e a ciclística equilibrada tornam a Factor uma excelente moto para quem roda longas jornadas todos os dias. Ela não é a mais barata, mas é uma das mais confortáveis da categoria.
Honda Bros 160 usada: a mais versátil entre as motos econômicas
A Bros 160 ocupa um patamar diferente dentro do trio por ser a única com proposta on-road e off-road ao mesmo tempo. Seu motor de 162,7 cm³ é o mesmo da CG, com potência próxima de 14,9 cv, mas com entrega diferente por conta da relação de marchas.
O consumo fica entre 30 e 35 km/l, ligeiramente abaixo da CG, mas ainda muito competitivo.
A grande vantagem está na posição de pilotagem elevada, suspensão de curso longo e capacidade de enfrentar ruas ruins, terra e lombadas com facilidade.
Para quem roda em regiões com asfalto ruim, vias de terra ou trechos irregulares, a Bros se torna a moto mais durável do trio. Ela aguenta impacto, torção e uso severo como poucas.
Consumo real e custo por quilômetro rodado
Na prática, as três motos entregam um dos menores custos por quilômetro do Brasil. Abastecer com pouco combustível e rodar dezenas de quilômetros virou padrão nesse segmento.
A CG lidera em economia pura. A Factor compensa com suavidade e menor desgaste mecânico.
A Bros sacrifica um pouco no consumo para oferecer mobilidade absoluta.
Em qualquer cenário, o gasto mensal com combustível dessas motos fica muito abaixo de carros populares, fazendo delas máquinas de renda para quem trabalha com entregas.
Manutenção, durabilidade e custo de propriedade
As três motos compartilham a mesma filosofia: mecânica simples, peças abundantes e mão de obra barata. Trocas de óleo, filtros, pastilhas, relação e pneus têm os menores custos do mercado brasileiro.
Motores desse porte são conhecidos por rodar 80, 100 e até 150 mil km com manutenção básica.
Não há histórico de falhas crônicas graves nesse trio.
Outro ponto decisivo é o valor de revenda extremamente alto. CG, Factor e Bros dificilmente ficam paradas em classificados, o que reduz drasticamente o risco financeiro.
Por que esse trio domina o mercado de motos usadas no Brasil
O domínio da CG 160, Factor 150 e Bros 160 não é moda, é lógica econômica. Elas unem baixo custo inicial, despesa mínima por mês, alta durabilidade e liquidez quase imediata.
Enquanto motos maiores consomem mais combustível, exigem peças caras e seguros elevados, esse trio permite rodar o mês inteiro com gasto previsível. Esse é exatamente o perfil que sustenta o sucesso no Brasil. São motos que não impressionam pelo visual, mas dominam o mercado porque entregam exatamente o que prometem.
| Especificações | Honda CG 160 | Yamaha Factor 150 | Honda Bros 160 |
|---|---|---|---|
| Motor | 162,7 cm³, monocilíndrico, injeção eletrônica | 149 cm³, monocilíndrico, injeção eletrônica | 162,7 cm³, monocilíndrico, injeção eletrônica |
| Potência | ~14,9 cv | ~12,4 cv | ~14,9 cv |
| Torque | ~1,43 kgfm | ~1,3 kgfm | ~1,6 kgfm |
| Consumo | 35 a 42 km/l | 32 a 38 km/l | 30 a 35 km/l |
| Peso | ~117 kg | ~129 kg | ~134 kg |
| Câmbio | 5 marchas | 5 marchas | 5 marchas |
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