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China cobre geleiras com mantas geotêxteis gigantes e consegue frear o derretimento em áreas pequenas

Escrito por Noel Budeguer
Publicado el 18/01/2026 a las 18:07
China cobre geleiras com mantas geotêxteis gigantes e consegue frear o derretimento em áreas pequenas
Teste com mantas geotêxteis reduziu o derretimento local, mas o custo e a escala limitam a aplicação, enquanto o aquecimento global segue pressionando o gelo
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Teste com mantas geotêxteis reduziu o derretimento local, mas o custo e a escala limitam a aplicação, enquanto o aquecimento global segue pressionando o gelo

A China começou a testar uma ideia que chama atenção: cobrir trechos de geleiras com mantas brancas geotêxteis, como se fossem lençóis térmicos, para reduzir o derretimento durante o período mais quente.

O resultado aparece de forma clara em áreas pequenas, com ganho de espessura do gelo e queda na taxa de fusão. Ao mesmo tempo, a técnica levanta um ponto decisivo: funciona localmente, mas não resolve o problema na origem.

Geleira Dagu, em Sichuan, foi coberta com 500 metros quadrados de manta branca

Em 2019, uma equipe da Academia de Ciências da China cobriu cerca de 500 metros quadrados da geleira Dagu, na província de Sichuan, durante os meses mais quentes.

A proposta era simples: colocar as mantas brancas sobre neve e gelo para tentar comprar tempo diante do aumento de temperatura.

Após cerca de dois meses e meio, o material foi retirado e a área protegida ficou com gelo até 1 metro mais espesso do que as partes próximas sem cobertura.

O que a manta faz no gelo: mais albedo e menos calor virando derretimento

As mantas são geotêxteis brancos pensados para reduzir o aquecimento do gelo por dois caminhos principais: bloquear parte do calor e refletir a radiação solar.

Isso aumenta o albedo, que é a capacidade de refletir luz. Com mais reflexão, menos energia vira calor na superfície da geleira.

Na prática, o efeito buscado é desacelerar o derretimento no ponto coberto, especialmente no auge do verão.

Derretimento caiu 34% no período de agosto de 2020 a outubro de 2021

O teste em Dagu indicou redução na taxa de fusão em torno de 34% entre agosto de 2020 e outubro de 2021.

Em outros locais e estudos do mesmo tipo, apareceram reduções locais no verão que chegaram a 59% a 70%.

Mesmo com esses números, o ganho fica restrito ao que é coberto. Fora da manta, o gelo segue exposto ao calor e à radiação.

Por que não dá para cobrir tudo: seriam mais de 250.000 km² de geleiras no planeta

A “sábana térmica” usada sobre o gelo ajuda a refletir a radiação solar e frear o derretimento em áreas específicas da geleira.

A própria lógica do método limita a expansão. Cobrir grandes extensões exigiria logística pesada, equipe constante e reposição de material.

Há estimativas de que proteger de forma massiva os mais de 250.000 km² de geleiras do planeta seria caro demais, mesmo que o derretimento local caia 50% a 60%.

Além disso, as mantas precisam ser colocadas e retiradas a cada temporada, sofrem desgaste e podem virar resíduo se a gestão não for bem feita.

China já perdeu 26% da área glaciar desde 1960 e viu 7.000 geleiras sumirem

O país já perdeu cerca de 26% da sua área glaciar desde 1960, e cerca de 7.000 pequenas geleiras desapareceram completamente nesse período.

Em regiões como as montanhas Qilian e o planalto tibetano, o recuo do gelo pressiona reservas de água doce, afetando milhões de pessoas.

O derretimento também aumenta riscos de deslizamentos, enchentes repentinas e colapsos de barragens naturais formadas por gelo e detritos.

A manta pode salvar pontos turísticos e áreas críticas, mas não resolve as emissões

As mantas podem servir para proteger áreas críticas, como pontos turísticos, trechos vulneráveis e locais estratégicos para abastecimento de água, quando a ação precisa ser imediata e localizada.

Esse tipo de tecnologia aparece ao lado de outras tentativas, como neve artificial e iniciativas voltadas à criosfera, dentro de marcos como o Ano Internacional da Preservação dos Glaciares, 2025 e o Decênio de Ação para as Ciências Criosféricas, 2025 a 2034.

O debate central continua aberto: a técnica ganha tempo, mas não substitui o corte de gases de efeito estufa que seguem aquecendo o planeta.

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Sergio
Sergio
20/01/2026 21:09

😃😃Me gusta la idea 👍👍 cualquier avance o intento para frenar el calentamiento global es algo muy importante en el mundo entero👌👌
Todos los países deberían hacer lo mismo en vez de tirar el dinero en bombas nucleares

Christian
Christian
20/01/2026 15:06

En el Perú se han perdido muchos glaciares

ALBERTO PEDRO
ALBERTO PEDRO
20/01/2026 14:13

Que tonto, y ****ánto calentamiento y emisiones se CO2,, genera la fabricación de las membranas y su transporte e instalación? Pero el remedio que la enfermedad.

Angela Luiza criscuolo Amantino paes
Angela Luiza criscuolo Amantino paes
Em resposta a  ALBERTO PEDRO
23/01/2026 08:57

Bem se para o bem da Natureza e Humanidade acredito que vale apena tentar essa manta nos 250.000km

Fuente
Noel Budeguer

Sou jornalista argentino baseado no Rio de Janeiro, com foco em energia e geopolítica, além de tecnologia e assuntos militares. Produzo análises e reportagens com linguagem acessível, dados, contexto e visão estratégica sobre os movimentos que impactam o Brasil e o mundo. 📩 Contato: noelbudeguer@gmail.com

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