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Temporal devastador de Minas Gerais já soma 59 mortos – Juiz de fora ultrapassa 700 mm de chuva acumulada

Escrito por Roberta Souza
Publicado em 26/02/2026 às 19:44
Atualizado em 26/02/2026 às 22:58
Zona da mata - alagamento - deslizamento - tragédia - destruição - Juiz de Fora
Fonte: IA
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Em apenas três dias, mais de 1.500 ocorrências foram registradas; buscas chegaram a ser suspensas por risco de novos deslizamentos

Em menos de 72 horas, a chuva transformou bairros inteiros em áreas de risco na Zona da Mata mineira. O número de mortos chegou a 59 vítimas, enquanto ao menos 15 pessoas seguem desaparecidas sob os escombros. O cenário já coloca o temporal entre os mais graves da história recente da região.

As cidades mais atingidas são Juiz de Fora e Ubá, onde ruas ficaram submersas, encostas cederam e centenas de famílias tiveram que abandonar suas casas às pressas.

O que mais preocupa agora não é apenas o que já aconteceu — mas o que ainda pode acontecer.

O balanço atualizado da tragédia

De acordo com dados oficiais divulgados até o fim da tarde desta quinta-feira (26):

  • 53 mortos e 13 desaparecidos em Juiz de Fora
  • 6 mortos e 2 desaparecidos em Ubá

Somadas, são 59 mortes confirmadas e 15 pessoas ainda não localizadas.

O número pode aumentar, já que as equipes continuam trabalhando em áreas onde há suspeita de vítimas soterradas.

113 mm em uma madrugada: o que isso significa?

Durante a última madrugada, choveu 113 milímetros em Juiz de Fora.

Para entender o impacto: esse volume pode representar quase metade da média prevista para todo o mês, concentrado em poucas horas. Quando a água cai nesse ritmo, o solo não consegue absorver — ele satura.

E solo saturado significa:

  • Deslizamentos de terra
  • Queda de barreiras
  • Rachaduras estruturais
  • Desabamento de imóveis

Foi exatamente isso que aconteceu em bairros como Jardim Natal, onde novas casas cederam após o encharcamento do terreno.

Fonte: IA

Buscas interrompidas por risco de novos deslizamentos

O trabalho do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais chegou a ser interrompido durante a madrugada.

O motivo: risco real de novos desmoronamentos enquanto equipes atuavam nos escombros.

Em tragédias como essa, o tempo é decisivo. Mas a segurança dos próprios socorristas também entra na conta.

As buscas foram retomadas pela manhã com apoio de:

  • Cães farejadores
  • Escavadeiras
  • Equipamentos manuais de precisão

Cada minuto conta.

Mais de 1.500 ocorrências em três dias

A Defesa Civil registrou mais de 1.500 ocorrências desde segunda-feira (23) apenas em Juiz de Fora.

Entre elas:

  • Alagamentos generalizados
  • Deslizamentos de encostas
  • Muros e estruturas comprometidas
  • Interdições de ruas inteiras

Algumas áreas precisaram ser evacuadas preventivamente após novos alertas de instabilidade do solo.

Milhares fora de casa

O número exato de desabrigados ainda é atualizado pelas autoridades, mas já se fala em milhares de pessoas desalojadas ou desabrigadas na região.

Escolas, ginásios e centros comunitários foram transformados em abrigos emergenciais.

Além da perda de vidas, há também o impacto silencioso:

  • Famílias que perderam tudo
  • Comerciantes com estoques destruídos
  • Moradores sem previsão de retorno

A reconstrução pode levar meses — ou anos — dependendo do grau de comprometimento das áreas atingidas.

Exército reforça operação

A Prefeitura de Juiz de Fora informou que 100 militares do Exército vão reforçar o atendimento às vítimas.

O apoio inclui:

  • Logística de distribuição de mantimentos
  • Organização de abrigos
  • Auxílio no controle de áreas evacuadas

A medida busca acelerar o atendimento diante da dimensão da tragédia.

Por que o risco continua alto?

O problema agora é cumulativo.

O solo já está saturado após dias consecutivos de chuva. Mesmo precipitações menores podem desencadear novos deslizamentos.

Especialistas apontam quatro fatores que ampliam o risco:

  1. Chuvas concentradas em curto período
  2. Ocupação de encostas
  3. Drenagem urbana insuficiente
  4. Solo já encharcado desde o início da semana

A previsão indica chuva pelo menos até sexta-feira (27), mantendo a região em estado de alerta máximo.

Uma tragédia que expõe fragilidades urbanas

Eventos extremos como esse se tornaram mais frequentes nos últimos anos. Quando atingem áreas urbanas densas e com ocupação irregular, o impacto é multiplicado.

Encostas ocupadas, impermeabilização do solo e crescimento urbano acelerado formam uma combinação perigosa diante de volumes intensos de chuva.

O resultado está nos números: 59 vidas perdidas em apenas três dias.

Solidariedade e próximos dias

Enquanto as buscas continuam, campanhas de arrecadação se espalham pela cidade.

Doações de:

  • Água
  • Alimentos
  • Roupas
  • Produtos de higiene

estão sendo direcionadas aos abrigos.

Mas o desafio maior começa depois que a chuva passa: reconstruir bairros inteiros, oferecer suporte psicológico às famílias e reavaliar áreas de risco.

A pergunta que permanece é: quantas outras cidades brasileiras estão vulneráveis a um cenário semelhante?

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Roberta Souza

Autora no portal Click Petróleo e Gás desde 2019, responsável pela publicação de mais de 8.000 matérias que somam milhões de acessos, unindo técnica, clareza e engajamento para informar e conectar leitores. Engenheira de Petróleo e pós-graduada em Comissionamento de Unidades Industriais, também trago experiência prática e vivência no setor do agronegócio, o que amplia minha visão e versatilidade na produção de conteúdo especializado. Desenvolvo pautas, divulgo oportunidades de emprego e crio materiais publicitários direcionados para o público do setor. Para sugestões de pauta, divulgação de vagas ou propostas de publicidade, entre em contato pelo e-mail: santizatagpc@gmail.com. Não recebemos currículos

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