Chuvas na Ásia foram “como um tsunami” e deixam 1.250 mortos. Cidades estão submersas e autoridades alertam para risco de novos deslizamentos.
As chuvas na Ásia foram “como um tsunami” e deixam mais de 1.250 mortos, segundo balanços oficiais, após uma combinação rara de ciclones e fortes monções provocar destruição em três países.
O desastre atinge especialmente Tailândia, Indonésia e Sri Lanka, onde as enchentes começaram na última semana, espalhando deslizamentos de terra, isolando cidades e deixando mais de um milhão de desabrigados.
A tragédia ganhou contornos ainda mais dramáticos porque, em muitas áreas, o acesso só ocorreu por helicópteros militares, acionados após comunidades inteiras ficarem ilhadas.
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O impacto mais severo veio de tempestades simultâneas que se formaram no Oceano Índico, intensificando chuvas que avançaram sobre regiões densamente povoadas.
Assim, autoridades alertam que o número de vítimas deve aumentar devido ao grande volume de desaparecidos.
Tailândia enfrenta caos e sobreviventes relatam cenário de “apocalipse”
A Tailândia está entre os países mais afetados. Na cidade de Hat Yai, no sul do país, as enchentes atingiram até 2,4 metros de altura, transformando um importante polo comercial em uma zona de isolamento total.
Foi ali que Wassana Suthi, responsável por um lar de idosos, viveu dias de pânico ao tentar manter vivos pacientes acamados enquanto a água subia ao redor do prédio.
“Choveu tanto que não dava para sair de casa”, relatou Suthi, descrevendo o momento em que teve de levar os idosos para o segundo andar, enquanto a energia elétrica se apagava e a equipe passou a depender de baterias para alimentar cilindros de oxigênio.
Durante dias, todos trabalharam à luz de velas. O único contato com o mundo exterior veio quando um helicóptero do Exército lançou alimentos no telhado do prédio.
Quando as águas começaram a baixar, o cenário visto por Suthi parecia irreal. Ela descreveu:
“Quando vi pessoas na rua fazendo fila para conseguir comida, algumas procurando por parentes desaparecidos, carros abandonados nas ruas. Parecia cena de filme, um apocalipse.”
Mesmo após a enchente, a preocupação não terminou. “Agora estou mais preocupada com a alimentação líquida para meus pacientes… está muito difícil encontrar suprimentos líquidos na minha região”, disse.
A província de Songkhla, onde fica Hat Yai, já contabiliza 181 mortes.
Chuvas na Ásia foram “como um tsunami” e deixam mais de 1.250 mortos: Indonésia registra a maior parte das vítimas
A Indonésia concentra o maior número de mortes registradas até agora.
Em Sumatra, um ciclone provocou deslizamentos e enxurradas que devastaram comunidades inteiras.
Ao menos 744 pessoas morreram e 551 continuam desaparecidas, segundo autoridades locais.
Equipes de resgate ainda lutam para remover lama e restos de construções que soterraram casas e bloquearam estradas.
Ademais a intensidade das chuvas surpreendeu até moradores mais experientes com desastres naturais. Regiões de floresta tropical viraram lamaçais, e rios transbordaram com força inédita.
Sri Lanka vive a pior enchente em uma década
Quase mil quilômetros ao oeste, o Sri Lanka enfrenta seu próprio colapso humanitário. As chuvas na Ásia foram “como um tsunami” e deixam mais de 1.250 mortos também por ali, onde um ciclone trouxe o pior evento climático em dez anos.
O país já registra 410 mortos e 336 desaparecidos. Praias famosas foram tomadas pela água, e estradas foram engolidas por enchentes rápidas.
A Índia mobilizou helicópteros e navios militares para resgatar vítimas de diversas nacionalidades incluindo cidadãos da Alemanha, Reino Unido, Polônia, África do Sul e outros países e entregar suprimentos emergenciais.
Até mesmo o Paquistão, rival histórico da Índia, enviou equipes militares de apoio.
Recuperação lenta e temor pelo futuro
De volta à Tailândia, Wassana Suthi tenta reorganizar o lar de idosos enquanto avalia o que ficou para trás.
Assim a destruição da região levanta outra preocupação: o futuro.
“Nunca foi tão grave. Mas este ano, todos dizem a mesma coisa: foi como um tsunami”, afirmou.
Especialistas alertam que eventos extremos tendem a se intensificar, aumentando os riscos para populações vulneráveis em regiões tropicais.
Por isso, governos locais agora pressionam por estratégias de prevenção antes que uma nova temporada de tempestades traga mais um capítulo de sofrimento.

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