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Ciclone bomba é avistado e tempestade histórica entra no radar com rajadas de 80 km/h, 40 milhões sob alerta e satélite GOES-19 revelando núcleo sobre a costa leste dos Estados Unidos e até 60 cm de neve

Escrito por Alisson Ficher
Publicado el 24/02/2026 a las 11:10
Actualizado el 24/02/2026 a las 11:12
Ciclone bomba atinge a Costa Leste dos EUA com neve acima de 60 cm, rajadas de 80 km/h e 40 milhões sob alerta meteorológico.
Ciclone bomba atinge a Costa Leste dos EUA com neve acima de 60 cm, rajadas de 80 km/h e 40 milhões sob alerta meteorológico.
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Tempestade histórica com ciclone bomba atinge Costa Leste dos EUA, provoca neve acima de 60 cm, rajadas intensas e paralisa serviços em grandes cidades, deixando milhões sob alerta e revelando imagens impressionantes de satélite do núcleo sobre o Atlântico.

Uma tempestade de inverno associada a um ciclone bomba avançou sobre a Costa Leste dos Estados Unidos, combinando neve volumosa, vento forte e baixa visibilidade, em um cenário que paralisou serviços e levou autoridades a restringirem deslocamentos em vários estados.

Com o sistema em intensificação rápida, avisos e alertas meteorológicos se espalharam por uma faixa extensa, do estado de Maryland ao Maine, alcançando dezenas de milhões de moradores sob risco de condições típicas de nevasca.

Imagens do satélite GOES-19 mostram núcleo do ciclone bomba

Imagens do satélite meteorológico GOES-19, operado pela NOAA em cooperação com a NASA, mostraram a estrutura espiralada do ciclone sobre o Atlântico, com o centro do sistema próximo ao litoral do Nordeste americano durante o pico do evento.

No entanto, o que coloca esse tipo de tempestade em outra categoria é o ritmo de fortalecimento: meteorologistas descrevem como “ciclone bomba” quando há queda acentuada de pressão em pouco tempo, o que tende a elevar rajadas e intensificar a precipitação.

A mesma dinâmica favoreceu a ocorrência de episódios de tempo severo dentro do próprio sistema, incluindo relatos de trovoadas com neve em áreas do Nordeste, um fenômeno menos comum em grandes nevascas costeiras.

Rajadas de 80 km/h e visibilidade reduzida afetam aeroportos e rodovias

Em aeroportos e áreas metropolitanas, a combinação de neve úmida e vento persistente reduziu a visibilidade e dificultou operações de pista, ao mesmo tempo em que a sensação de apagamento do horizonte se repetiu em rodovias e vias urbanas.

Ao longo do período mais crítico, houve registro de rajadas acima de 55 mph, patamar que sustenta o risco de queda de galhos, árvores e danos à rede elétrica, sobretudo quando a neve se acumula sobre a fiação.

Ainda assim, os impactos não ficaram restritos ao vento: a taxa de neve aumentou em faixas específicas do ciclone, com volumes expressivos em curtos intervalos, elevando o risco de bloqueios súbitos e complicando a retirada do acúmulo nas ruas.

Acumulados de neve superam 60 centímetros em áreas do Nordeste

Medições e balanços divulgados por autoridades e pela imprensa local indicaram que diferentes cidades e condados ultrapassaram 60 centímetros de neve em pontos do corredor entre Nova Jersey, Long Island e setores da Nova Inglaterra, onde bandas mais intensas se fixaram.

Em Newark, no estado de Nova Jersey, foram reportados cerca de 46 centímetros, enquanto o Central Park, em Manhattan, teve um volume próximo de 38 centímetros, números que ajudam a dimensionar a força do evento em áreas densamente povoadas.

Em Rhode Island, houve registro de acumulados acima de dois pés em algumas localidades, com destaque para Warwick, citada por veículos americanos como um dos pontos com maior volume durante a passagem do sistema.

Por outro lado, a distribuição foi desigual: trechos relativamente próximos tiveram volumes menores, uma característica esperada em grandes ciclones costeiros, em que a neve se organiza em faixas mais estreitas, alternando picos e áreas de transição.

Queda de energia e cancelamento de voos ampliam impacto da tempestade

Video de YouTube

O avanço da tempestade derrubou o fornecimento de energia para centenas de milhares de consumidores na Costa Leste, com relatos concentrados em estados do Nordeste, onde o peso da neve e o vento ampliaram a chance de avarias.

Enquanto isso, companhias aéreas cancelaram milhares de voos e acumularam atrasos em sequência, especialmente nos aeroportos que servem a área de Nova York e a região de Boston, onde o fluxo nacional costuma ser mais sensível a bloqueios.

A interrupção também atingiu o transporte público, com sistemas reduzindo serviços, suspendendo linhas e ajustando horários, uma resposta comum quando a visibilidade cai e a remoção de neve não acompanha o ritmo do acúmulo em trilhos e corredores.

Em medidas adicionais, autoridades locais anunciaram restrições ao tráfego não essencial em áreas sob nevasca mais intensa, citando risco de acidentes, bloqueio de vias e necessidade de liberar corredores para equipes de emergência e limpeza.

Escolas fechadas e alerta prolongado para milhões de moradores

Com estradas degradadas e incerteza sobre a duração do pico de neve, redes de ensino suspenderam aulas presenciais em grandes distritos, e municípios ampliaram orientações para que moradores evitassem deslocamentos, salvo situações urgentes.

Além disso, o cenário elevou a preocupação com pessoas em situação de vulnerabilidade, tema citado por autoridades em comunicados públicos durante a preparação para o evento, diante da combinação de frio, vento e mobilidade reduzida.

Mesmo quando a precipitação começou a perder força em alguns pontos, meteorologistas alertaram que o risco não desaparece de imediato, porque o vento pode continuar levantando neve, a rede elétrica segue exposta e a limpeza urbana costuma levar dias.

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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