Ciclone extratropical associado à baixa pressão provoca instabilidade atmosférica, rajadas de vento e frente fria no Sul.
Um ciclone extratropical começou a se organizar entre o nordeste da Argentina e o Uruguai nesta sexta-feira (9), provocando instabilidade atmosférica, chuvas intensas e rajadas de vento principalmente no território uruguaio.
O sistema, monitorado por meteorologistas da MetSul, deve ter curta duração, baixa capacidade de intensificação e impactos limitados no Brasil, afetando sobretudo os estados do Sul com temporais isolados e a passagem de uma frente fria ao longo do fim de semana.
Baixa pressão dá origem ao ciclone extratropical
O processo de formação do ciclone extratropical teve início com o aprofundamento de uma baixa pressão sobre o norte e o nordeste da Argentina.
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Esse tipo de sistema ocorre quando há circulação atmosférica instável próxima à superfície, favorecendo o desenvolvimento de nuvens carregadas.
Ainda na sexta-feira, a baixa pressão avançou em direção ao Uruguai, provocando tempestades severas em solo argentino.
Houve registros de chuva volumosa, ventos fortes e risco de granizo em algumas regiões.
Esse avanço rápido da baixa pressão marcou o estágio inicial do sistema, preparando o cenário para a organização do ciclone nas horas seguintes.
Ciclone extratropical se organiza sobre o Rio da Prata
No sábado (10), o centro do sistema se consolidou sobre a região do Rio da Prata, próximo ao sul do Uruguai e à área metropolitana de Montevidéu.
Nesse momento, os meteorologistas confirmaram oficialmente a formação do ciclone extratropical.
A pressão atmosférica no centro do sistema deve atingir cerca de 997 hectopascais (hPa).
Esse valor indica um ciclone ativo, porém distante de configurações extremas já observadas em outros episódios na América do Sul.
Apesar disso, a presença do ciclone extratropical intensifica a instabilidade atmosférica, elevando o risco de temporais localizados.
Por que o sistema não deve se intensificar
Segundo especialistas, a principal razão para a curta duração do ciclone extratropical está na ausência de uma massa de ar frio mais intensa.
Esse contraste térmico é essencial para que o sistema ganhe força.
“Esse ciclone terá vida curta, porque não haverá a atuação de uma massa de ar frio mais intensa para sustentá-lo”, explica Estael Sias.
De acordo com a MetSul, sem esse reforço térmico, a baixa pressão não consegue se aprofundar ao avançar para o oceano Atlântico, fazendo com que o sistema perca energia rapidamente.
Rajadas de vento atingem principalmente o Uruguai
Os efeitos mais expressivos do ciclone extratropical devem ser sentidos no Uruguai, especialmente entre sábado e domingo.
Cidades como Montevidéu, Colônia do Sacramento, San José, Canelones e Maldonado podem registrar rajadas de vento entre 70 km/h e 100 km/h.
“O campo de vento forte será bastante restrito e concentrado próximo ao centro do ciclone”, destaca Estael.
Por isso, o Sul do Brasil não deve enfrentar ventos ciclônicos persistentes, aqueles que duram várias horas e costumam causar danos estruturais mais amplos.
Instabilidade atmosférica afeta o Sul do Brasil
Mesmo sem a passagem direta do ciclone extratropical sobre o território brasileiro, a instabilidade atmosférica aumenta de forma significativa.
A combinação entre calor, umidade e queda da pressão favorece a ocorrência de temporais isolados.
Entre sexta e sábado, o sol aparece entre nuvens no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
No entanto, o aquecimento ao longo da tarde pode estimular pancadas de chuva localmente fortes, acompanhadas de rajadas de vento e eventual queda de granizo.
No Rio Grande do Sul, os ventos aumentam no domingo, mas de maneira moderada, variando entre 50 km/h e 70 km/h em áreas do interior.
Frente fria avança e muda o tempo no domingo
No domingo (11), uma frente fria associada ao ciclone extratropical avança pela Região Sul.
A chuva se concentra principalmente no norte e no nordeste do Rio Grande do Sul, além de Santa Catarina e Paraná.
Em alguns pontos, os volumes podem ser elevados em curto período.
Enquanto isso, no restante do território gaúcho, o tempo tende a melhorar gradualmente ao longo do dia.
“Não se trata de vento ciclônico contínuo, mas de rajadas fortes e rápidas associadas a tempestades isoladas.
A MetSul reforça que não há risco de um evento extremo como o registrado em dezembro em São Paulo. Tudo indica que será um ciclone fraco, pequeno e distante do Centro do Brasil”, observa Estael.

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