Longe dos grandes centros, a cidade brasileira de Itapema, no litoral norte de Santa Catarina, virou queridinha ao combinar metro quadrado caro, obras, mega píer turístico com Hard Rock flutuante, marina de iates e arranha-céu de 70 andares com piscina nas alturas, atraindo investidores do Brasil e exterior.
A cidade brasileira de Itapema, com cerca de 75 mil habitantes, chegou ao segundo lugar no ranking nacional do metro quadrado mais caro, com média de R$ 14.702 por metro quadrado, atrás apenas de Balneário Camboriú, que registra R$ 14.776 por metro quadrado. Em poucos anos, esse pequeno município litorâneo passou a disputar espaço com grandes capitais na prateleira imobiliário brasileiro.
Entre 2024 e o primeiro semestre de 2025, o salto foi impulsionado por mais de 400 obras em andamento, cerca de 200 novos projetos em aprovação e um pacote de infraestrutura que inclui o alargamento da faixa de areia, uma nova marina com mais de 200 vagas para embarcações e o Píer Turístico Oporto, previsto para inaugurar ainda em 2025 com o primeiro Hard Rock Café flutuante do mundo.
Itapema aprende com Balneário Camboriú e cria rota própria

Especialistas do setor afirmam que Itapema não apenas surfou a onda da vizinha Balneário Camboriú como aprendeu com seus acertos e desafios para construir um modelo próprio de expansão urbana.
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A lógica é clara: mirar em alto padrão, mas com foco em valorização sustentável e urbanismo mais equilibrado.
Segundo o presidente da construtora Gessele, João Conhaqui, o ritmo de obras públicas e privadas vem reconfigurando o padrão urbano em praticamente todas as regiões do município, elevando calçadas, fachadas, áreas de lazer e a qualidade dos empreendimentos.
O resultado é uma cidade brasileira que mistura vocação turística de praia com ambiente de investimentos robustos, voltados a quem busca patrimônio de longo prazo.
Esse movimento transformou Itapema em destino frequente para compradores de várias regiões do Brasil e também do exterior.
Indicadores de segurança urbana, renda per capita elevada e oferta crescente de serviços exclusivos completam o pacote, fazendo com que o município passe a competir diretamente com grandes capitais no radar dos investidores.
Landbank bilionário garante segurança a quem compra na planta
No jogo dos investimentos imobiliários, um dos sinais mais observados por compradores sofisticados é o landbank, o estoque de terrenos de uma construtora.
Em Itapema, a Gessele, comandada por Conhaqui, detém cerca de R$ 2 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV) em áreas estratégicas, incluindo terrenos quadra mar, cada vez mais escassos na região.
Para o investidor que compra na planta, olhar o tamanho e a qualidade do landbank virou tão importante quanto visitar o apartamento decorado.
Em um mercado de ciclos longos, a capacidade de sustentar ativos caros é vista como indicador de fôlego financeiro e de menor risco de atrasos ou problemas na entrega.
O desempenho recente da Gessele reforça essa percepção. A empresa registrou crescimento de 300% em 2024 na comparação com o ano anterior e, apenas no primeiro semestre de 2025, igualou todo o faturamento de 2024, com projeção de dobrar o resultado até dezembro.
O avanço das vendas acompanha a escalada dos preços, à medida que o metro quadrado de Itapema se aproxima de forma consistente do patamar da vizinha Balneário Camboriú.
George VI: prédio pé na areia com valorização acima de 200%
No portfólio da construtora, o edifício George VI simboliza o alto patamar da cidade brasileira. O empreendimento pé na areia, localizado no Canto da Praia, foi entregue em julho com 91,7% das unidades vendidas e valorização superior a 200% desde 2021.
No mesmo período, a alta média nacional dos imóveis foi de 36,68%, segundo o índice FipeZap.
Na prática, quem comprou no lançamento em Itapema viu o investimento multiplicar de forma muito mais acelerada do que a média do país, consolidando o município como vitrine de retorno expressivo.
O George VI também reforça a estratégia de associar alto custo à localização: fachada imponente de frente para o mar, áreas comuns sofisticadas e foco em plantas amplas voltadas a um público disposto a pagar mais por exclusividade, vista privilegiada e serviços de alto padrão.
Charles II Yacht Royal Home: 70 andares, piscina nas alturas e marina própria
Se o George VI mostra o estágio atual do mercado, o Charles II Yacht Royal Home by Okean antecipa o próximo capítulo da cidade brasileira.
O empreendimento terá 70 andares, rooftop a 252 metros de altura com piscina de borda infinita voltada para o mar, heliponto homologado e marina com capacidade para 114 jet skis, além de atracador para grandes embarcações ligado ao Rio Perequê.
O prédio ficará na rua do futuro píer turístico, onde será erguido o Píer Turístico Oporto com o Hard Rock Café flutuante.
A combinação de arranha-céu, infraestrutura náutica e entretenimento internacional cria um novo ícone urbano na orla de Itapema, aproximando a experiência da cidade de destinos consagrado no exterior.
Com VGV projetado acima de R$ 800 milhões, o Charles II já tinha mais de 70% das 114 unidades pré-reservadas mesmo antes do lançamento oficial previsto para o primeiro semestre.
O apetite antecipado dos compradores indica confiança na continuidade da valorização e na consolidação de Itapema como polo de alto padrão.
alto patamar real, sustentabilidade e projetos pensados para durar décadas
A estratégia da Gessele passa também por um posicionamento conceitual que busca diferenciar a cidade brasileira de outros destinos que cresceram rápido demais.
Segundo a vice-presidente da empresa, Paula Gessele, as inspirações em grandes obras europeias e britânicas e referências de realeza servem para reforçar a ideia de legado e de arquitetura pensada para atravessar gerações, não apenas para ser tendência de curto prazo.
A construtora desenvolveu um manual próprio, o chamado de alto patamar real, além do programa Eco Royal, alinhado a normas ISO, que integra eficiência energética, qualidade construtiva e gestão ambiental.
A meta é entregar prédios que façam sentido economicamente hoje e continuem relevantes daqui a 30 anos, reduzindo custos de manutenção e preservando o valor das unidades ao longo do tempo.
Em um mercado imobiliário cada vez mais concorrido, Paula defende que o verdadeiro diferencial não está em quem lança mais projetos, mas em quem consegue entregar ativos mais perenes, sustentáveis e coerentes com o capital que o cliente está alocando.
E você, colocaria seu dinheiro em um imóvel de alto padrão nessa cidade brasileira em ascensão ou ainda prefere apostar em grandes capitais tradicionais como São Paulo e Rio de Janeiro?
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