A cidade discreta de Santa Catarina que parecia coadjuvante assumiu o topo em valor de vendas e reposicionou o mapa do luxo. Itapema liderou o VGV após análise de mais de 111 mil imóveis e, a 13,7 km de Balneário Camboriú, elevou o metro quadrado e o turismo premium regional
A cidade discreta de Santa Catarina deixou de ser apenas “vizinha conveniente” e passou a ser o próprio centro do jogo quando os números imobiliários apontaram Itapema como líder de vendas. O salto chamou atenção porque mexe com um símbolo local: Balneário Camboriú, por anos referência automática quando o assunto é preço e status no litoral.
O ponto mais relevante não é a fama, é a combinação de distância curta, liquidez e produto imobiliário. Quando Itapema assume a liderança em VGV e aparece com metro quadrado entre os mais valorizados, o mercado interpreta como mudança estrutural, não como temporada de alta pontual.
O que os números dizem sobre Itapema e o tamanho do movimento

A plataforma de negócios imobiliários DWV analisou mais de 111 mil propriedades comercializadas ao longo do ano e colocou Itapema no topo do ranking de Valor Geral de Vendas.
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O VGV citado foi de cerca de R$ 4,1 bilhões em negociações apenas no ano passado, um patamar que reposiciona Itapema na prateleira de decisões de investimento.
Esse tipo de ranking é relevante porque mostra onde o capital realmente girou, e não apenas onde houve anúncio.
VGV alto costuma sinalizar demanda consistente e oferta com aceitação, especialmente quando o volume não vem de uma venda única, mas de um fluxo de transações que se repete.
Por que Balneário Camboriú virou parâmetro e como Itapema passou na frente

Balneário Camboriú continua sendo a marca mais conhecida, mas o dado central é que Itapema assumiu a liderança em valor de imóveis vendidos no ano passado.
Para o investidor, isso muda o mapa mental: a comparação deixa de ser “cidade badalada” e passa a ser “onde o dinheiro fechou negócio”.
A proximidade pesa no cálculo. Itapema fica a 13,7 km de Balneário Camboriú, o que cria um efeito prático de deslocamento de demanda.
Quando o comprador quer acesso ao entorno sem aceitar o custo ou a saturação do destino mais óbvio, ele migra para o raio imediato, e o metro quadrado responde.
Metro quadrado em alta e o que o mercado chama de liquidez seletiva
O C.B. Radar apontou Itapema com o segundo metro quadrado mais caro do Brasil, dado que reforça o componente de valorização além do volume de VGV.
Metro quadrado alto, por si só, não garante mercado saudável, mas indica que a precificação já está em outro patamar.
A leitura complementar veio na forma de “liquidez mais seletiva”, associada a produtos bem posicionados. Isso significa que não é qualquer imóvel que performa, e sim o que se encaixa em localização, padrão e demanda.
Quando a liquidez fica seletiva, o luxo não é só preço, é especificação, e isso costuma acelerar a concentração de capital em poucos perfis de empreendimentos.
Cidade discreta de Santa Catarina, turismo endinheirado e mudança de público
A cidade discreta de Santa Catarina passou a atrair turistas endinheirados e milionários que antes ignoravam o destino, e isso tende a andar junto com o ciclo imobiliário.
Quando o VGV cresce e o metro quadrado sobe, a cidade fica mais visível para públicos que buscam padrão, serviços e rotina de veraneio com mais privacidade.
Itapema também carrega atributos simbólicos que reforçam narrativa local, como o apelido “Capital dos Ultraleves”. Esse tipo de identidade ajuda a diferenciar o destino sem depender de comparação direta com Balneário Camboriú o tempo todo.
Quanto mais a cidade constrói marca própria, menos ela depende da sombra da vizinha para justificar preço e presença.
O que observar daqui para frente no novo polo de luxo
Se Itapema já aparece no topo do VGV e com metro quadrado entre os mais caros, o próximo passo do mercado é testar resiliência.
O que define se a virada se sustenta é a repetição de vendas em ciclos seguintes, mantendo volume e preço sem travar liquidez, especialmente em um litoral que alterna picos e entressafras.
Outro indicador é o efeito sobre Balneário Camboriú.
Quando uma referência perde a liderança em valor vendido para uma cidade discreta de Santa Catarina, o mercado tende a reprecificar o entorno, ajustando expectativas e portfólios.
A disputa deixa de ser “qual é mais famosa” e vira “qual entrega retorno, ocupação e saída”, e essa mudança é o que costuma redesenhar polos.
A cidade discreta de Santa Catarina se tornou assunto de luxo por um motivo mensurável: Itapema liderou o VGV após análise de mais de 111 mil propriedades e registrou cerca de R$ 4,1 bilhões em negociações, além de aparecer com metro quadrado entre os mais caros do país.
Com Balneário Camboriú a 13,7 km, o destino deixou de ser alternativa e passou a ser protagonista do litoral.
Para comentários que tragam experiência real: você já visitou Itapema ou Balneário Camboriú e percebeu essa troca de clima, preços e público na prática? O que mudou mais para você, o metro quadrado, o perfil de turismo, ou a sensação de “novo polo” surgindo ao lado?
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