Cidade brasileira mais poluída, Porto Velho registra níveis seis vezes acima do limite da OMS; queimadas e saúde preocupam.
A cidade brasileira mais poluída é Porto Velho, capital de Rondônia. A informação consta em um levantamento internacional da IQAir em 2024, divulgado com base em dados consolidados, que analisou a qualidade do ar em milhares de cidades ao redor do mundo.
O estudo revela que a capital rondoniense registrou média anual de 29,5 microgramas por metro cúbico (µg/m³) de partículas PM2.5, índice quase seis vezes superior ao limite considerado seguro pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 5 µg/m³.
O relatório aponta o que aconteceu, quem foi impactado, onde a situação é mais grave, quando os níveis de poluição se intensificam, como os poluentes se espalham e por que Porto Velho ocupa essa posição alarmante.
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Especialistas indicam que o avanço das queimadas na Amazônia, especialmente durante a estiagem, é o principal fator por trás da deterioração da qualidade do ar na região.
Cidade brasileira mais poluída: Partículas PM2.5 elevam riscos à saúde da população
O poluente que coloca Porto Velho como a cidade brasileira mais poluída é o material particulado fino, conhecido como PM2.5.
Essas partículas são consideradas altamente nocivas porque conseguem penetrar profundamente nos pulmões e alcançar a corrente sanguínea.
A exposição prolongada está associada ao aumento de doenças respiratórias, alergias, internações hospitalares e complicações cardiovasculares.
Crianças, idosos e pessoas com doenças pré-existentes formam o grupo mais vulnerável.
Médicos e pesquisadores alertam que episódios frequentes de fumaça densa podem causar impactos duradouros na saúde pública, especialmente quando não há períodos de recuperação do ar.
Queimadas e clima seco intensificam a poluição
Durante o período de estiagem na Amazônia, a combinação entre clima seco, focos de incêndio florestal e ventos regionais cria um cenário crítico.
A fumaça se espalha com facilidade e pode permanecer sobre Porto Velho por vários dias consecutivos, formando uma camada espessa de fuligem que reduz a visibilidade e agrava problemas respiratórios.

Além das queimadas, emissões provenientes do tráfego de veículos e de determinadas atividades industriais também contribuem para o aumento da poluição atmosférica.
Esse conjunto de fatores reforça a posição da capital como a cidade brasileira mais poluída no ranking nacional.
Geografia e infraestrutura ampliam a vulnerabilidade
Localizada no extremo Norte do Brasil, Porto Velho possui uma das maiores extensões territoriais municipais do país, com cerca de 34 mil quilômetros quadrados.
A cidade tem população estimada em aproximadamente 460 mil habitantes, distribuída em uma área urbana cercada por vastas regiões rurais e florestais.
Essa característica territorial facilita a dispersão da fumaça oriunda de incêndios em áreas vizinhas, atingindo rapidamente regiões habitadas.
Apesar de concentrar o maior Produto Interno Bruto de Rondônia e ter papel estratégico na economia regional, a capital enfrenta entraves históricos em infraestrutura, sobretudo no saneamento básico.
O acesso desigual à água tratada e à rede de esgoto agrava um contexto já pressionado pela poluição do ar.
Cidade brasileira mais poluída: Ranking nacional e cenário global preocupante
O levantamento da IQAir analisou mais de 8.900 localidades em 138 países. Apenas 17% das cidades avaliadas ficaram dentro dos parâmetros considerados seguros pela OMS.
No Brasil, os estados do Acre e Rondônia concentram as piores médias, fortemente influenciadas pelas queimadas na Amazônia.
Após Porto Velho, aparecem Sena Madureira, com média de 27,3 µg/m³, e Rio Branco, com 23,6 µg/m³, ambas no Acre.
Entre as cidades paulistas mais afetadas estão Osasco (22,1 µg/m³), Rio Claro (20,8 µg/m³), Ribeirão Preto (19,9 µg/m³) e Carapicuíba (19,4 µg/m³).
O ranking inclui ainda Xapuri (19,1 µg/m³), Manoel Urbano e Santa Rosa do Purus, ambas com 18,7 µg/m³.
No cenário internacional, apenas sete países — entre eles Austrália, Islândia e Nova Zelândia — conseguiram manter médias no limite de 5 µg/m³.
Mayaguez, em Porto Rico, foi classificada como a cidade menos poluída do mundo, com apenas 1,1 µg/m³.
Para Frank Hammes, CEO da IQAir, o monitoramento constante da qualidade do ar é essencial.
Segundo ele, a poluição atmosférica representa uma ameaça direta à saúde e ao meio ambiente, tornando indispensável a adoção de políticas eficazes para proteger as futuras gerações.
Fonte: Diário do Litoral
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