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Cidade mais poluída do Brasil é cercada pela Amazônia, mas possui o ar quase seis vezes acima do limite seguro da OMS: Porto Velho recebe esse título devido às queimadas, clima seco e emissões urbanas, com concentração de PM2.5 muito acima do padrão da Organização Mundial da Saúde.

Escrito por Ruth Rodrigues
Publicado el 20/02/2026 a las 18:58
Actualizado el 20/02/2026 a las 19:00
Porto Velho lidera ranking como cidade brasileira mais poluída em 2024, com níveis de PM2.5 muito acima do recomendado pela OMS.
Porto Velho lidera ranking como cidade brasileira mais poluída em 2024, com níveis de PM2.5 muito acima do recomendado pela OMS. Foto: Leandro Morais
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Cidade brasileira mais poluída, Porto Velho registra níveis seis vezes acima do limite da OMS; queimadas e saúde preocupam.

A cidade brasileira mais poluída é Porto Velho, capital de Rondônia. A informação consta em um levantamento internacional da IQAir em 2024, divulgado com base em dados consolidados, que analisou a qualidade do ar em milhares de cidades ao redor do mundo.

O estudo revela que a capital rondoniense registrou média anual de 29,5 microgramas por metro cúbico (µg/m³) de partículas PM2.5, índice quase seis vezes superior ao limite considerado seguro pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 5 µg/m³.

O relatório aponta o que aconteceu, quem foi impactado, onde a situação é mais grave, quando os níveis de poluição se intensificam, como os poluentes se espalham e por que Porto Velho ocupa essa posição alarmante.

Especialistas indicam que o avanço das queimadas na Amazônia, especialmente durante a estiagem, é o principal fator por trás da deterioração da qualidade do ar na região.

Cidade brasileira mais poluída: Partículas PM2.5 elevam riscos à saúde da população

O poluente que coloca Porto Velho como a cidade brasileira mais poluída é o material particulado fino, conhecido como PM2.5.

Essas partículas são consideradas altamente nocivas porque conseguem penetrar profundamente nos pulmões e alcançar a corrente sanguínea.

A exposição prolongada está associada ao aumento de doenças respiratórias, alergias, internações hospitalares e complicações cardiovasculares.

Crianças, idosos e pessoas com doenças pré-existentes formam o grupo mais vulnerável.

Médicos e pesquisadores alertam que episódios frequentes de fumaça densa podem causar impactos duradouros na saúde pública, especialmente quando não há períodos de recuperação do ar.

Queimadas e clima seco intensificam a poluição

Durante o período de estiagem na Amazônia, a combinação entre clima seco, focos de incêndio florestal e ventos regionais cria um cenário crítico.

A fumaça se espalha com facilidade e pode permanecer sobre Porto Velho por vários dias consecutivos, formando uma camada espessa de fuligem que reduz a visibilidade e agrava problemas respiratórios.

Imagem: Marizilda Cruppe/Greenpeace

Além das queimadas, emissões provenientes do tráfego de veículos e de determinadas atividades industriais também contribuem para o aumento da poluição atmosférica.

Esse conjunto de fatores reforça a posição da capital como a cidade brasileira mais poluída no ranking nacional.

Geografia e infraestrutura ampliam a vulnerabilidade

Localizada no extremo Norte do Brasil, Porto Velho possui uma das maiores extensões territoriais municipais do país, com cerca de 34 mil quilômetros quadrados.

A cidade tem população estimada em aproximadamente 460 mil habitantes, distribuída em uma área urbana cercada por vastas regiões rurais e florestais.

Essa característica territorial facilita a dispersão da fumaça oriunda de incêndios em áreas vizinhas, atingindo rapidamente regiões habitadas.

Apesar de concentrar o maior Produto Interno Bruto de Rondônia e ter papel estratégico na economia regional, a capital enfrenta entraves históricos em infraestrutura, sobretudo no saneamento básico.

O acesso desigual à água tratada e à rede de esgoto agrava um contexto já pressionado pela poluição do ar.

Cidade brasileira mais poluída: Ranking nacional e cenário global preocupante

O levantamento da IQAir analisou mais de 8.900 localidades em 138 países. Apenas 17% das cidades avaliadas ficaram dentro dos parâmetros considerados seguros pela OMS.

No Brasil, os estados do Acre e Rondônia concentram as piores médias, fortemente influenciadas pelas queimadas na Amazônia.

Após Porto Velho, aparecem Sena Madureira, com média de 27,3 µg/m³, e Rio Branco, com 23,6 µg/m³, ambas no Acre.

Entre as cidades paulistas mais afetadas estão Osasco (22,1 µg/m³), Rio Claro (20,8 µg/m³), Ribeirão Preto (19,9 µg/m³) e Carapicuíba (19,4 µg/m³).

O ranking inclui ainda Xapuri (19,1 µg/m³), Manoel Urbano e Santa Rosa do Purus, ambas com 18,7 µg/m³.

No cenário internacional, apenas sete países — entre eles Austrália, Islândia e Nova Zelândia — conseguiram manter médias no limite de 5 µg/m³.

Mayaguez, em Porto Rico, foi classificada como a cidade menos poluída do mundo, com apenas 1,1 µg/m³.

Para Frank Hammes, CEO da IQAir, o monitoramento constante da qualidade do ar é essencial.

Segundo ele, a poluição atmosférica representa uma ameaça direta à saúde e ao meio ambiente, tornando indispensável a adoção de políticas eficazes para proteger as futuras gerações.

Video de YouTube

Fonte: Diário do Litoral

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Ruth Rodrigues

Formada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), atua como redatora e divulgadora científica.

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