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Cidade ‘minúscula’ vira a mais envelhecida do Brasil com 277 idosos para cada 100 crianças, idade mediana de 53 anos e um perfil populacional tão fora da curva que desafia até previsões demográficas do IBGE

Escrito por Alisson Ficher
Publicado el 28/01/2026 a las 16:34
Cidade pequena do RS lidera ranking do IBGE como a mais envelhecida do Brasil, com índice recorde e idade mediana de 53 anos.
Cidade pequena do RS lidera ranking do IBGE como a mais envelhecida do Brasil, com índice recorde e idade mediana de 53 anos.
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Município gaúcho lidera indicador do IBGE que compara idosos e crianças, exibe idade mediana mais alta do país e chama atenção para mudanças silenciosas no perfil populacional brasileiro. Números do Censo detalham a estrutura etária local e ajudam a explicar por que cidades pequenas aparecem no topo.

Um município pequeno do interior do Rio Grande do Sul aparece no topo de um recorte demográfico que chama a atenção pela diferença entre gerações: Coqueiro Baixo registra o maior índice de envelhecimento entre as cidades brasileiras avaliadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A marca é de 277,14 pessoas com 65 anos ou mais para cada grupo de 100 crianças de 0 a 14 anos, além de reunir a maior idade mediana do país, de 53 anos.

Coqueiro Baixo no topo do índice de envelhecimento

O dado integra a divulgação de resultados do Censo Demográfico que detalha a composição da população por sexo e faixa etária, com informações usadas para comparação entre municípios e para orientar políticas públicas.

Nesse conjunto de indicadores, Coqueiro Baixo aparece como a cidade em que a presença proporcional de idosos é mais alta quando confrontada com o número de crianças, recorte que ajuda a identificar onde o envelhecimento populacional é mais intenso.

Como o IBGE calcula o índice de envelhecimento

O índice de envelhecimento, como define o próprio IBGE, é uma razão: representa quantas pessoas com 65 anos ou mais existem em relação a um grupo de 100 crianças de zero a 14 anos.

Quanto maior o número, mais envelhecida é a estrutura etária da localidade naquele critério.

A leitura não depende de renda, de tamanho do território ou de volume de arrecadação, porque o que entra na conta é a distribuição de idades dentro da população.

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O que significa idade mediana na prática

A idade mediana, por sua vez, é outro indicador que ajuda a traduzir o perfil de uma cidade.

Trata-se da idade que divide a população em duas metades: uma parte com pessoas mais jovens do que esse valor e outra com pessoas mais velhas.

Quando a idade mediana sobe, isso indica que a população, como conjunto, está concentrada em faixas etárias mais altas.

No recorte municipal apresentado pelo IBGE, Coqueiro Baixo aparece com idade mediana de 53 anos, a maior do país.

Ranking municipal e comparação com outras cidades

O cenário do município gaúcho se destaca ainda mais quando colocado ao lado de outras cidades com índices elevados.

Na sequência de Coqueiro Baixo, o mesmo levantamento aponta Santa Tereza (RS), com índice de envelhecimento de 264,05, e Três Arroios (RS), com 245,98.

O grupo dos dez municípios com maior índice reúne predominantemente cidades do Rio Grande do Sul e inclui Turmalina (SP) como o município paulista presente nessa lista.

A distância para o outro extremo do país também é expressiva.

Cidade pequena do RS lidera ranking do IBGE como a mais envelhecida do Brasil, com índice recorde e idade mediana de 53 anos.

No mesmo material, o IBGE aponta Uiramutã (RR) como o município com menor índice de envelhecimento e menor idade mediana: índice de 5,40 e idade mediana de 15 anos.

A comparação ilustra como o Brasil reúne realidades muito diferentes quando a lente é a pirâmide etária, e como o mapa do envelhecimento não se distribui de forma uniforme entre regiões e municípios.

Envelhecimento da população no Brasil

Os dados municipais aparecem dentro de um quadro mais amplo em que o envelhecimento avança no país.

O IBGE mostra que o índice de envelhecimento do Brasil alcançou 55,2 no Censo 2022, indicador que permite observar uma mudança estrutural quando comparado às décadas anteriores.

Ao detalhar a evolução do índice, o instituto apresenta o crescimento desse marcador ao longo do tempo, reforçando a transição demográfica em curso e a redução do peso relativo das faixas mais jovens.

Por que cidades pequenas aparecem com números mais altos

O recorte por tamanho populacional também evidencia uma tendência importante: municípios menos populosos concentram, em média, índices de envelhecimento mais altos.

Na classificação apresentada pelo IBGE, cidades com até 5.000 habitantes registram, em média, índice de envelhecimento de 76,2.

Já os municípios com mais de 500.000 habitantes aparecem com índice médio de 63,9.

A leitura sugere que, em muitos casos, localidades pequenas reúnem proporções maiores de idosos quando comparadas a grandes centros, embora o indicador varie de forma significativa de cidade para cidade.

Para que servem os dados do Censo por idade e sexo

Cidade pequena do RS lidera ranking do IBGE como a mais envelhecida do Brasil, com índice recorde e idade mediana de 53 anos.
Cidade pequena do RS lidera ranking do IBGE como a mais envelhecida do Brasil, com índice recorde e idade mediana de 53 anos.

No material do IBGE, a centralidade das informações por idade e sexo é apresentada como parte do núcleo do questionário censitário e como base para decisões públicas.

A distribuição etária é usada para acompanhar crescimento populacional, variações ao longo do tempo e diferenças geográficas, além de funcionar como denominador de taxas e índices que orientam ações governamentais.

Na prática, esse tipo de dado entra no planejamento de políticas e programas em áreas como saúde, assistência e previdência, justamente porque permite estimar o tamanho e o perfil de públicos que demandam serviços e proteção social.

Um retrato estatístico que chama atenção

O ranking municipal do índice de envelhecimento não é uma “competição” de qualidade de vida, mas um retrato estatístico de composição etária.

Ainda assim, o destaque de Coqueiro Baixo tende a chamar atenção por reunir dois sinais fortes de envelhecimento no mesmo recorte: a maior razão entre idosos e crianças e a maior idade mediana do país.

Para leitores, os números costumam ganhar força quando traduzidos em imagem: em Coqueiro Baixo, o indicador indica que há quase três pessoas com 65 anos ou mais para cada 100 crianças, relação muito acima do padrão nacional.

Extremos do país e a diferença entre gerações

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A fotografia demográfica também ajuda a compreender por que alguns municípios aparecem com valores muito diferentes entre si.

O índice de envelhecimento, por definição, depende simultaneamente do tamanho do contingente idoso e do tamanho do contingente de crianças.

Mudanças na natalidade, migração e permanência de moradores em determinadas faixas etárias alteram a proporção ao longo do tempo, e o resultado final se expressa na razão calculada pelo IBGE.

Ao apresentar municípios de extremos tão distantes como Coqueiro Baixo e Uiramutã, o instituto evidencia como o país abriga tanto cidades com predominância de idosos quanto locais em que a presença de crianças é proporcionalmente muito maior.

Coqueiro Baixo como referência no debate demográfico

Os números do Censo por idade e sexo também dialogam com uma discussão recorrente no Brasil: como a estrutura populacional muda e o que isso representa para a organização do território.

Ao detalhar municípios específicos, o IBGE permite observar que o envelhecimento não é apenas um fenômeno nacional abstrato, mas um traço que pode se concentrar com intensidade em cidades pequenas.

No caso de Coqueiro Baixo, a posição no topo do índice transforma um município de interior em referência estatística quando o assunto é envelhecimento.

Quando um indicador coloca uma cidade pequena no primeiro lugar de um ranking nacional, a curiosidade costuma ir além do número: que características do lugar ajudam a explicar uma estrutura etária tão diferente da média brasileira e como essa composição se reflete no dia a dia do município?

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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